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Manaus amanhece coberta por fumaça pela 6ª vez em 15 dias; poluição passa limite máximo
G1 — Brasil · 2026-09-23T12:00:58.000Z
Manaus amanhece coberta por fumaça pela 6ª vez em 15 dias; poluição passa limite máximo
Manaus amanheceu coberta por fumaça, nesta quarta-feira (23), e os índices de poluição do ar ultrapassaram o limite máximo da escala de medição do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva). Por volta das 5h15, o bairro Distrito Industrial I, na Zona Sul, registrou 587,9 µg/m³ de concentração de partículas no ar.
O valor é mais de três vezes superior aos 160 µg/m³, referência máxima da escala utilizada pelo Selva para a classificação da qualidade do ar. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre as causas da fumaça.
Os dados são do Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Este é o sexto episódio de fumaça e altos índices de poluição registrado na capital amazonense em 15 dias.
🔎 A qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. A classificação chega a péssima acima de 125 µg/m³, com referência máxima de 160 µg/m³ na escala do Selva.
Qualidade do ar em Manaus
No Parque Dez, na Zona Centro-Sul, o índice chegou a 267,5 µg/m³. Na Compensa, Zona Oeste, a concentração era de 219 µg/m³ no mesmo horário.
Uma hora depois, por volta das 6h, os índices haviam diminuído, mas continuavam muito acima da faixa máxima da escala. No Distrito Industrial I, a concentração ainda era de 382,8 µg/m³. No Parque Dez, o índice estava em 223,4 µg/m³.
Na Zona Leste, o bairro Armando Mendes registrava 216,9 µg/m³.
Em Manaus, os piores índices às 6h foram registrados na Zona Sul, onde a quantidade de partículas poluidoras no ar chegava a 382,8µg/m³.
Qualidade do ar na Região Metropolitana
Na manhã desta quarta-feira (23), qualidade do ar era considerada péssima em sete municípios da Região Metropolitana.
Além da capital, cidades da Região Metropolitana de Manaus também registravam níveis elevados de poluição na manhã desta quarta-feira (23).
Em sete dos 13 municípios monitorados, os índices estavam acima de 125 µg/m³, faixa considerada péssima pelo Selva. Em Autazes, a concentração chegou a 576,6 µg/m³.
Os municípios com índices acima de 125 µg/m³ eram Manacapuru, Manaquiri, Careiro, Rio Preto da Eva, Iranduba, Autazes e Itacoatiara.
Já em Borba, Silves e Careiro da Várzea, os índices variavam entre 77,4 e 109,8 µg/m³, considerados muito ruins.
O g1 procurou o Governo do Amazonas e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas para saber sobre as condições das queimadas e a situação na Região Metropolitana, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.
Na semana passada, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) orientou a população a evitar a exposição prolongada à fumaça e reduzir atividades físicas ao ar livre.
A recomendação é especialmente importante para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Em casos de sintomas leves, a população pode buscar orientação pelo aplicativo Saúde AM Digital. Situações mais graves devem ser encaminhadas imediatamente a serviços de urgência e emergência.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192.
Vista do bairro Adrianópolis mostra prédios e horizonte encobertos por densa camada de fumaça em Manaus nesta quarta-feira (23) Foto
Jackeline Lima/Rede Amazônica
Vista mostra Arena da Amazônia e horizonte encobertos por densa camada de fumaça em Manaus nesta quarta-feira (23)
Vista da Avenida Mário Ypiranga mostra horizonte encoberto por densa camada de fumaça em Manaus nesta quarta-feira (23)
Vista do bairro Adrianópolis mostra prédios e horizonte encobertos por densa camada de fumaça em Manaus nesta quarta-feira (23)
Jackeline Lima/Rede Amazônica