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Em carta a ministros do STF, Henrique Vorcaro diz que não pode ser arrastado para caso Master por ser pai de banqueiro

Preso na Operação Compliance Zero, Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, enviou nesta terça-feira (22) uma carta aos ministros do Supremo Tribunal Federal afirmando que não pode ser arrastado para o escândalo do Master só porque é pai do banqueiro.

G1 — Política · 2026-09-22T18:13:38.000Z

Preso na Operação Compliance Zero, Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, enviou nesta terça-feira (22) uma carta aos ministros do Supremo Tribunal Federal afirmando que não pode ser arrastado para o escândalo do Master só porque é pai do banqueiro.

Ao longo de quatro páginas, classifica sua prisão como "injustiça", afirma que não tratava de negócios com o filho e diz que está com a saúde extremamente debilitada na prisão.

"Até entendo os holofotes sobre o Caso Master, mas não queiram me arrastar para dentro disso só porque eu sou pai do Daniel. Tenho muitos negócios, todos honestos. Preciso da minha reputação e dignidade restauradas, por favor sejam corretos e justos. O ofício da Polícia Federal é fazer justiça, não injustiça. É descobrir a verdade, não criar histórias por hipóteses absurdas e sem comprovação", diz Henrique no documento.

O pai de Daniel Vorcaro está preso desde de maio, quando a PF realizou uma operação em desdobramento das investigações do caso Master, por ordem do ministro André Mendonça, relator do caso.

Os investigadores afirmam que Henrique Vorcaro financiava e atuava como operador de uma estrutura criminosa, que reunia bicheiros, milicianos e hackers.

A PF disse que ele usava essas conexões para intimidar e coagir adversários do filho. A polícia declarou ainda que o grupo cooptou também uma delegada e agentes da Polícia Federal para ter acesso a dados sigilosos de investigações sobre o caso Master.

Os investigadores da Polícia Federal afirmam que o pai do banqueiro Daniel Vorcaro tinha atuação fundamental nesse núcleo da organização criminosa.

Henrique Vorcaro pedia serviços ilícitos a serem executados pelos demais integrantes e gerenciava o esquema de pagamento.

Ao pedir a revogação da prisão, ele negou atuação criminosa e justificou que a tratativa de dinheiro com outros investigados era referente a adiantamento de dinheiro de negócios comerciais.

"Se pagavam alguém ou se usavam esse recebimento para qualquer turma ou pessoa, eu não tenho simplesmente nada a ver com isso, não conheço nem sei de turma nenhuma", diz trecho da carta.

O texto afirma ainda que o relatório da PF é fantasioso." Nunca ameacei, nunca participei de nada com eles. Não existe na minha vida algum histórico de envolvimento meu com ameaças, algo escuso com ninguém, em lugar nenhum. É uma história bizarra, vergonhosa, fantasiosa", declara o pai de Daniel Vorcaro.

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