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Graciene Micucci foi presa pela Operação Paládio, do MPSP, em Campinas
G1 — Brasil · 2026-09-22T15:32:06.000Z
Graciene Micucci foi presa pela Operação Paládio, do MPSP, em Campinas
A consultora financeira Graciene Micucci e o marido dela, o policial militar Ricardo Salles Gasparini Patini, estão entre os presos pela Operação Paládio, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na manhã desta terça-feira (22) em Campinas (SP).
Segundo o MPSP, Graciene e Ricardo atuavam por meio da Ateena Novos Negócios e ofereciam fundos de investimento fraudulentos. As apurações começaram depois que duas pessoas denunciaram um prejuízo de R$ 700 mil. Os promotores identificaram mais de 20 vítimas no país.
Ao todo, seis prisões foram realizadas na região de Campinas (SP) e uma no Mato Grosso. Um dos investigados é considerado foragido e pode estar na capital paulista. Também foram bloqueados valores e apreendidos sete veículos durante a operação.
O g1 tenta localizar as defesas para pedir um posicionamento.
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Quem são os principais investigados
Graciene Micucci e Ricardo Patini estão entre presos pela Operação Paládio, do MPSP, em Campinas
Graciene Micucci é apresentada pela própria empresa Ateena Novos Negócios como CEO. No site da companhia, ela é descrita como profissional com mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro.
O texto diz que a empresária havia criado a Ateena com a proposta de oferecer atendimento personalizado e conectar clientes a "oportunidades sólidas", além de destacar segurança, clareza e confiança na relação com os investidores.
Segundo o MPSP, porém, ela e outros integrantes do grupo utilizavam a estrutura para oferecer investimentos fraudulentos. O escritório principal funcionava desde dezembro de 2024 em um condomínio empresarial de luxo no bairro Cambuí, em Campinas.
Ricardo Salles Gasparini Patini, marido de Graciene, é policial militar. De acordo com as investigações, ele participava da administração da estrutura e também atendia vítimas que procuravam o escritório da empresa.
Além dos dois, foram presos outros investigados ligados ao escritório de Campinas e a empresas que, segundo o MPSP, participavam da movimentação dos valores. Todos tiveram a prisão preventiva decretada.
MP e PM realizam operação contra quadrilha suspeita de fraudes milionárias
Segundo as investigações do MPSP, o grupo montou uma sofisticada estrutura empresarial para atrair investidores, aos quais eram oferecidas aplicações apresentadas como seguras e altamente rentáveis, supostamente vinculadas a empreendimentos imobiliários e do agronegócio.
A captação das vítimas era realizada por meio de agências de intermediação de investimentos. Ainda de acordo com as investigações:
a estrutura contribuía para conferir aparência de solidez e credibilidade às operações oferecidas;
os investigados mantinham intensa exposição em redes sociais e programas de televisão, nos quais divulgavam o suposto sucesso de suas atividades;
o grupo usava um discurso persuasivo sobre segurança e rentabilidade;
essa estratégia levava investidores a aportar valores elevados nos fictícios produtos financeiros oferecidos.
Os recursos, porém, segundo os elementos reunidos até o momento, não eram efetivamente aplicados nos supostos investimentos anunciados. Em vez disso, eram apropriados pelo grupo, causando prejuízos às vítimas.
Para sustentar a fraude e retardar sua descoberta, a organização também utilizava diversas pessoas jurídicas com denominações e apresentação semelhantes às de instituições do mercado financeiro. Essas empresas administravam as contas bancárias que recebiam os valores entregues pelas vítimas.
Aplicativos simulavam instituições financeiras
Carros foram apreendidos durante a operação
As investigações apontam ainda que os investigados também controlavam aplicativos que simulavam plataformas de instituições financeiras, nos quais os investidores visualizavam os valores supostamente aplicados e os rendimentos que acreditavam estar obtendo.
Entre as instituições usadas na estrutura estavam, segundo os investigadores, o PrivateBank e o FirstBank. As vítimas baixavam os aplicativos acreditando que se tratava de instituições financeiras regulares. Elas acompanhavam a simulação de rendimentos que, na verdade, não existiam.
Durante determinado período, o grupo chegava a pagar às vítimas quantias correspondentes aos rendimentos prometidos, reforçando a aparência de legitimidade das operações e dificultando a descoberta do esquema.
De acordo com o Gaeco, todo esse aparato integrava uma estratégia para induzir e manter as vítimas em erro, fazendo-as acreditar que participavam de investimentos lícitos e seguros nos setores imobiliário e do agronegócio.
Lavagem de dinheiro
A investigação identificou ainda elementos que apontam para uma segunda finalidade da estrutura empresarial: a lavagem de recursos provenientes de outros crimes.
Há indícios de que empresas controladas pelo grupo também eram utilizadas para movimentar e ocultar dinheiro supostamente proveniente de atividades criminosas, inclusive do tráfico de drogas praticado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O MPSP afirma que os valores captados junto às vítimas das fraudes eram misturados a recursos de outras origens que transitavam pelas contas das empresas investigadas, dificultando a identificação e o rastreamento de valores provenientes de atividades ilícitas.
Mandados cumpridos na operação
Foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão e oito de prisão. Até a última atualização desta reportagem, seis prisões haviam sido cumpridas em:
Os outros foram expedidos para a capital paulista, além de:
Monte Sião (MG);
No Estado de São Paulo, as diligências são realizadas pelo GAECO com apoio da Polícia Militar, por meio do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) e da Corregedoria da Polícia Militar.
A investigação prossegue para aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa, a destinação dos valores movimentados e a eventual participação de outros envolvidos.
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