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Grupo australiano conclui compra de projeto de terras raras no Sul de Minas por R$ 80 milh
G1 — Brasil · 2026-09-23T10:21:50.000Z
Grupo australiano conclui compra de projeto de terras raras no Sul de Minas por R$ 80 milh
A multinacional australiana Power Minerals anunciou a definição do primeiro Alvo de Exploração (Exploration Target) do "Projeto Morro do Ferro", em Poços de Caldas (MG), no Sul de Minas Gerais. A estimativa indica potencial entre 9,2 milhões e 10,7 milhões de toneladas, com teores entre 7,8% e 9,2% de óxidos totais de terras raras (TREO). O alvo contém ainda entre 1,3% e 1,6% de MREO, grupo que reúne os óxidos de neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.
Segundo a companhia, a definição do alvo representa um avanço no conhecimento geológico do projeto e servirá de base para orientar a atual campanha de sondagem. O objetivo é ampliar os dados sobre a continuidade e a dimensão da mineralização para subsidiar uma potencial primeira Estimativa de Recursos Minerais (MRE).
🔎 Terras raras são minerais estratégicos usados em tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas, celulares e equipamentos de defesa. O carbonato misto de terras raras é o resultado do processamento da argila iônica que contém terras raras, sendo um produto intermediário, antes da separação desses minerais.
Grupo australiano define alvo de exploração no 'Morro do Ferro' com até 10,7 milhões de toneladas de terras raras em MG
A estimativa, segundo a empresa, foi elaborada com base em 169 furos históricos e atuais e 3.241 análises ao longo de 5.696 metros, além de levantamentos LiDAR por drone e dados geofísicos integrados. De acordo com a empresa, parte do alvo é sustentada diretamente pelas perfurações já realizadas, enquanto outra parte corresponde a uma extensão projetada para áreas ainda não perfuradas.
Operação no Morro do Ferro
A Power Minerals mantém atualmente duas sondas em operação em Morro do Ferro, dentro de um programa que prevê 25 furos diamantados e cerca de 4 mil metros de perfuração. Os trabalhos estão concentrados principalmente na avaliação da extensão projetada para o sul e da continuidade da mineralização em profundidade.
A empresa informou ainda que nove furos diamantados, que somam 1.158 metros, aguardam resultados laboratoriais e não foram incluídos no Alvo de Exploração. Segundo a companhia, esses resultados poderão alterar a tonelagem e os teores atualmente estimados.
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Os novos resultados e o andamento do Projeto Morro do Ferro serão apresentados pelo CEO da Power Minerals, Alister Stephens, durante um webinar com investidores. O executivo deverá detalhar como foi definido o primeiro Alvo de Exploração, os resultados obtidos até o momento, o andamento das sondagens e as próximas etapas do programa. O webinar está marcado para esta quarta-feira (23), às 23h, no horário de Brasília.
A Power Minerals ressalta que o Alvo de Exploração possui natureza conceitual e não constitui uma estimativa de Recurso Mineral ou Reserva de Minério. Segundo a empresa, serão necessários trabalhos adicionais de exploração para determinar se o potencial identificado poderá resultar na definição de um Recurso Mineral.
Empresa comprou projeto em abril
Listada na Australian Securities Exchange (ASX), a Power Minerals atua no desenvolvimento de recursos de salmoura de lítio na Argentina e na exploração e desenvolvimento de ativos de elementos de terras raras, nióbio e outros minerais críticos no Brasil. A empresa também mantém ativos na Austrália, no Canadá e em outras regiões da Argentina.
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Em abril deste ano, a multinacional concluiu a compra da Mineração Terras Raras S.A. (MTR), empresa detentora do projeto de terras raras "Morro do Ferro", em Poços de Caldas (MG), por cerca de R$ 80 milhões. O ativo ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento.
O projeto reúne direitos de exploração e estudos sobre uma área com potencial mineral já identificado. Apesar de resultados considerados promissores, o empreendimento ainda precisa avançar em etapas como novas sondagens, estudos de viabilidade econômica e licenciamento ambiental antes de iniciar a produção.
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A Power Minerals é o terceiro grupo australiano a investir em projetos para a exploração de terras raras na região do Planalto e Complexo Alcalino de Poços de Caldas.
Além dela, a Meteoric Resources investe no "Projeto Caldeira" com foco em uma grande área que abrange municípios vizinhos, como Caldas e a Viridis Mining and Minerals atua no prospecto Capão da Onça com o "Projeto Colossus".
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