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Candidatos ao governo do PI assinam carta-compromisso pelos direitos da pessoa com deficiência
G1 — Brasil · 2026-09-22T15:25:23.000Z
Candidatos ao governo do PI assinam carta-compromisso pelos direitos da pessoa com deficiência
Candidatos ao governo do estado do Piauí assinaram, nesta terça-feira (22), carta-compromisso pelos direitos da pessoa com deficiência, em ato público promovido pelo Ministério Público do Piauí. A solenidade de assinatura aconteceu no auditório da sede do órgão.
Participaram os candidatos Geraldo Carvalho (PSTU), Professor Gisvaldo (PSOL), Professor Jurity (Democracia Cristã) e Santiago Belizário (UP). O candidato à reeleição Rafael Fonteles (PT) foi representado pelo vice em sua chapa, Washington Bandeira (PT); Joel Rodrigues (PP) foi representado por Giovanna Nunes; e o advogado Gilvan Andrade representou a candidata Lúcia Santos (PSDB). Professor Jurity e Elizeu Aguiar não estiveram presentes e não enviaram representantes.
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Rafael Fonteles (PT) - Washington Bandeira (PT)
O candidato a vice destacou ações realizadas em governos anteriores do partido dos trabalhadores e melhorias que estão sendo implementadas nesta gestão de Fonteles. Ele disse ainda que uma das propostas é prosseguir com uma descentralização dos atendimentos por mais municípios do interior.
"Eu cito uma marca dessa gestão que foi a implantação do Centro de Atendimento às Pessoas com Autismo aqui em Teresina e no eventual próximo governo nós vamos expandir para as quatro macrorregiões de saúde, também a rede de centros especializados de saúde, o CEIR. Temos hoje, em Teresina, Parnaíba e São João do Piauí, e já estamos expandindo para mais seis municípios e vamos descentralizar ainda mais. Reformamos todos os centros de referência para estudantes com deficiência aqui em Teresina. Estamos construindo novos em mais quatro municípios. Capacitamos, qualificamos mais de 7 mil profissionais de apoio de atendimento educacional especializado nessa gestão e vamos fazer muito mais. O Governador sancionou a lei que isenta de IPVA as pessoas com deficiência e com autismo”, declarou Washington Bandeira.
Giovanna Nunes - Joel Rodrigues (PP)
A representante comentou sobre a falta de fiscalização no cumprimento dos direitos das pessoas com deficiência. Ela também lembrou de situações em que as necessidades das pessoas não recebem tanta atenção quando se trata de inclusão, como no caso de intolerâncias alimentares.
"Quando a gente fala em acessibilidade, nós pensamos desde o primeiro direito que é o direito à alimentação. Nós falamos, por exemplo, de uma lei que garante às pessoas que têm intolerância à lactose, que têm doença celíaca, a ter acesso ao alimento sem contaminação. Essa lei existe aqui no estado do Piauí, foi uma lei que foi sancionada pela então vice-governadora na condição de governadora Margareth Coelho, mas nós não temos fiscalização. Na condição de mãe de uma criança com TDAH, na condição de mãe de uma criança com intolerância alimentar, o que eu posso dizer para cada um de vocês é que nós precisamos mudar, nós precisamos de um Estado que mude o tratamento que é feito para as nossas pessoas, homens, mulheres e crianças, qualquer que seja a sua condição", disse.
Geraldo Carvalho (PSTU)
O candidato do PSTU lembrou da necessidade de garantir não apenas a inclusão, mas a permanência das pessoas nas vagas de estudo e emprego, que não garantem atenção às demandas de cada deficiência. Além disso, destacou a menor remuneração às pessoas com deficiência em comparação com a renda das pessoas que não têm deficiência.
"Se a gente for olhar para os dados do IBGE, apenas 30% das pessoas com deficiência têm acesso ao mercado de trabalho, a inclusão do trabalho. E dessas pessoas, a remuneração, a renda do trabalho é inferior à renda ao salário das pessoas sem deficiência. Eu sou professor da Universidade Federal do Piauí e sei muito bem o que isso significa. O acesso à matrícula na universidade, mas não garante as condições de permanência e do ensino da aprendizagem de forma adequada, porque falta profissionais especializados, falta intérpretes de Libras", declarou Geraldo Carvalho (PSTU).
Gilvan Andrade - Dra. Lúcia Santos (PSDB)
O representante da candidata declarou a necessidade de planejamento institucional e diálogo direto com as pessoas com deficiência, para a escuta e atenção às reais demandas.
"A construção de políticas públicas inclusivas exige planejamento, responsabilidade institucional, diálogo permanente e, sobretudo, a escuta das próprias pessoas com deficiência. Nós entendemos a importância da carta compromisso e manifestamos nossa concordância com os princípios e objetivos que alinhentam essa iniciativa, reconhecendo a necessidade de que a garantia dos direitos das pessoas com deficiência oculta um lugar permanente na agenda das políticas públicas e estatuais", disse o representante Dr. Gilvan.
Professor Gisvaldo (PSOL)
Gisvaldo reforçou que o combate ao capacitismo é uma medida necessária para a acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência. Ele também afirmou que considera importante descentralizar o serviço de suporte a esse público.
“O que dá inclusão das pessoas com deficiência é o combate ao capacitismo. O capacitismo é a grande barreira na nossa sociedade que impede a participação social e a autonomia das pessoas com deficiência. Não à toa, preocupado com o combate ao capacitismo, nós estamos propondo no nosso programa de governo que nós possamos criar uma central de acessibilidade livre no nosso estado que possa fazer a intermediação direta das pessoas com deficiência em tempo real no acesso a serviços públicos”, destacou o candidato Gisvaldo.
Santiago Belizário (UP)
Santiago Belizário (UP) comentou sobre a importância da destinação de verbas para a promoção não apenas do acesso, mas de acolhimento e permanência de pessoas com deficiência e neurodivergentes nas vagas destinadas às políticas afirmativas.
"Todas as candidaturas precisam assumir esse compromisso, em especial com o processo de inclusão das pessoas com deficiência, neurodivergentes, comunidade LGBT, políticas públicas para as mulheres, setores lidos como aqueles com pouca influência na pauta política no país. Temos defendido que esses compromissos não podem ser da boca para fora, apenas verbalizados. Política pública se constrói com orçamento. Não dá para vir num espaço desse, assinar carta-compromisso e sair daqui e não disponibilizar orçamento para que a política pública possa acontecer e atingir de fato as pessoas. E é isso que temos defendido na nossa campanha: colocar o orçamento do Estado para servir ao seu povo, na sua integralidade, porque só assim vamos garantir processo de inclusão. Inclusão não é abrir vaga. É garantir abertura da vaga e condições de permanência e de acesso ao mercado de trabalho,", disse o candidato.
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As eleições de 2026 acontecem em 4 de outubro, no primeiro turno. O segundo turno, se necessário, será realizado em 25 de outubro para os cargos de presidente e governador.
Na votação, os eleitores escolherão deputado estadual, deputado federal, dois senadores, governador e presidente.
A campanha eleitoral segue até 3 de outubro, véspera do primeiro turno. Em caso de segundo turno, a propaganda será retomada e poderá ocorrer até 24 de outubro.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alto-falantes e amplificadores de som podem ser utilizados na véspera da eleição, das 8h às 22h, respeitando a distância mínima de 200 metros de locais como hospitais, escolas, quartéis, tribunais e sedes dos Poderes.
No entanto, precisa ser obedecida a distância de 200 metros das sedes dos Poderes, tribunais, quartéis, hospitais, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros quando estiverem funcionando.
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