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Influenciadora fez raio-X após ficar com uma espinha de manjuba entalada na garganta, mas médico explica que espinhas de peixe geralmente não aparecem no exame.
G1 — Brasil · 2026-09-23T08:15:30.000Z
Influenciadora fez raio-X após ficar com uma espinha de manjuba entalada na garganta, mas médico explica que espinhas de peixe geralmente não aparecem no exame.
g1 Santos e divulgação/PM Ambiental
Uma influenciadora de 38 anos viveu momentos de desespero após ficar com uma espinha de manjuba entalada na garganta enquanto comia peixe em um restaurante em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo ela, a sensação era de que algo a espetava por dentro. "Tava me cortando, parecia que tinha um espeto me espetando na garganta", contou.
Ela afirmou que estava acompanhada de uma amiga e percebeu o problema logo após engolir um pedaço do peixe sem mastigar. A influenciadora disse que não chegou a ficar sem ar, mas sentia a espinha presa e começou a ficar nervosa sem saber como agir.
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"Eu falei: 'Amiga, eu acho que tô entalada'. Sabe quando a voz embarga?", relembrou. Segundo ela, após beber água, a sensação mudou de lugar e ela passou a sentir o incômodo na lateral da garganta
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A influenciadora disse que chegou a tentar provocar o vômito, sem sucesso. Como continuava sentindo o incômodo e tinha a sensação de que a garganta estava inchando, decidiu ir acompanhada da amiga até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Leste, na noite de segunda-feira (21).
Atendimento e melhora após o susto
Na unidade, ela passou pela triagem, avaliação médica e exame de raio-X. Segundo a influenciadora, todo o atendimento, entre a chegada, os procedimentos e o resultado, levou mais de duas horas.
Ainda conforme relato, a espinha não foi retirada na unidade. Ela afirmou que a médica mencionou a possibilidade de passar uma sonda e, posteriormente, de realizar uma intubação para a retirada. A influenciadora disse que não quis passar pelo procedimento e decidiu deixar o local.
Em casa, ainda sentindo o incômodo na garganta, contou ter recorrido a alternativas sugeridas por outras pessoas, como farinha, bolacha dura e pão. Por último, disse ter tomado azeite morno.
Manjuba é um prato típico da culinaria caiçara - foto ilustrativa
"Eu acho que ele escorregou, não sei. Saiu aquela sensação de entalada", relatou. Apesar da melhora, ela afirmou que a garganta permaneceu machucada e que não voltou à unidade de saúde.
Moradora do litoral e acostumada a comer peixe desde criança, a influenciadora disse que nunca havia passado por uma situação semelhante. "Sou caiçara [...] nunca tinha engasgado com um peixe, mas aconteceu", afirmou.
Depois do susto, ela decidiu compartilhar o caso nas redes sociais. Segundo a influenciadora, o episódio também fez com que recebesse relatos de seguidores que passaram por situações semelhantes, como engasgos com outros alimentos. "Graças a Deus, só foi o susto", disse.
O que fazer se uma espinha ficar presa na garganta?
O cirurgião de cabeça e pescoço Rogério Dedivitis, professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP, orienta procurar atendimento se a sensação de corpo estranho persistir após a refeição.
"Acabou a refeição, persiste com a sensação de corpo estranho, o ideal é passar no pronto-socorro para atendimento inicial", afirmou.
Segundo o médico, casos simples podem ser resolvidos no pronto-socorro. Se a espinha não for localizada e o incômodo continuar, o paciente pode ser encaminhado a um especialista para uma laringoscopia. O exame é feito com o paciente acordado, com anestesia local em spray, e permite visualizar a garganta e retirar a espinha com uma pinça.
Médico explicou a maioria das espinhas de peixe não aparece de forma nítida no raio-x, como no caso acima.
Dedivitis explicou que o raio-X não é usado de rotina porque a maioria das espinhas de peixe não aparece de forma nítida nesse tipo de exame. Além disso, cartilagens da própria laringe podem se sobrepor à imagem.
Entre as orientações, o especialista destacou:
Não colocar os dedos ou objetos na garganta;
Evitar manipular a base da língua ou as amígdalas;
Procurar atendimento se o incômodo persistir;
Buscar um especialista se o problema não for resolvido no primeiro atendimento.
"Às vezes, quando tenta, você acaba fraturando a espinha e fica um pedaço para dentro, ou você acaba empurrando mais para dentro", explicou.
Sobre alternativas como miolo de pão ou azeite, ele disse que elas não costumam fazer mal e podem, em alguns casos, ajudar a levar uma espinha superficial para o trato digestivo.
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