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Golpe do falso funcionário de cooperativa exige atenção a mensagens suspeitas

Criminosos se passam por funcionários de cooperativas para criar abordagens convincentes e induzir as vítimas a compartilhar informações ou realizar transferências.

G1 — Brasil · 2026-09-22T16:09:43.000Z

Criminosos se passam por funcionários de cooperativas para criar abordagens convincentes e induzir as vítimas a compartilhar informações ou realizar transferências.

Golpistas têm utilizado, cada vez mais, abordagens que simulam contatos de instituições financeiras para ganhar a confiança das vítimas. Entre essas estratégias está o golpe do falso funcionário de cooperativa, quando criminosos se apresentam como colaboradores, geralmente por mensagens ou ligações, e alegam a existência de algum problema na conta para induzir a vítima a realizar procedimentos que podem comprometer sua segurança.

A abordagem costuma começar com uma mensagem aparentemente simples, informando sobre uma suposta atualização cadastral, bloqueio, movimentação incomum ou necessidade de regularização. A partir daí, o criminoso conduz a conversa de forma a transmitir legitimidade e criar uma sensação de urgência, buscando fazer com que a vítima tome uma decisão antes de verificar a informação.

Segundo Aniellen Bispo, coordenadora de Jurídico e Compliance do Sistema CrediSIS, os criminosos procuram reproduzir características de um atendimento verdadeiro para tornar a abordagem mais convincente. Para isso, podem utilizar nome, foto e informações disponíveis publicamente, além de argumentos relacionados à rotina financeira do cliente.

“O golpista apresenta uma situação que exige atenção imediata e, na sequência, orienta a vítima a realizar alguma ação para, supostamente, resolver o problema. É nesse momento que podem surgir pedidos de informações, códigos, acesso a links ou transferências. O objetivo é fazer com que a pessoa aja pela urgência, sem tempo para conferir se o contato realmente é da cooperativa”, explicou Aniellen.

Em muitos casos, o contato evolui para um pedido de acesso a uma página, compartilhamento de códigos recebidos por SMS ou aplicativos de mensagens e até realização de um Pix para “testar”, “validar” ou “regularizar” a conta. A utilização de links com endereços desconhecidos ou perfis que imitam canais oficiais também pode fazer parte da tentativa de fraude.

Outro fator que favorece esse tipo de golpe é a aparência de normalidade. O criminoso pode utilizar uma linguagem semelhante à de um canal de atendimento oficial e apresentar informações que ajudam a construir uma narrativa coerente. Por isso, mesmo quando o contato parece legítimo, a orientação é interromper a interação e confirmar a informação diretamente com a cooperativa. Anderson Galvão Ribeiro, gerente de Segurança da Informação do Sistema CrediSIS, explica que algumas atitudes simples ajudam a evitar que a abordagem avance.

“Ao receber uma mensagem ou ligação inesperada, principalmente quando existe pedido de urgência, não clique em links, não compartilhe senhas ou códigos e não faça transferências por orientação daquele contato. A melhor medida é interromper a conversa e procurar a cooperativa por um canal oficial, utilizando um telefone ou meio de atendimento obtido diretamente nas fontes da instituição ou, até mesmo, ir à cooperativa”, orienta Anderson.

Também é importante desconfiar de pedidos para ignorar procedimentos habituais ou para manter a situação em segredo. Instituições financeiras não devem ser confirmadas apenas pelo número, pelo nome ou pela foto exibida no aplicativo de mensagens. A validação precisa ocorrer por um canal oficial e independente daquele utilizado pelo suposto funcionário.

Informações que ajudam a prevenir golpes

Para levar informações de forma acessível e ampliar a conscientização sobre segurança digital, o Sistema CrediSIS conta com o Rivaldo Golpp, personagem criado inicialmente para a comunicação interna com os colaboradores. A proposta era apresentar orientações sobre segurança da informação de maneira mais simples e próxima das situações do dia a dia. Com o tempo, o personagem também passou a integrar a comunicação externa do Sistema, levando dicas de prevenção de golpes e cuidados digitais para o público nas redes sociais.

Nas redes sociais, o personagem mostra exemplos de golpes e traduz comportamentos que podem passar despercebidos, como a chegada de uma mensagem aparentemente enviada pela cooperativa seguida de pedidos para clicar em links, compartilhar códigos ou fazer um Pix.

A iniciativa busca transformar recomendações de segurança da informação em situações fáceis de reconhecer, ajudando o público a identificar sinais de alerta antes de tomar decisões que possam gerar prejuízos.

“O Rivaldo nasceu para ajudar na comunicação interna e aproximar os colaboradores dos temas de Segurança da Informação. Com o tempo, percebemos que essa mesma linguagem poderia levar orientações importantes para o público externo. A partir daí, o personagem passou a fazer parte das nossas redes sociais, ajudando a explicar os golpes de uma forma mais simples, leve e próxima da realidade das pessoas”, destacou Anderson.

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