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Ministros do STF Alexandre de Moraes e André mendonça
G1 — Brasil · 2026-09-23T02:00:00.000Z
Ministros do STF Alexandre de Moraes e André mendonça
Carlos Moura e Nelson Jr. / SCO / STF
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam de forma reservada que o novo pedido de André Mendonça para que Alexandre de Moraes seja investigado por abuso de poder indica que ainda não há disposição para nenhuma composição que possa levar à saída da crise institucional que arrasta a Corte há mais de 20 dias.
Nos bastidores, a ala alinhada a Moraes aponta que Mendonça tentou "dar o troco" depois que o colega usou relatórios de inteligência para apontar irregularidades na condução do relator nos casos Master e INSS.
Em outra frente, ministros que apoiam Mendonça afirmam que ele conseguiu expor o que vem defendendo de forma pública, que é a instrumentalização da Polícia Federal (PF).
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Tentativa frustrada de conciliação
O consenso entre as duas alas é de que o ofício de Mendonça pressionou ainda mais o presidente do STF, Edson Fachin, na crise, e colocou em evidência o estilo que tem adotado para conduzir a tensão na Corte, apostando em conversas individuais e sem articular nos bastidores.
Ministros que conversaram com Fachin nos últimos dias dizem que recomendaram ao presidente do STF que deixe para depois da eleição uma tentativa de construir alguma medida de conciliação.
Com a eleição encerrada e sem as incertezas em torno do futuro comando do país, a Corte precisará necessariamente lidar com o cenário que estiver colocado.
O caminho que vem sendo apontado seria não só avançar com alguma apuração contra Moraes e Mendonça, como também com um pedido de verificação contra todos os que foram mencionados direta ou indiretamente por possíveis conexões com Vorcaro.
Não há prazo para que Fachin decidida sobre o pedido de investigação de Moraes feito por Mendonça.
No dia 15 de setembro, o plenário do STF começou a discutir a abertura ou não de uma apuração contra Moraes diante do relatório da PF que o apontou como interlocutor de 52 mensagens de Daniel Vorcaro.
A sessão foi marcada por bate-bocas, troca de acusações e desmentidos e acabou interrompida após um pedido do ministro Flávio Dino para ter mais prazo para analisar o caso.
Solução pode ficar para o ano que vem
O prazo do pedido de vista acaba em dezembro, na reta final dos trabalhos do STF neste ano, o que poderia jogar uma definição do caso para o ano que vem.
O pedido de investigação de Mendonça estava previsto para ser analisado nesta quarta (23), mas como há uma discussão em aberto se os casos dos dois ministros devem ser analisados em conjunto, o julgamento foi suspenso e será remarcado.
Em outra frente, na esteira do caso Master, o ministro Flávio Dino pediu a Fachin que seja investigada uma possível relação entre o Banco Master, o Instituto Iter — ligado ao ministro André Mendonça —, e contratos firmados pelo município de São Paulo para o funcionamento de cemitérios privados no estado.
Esse caso também não tem previsão de julgamento.