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O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (23). Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
G1 — Brasil · 2026-09-23T12:00:00.000Z
O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (23). Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
Com foco no exterior, investidores continuam a monitorar as negociações entre os Estados Unidos e o Irã e seguem em compasso de espera pelo encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. Na agenda doméstica, uma terceira rodada de pesquisas eleitorais da Quaest fica sob os holofotes.
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Perto das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,52%, cotado a US$ 99,77. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,35% no mesmo horário, a US$ 90,20 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Acumulado da semana: -0,80%;
Acumulado do mês: -1,48%;
Acumulado do ano: -7,03%.
Acumulado da semana: +1,21%;
Acumulado do mês: +5,66%;
Acumulado do ano: +16,35%.
Negociações entre EUA e Irã
Os sinais de avanço nas tratativas entre EUA e Irã seguem no radar dos investidores. Na terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno" em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Poucas horas mais tarde, porém, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram também nesta terça para negociar. "Foi uma reunião de três horas", disse o presidente americano a jornalistas. Trump descreveu o encontro como "muito bom" e afirmou que planeja outro diálogo "em um futuro muito próximo".
Durante seu discurso na ONU, Trump defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Ele também disse que tem uma "grande decisão" pela frente.
"Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump.
O Irã, por sua vez, disse que pode reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias se os Estados Unidos aliviarem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos.
A delegação iraniana que viajou para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, tem plena autoridade para retomar as relações diplomáticas com os EUA.
Esta semana, o Irã entregou aos EUA, por meio de mediadores, uma nova proposta de acordo para dar fim às hostilidades entre os dois países.
Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.
Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial.
Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor.
Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada.
Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico.
Na Ásia, a maioria dos mercados fechou em queda, conforme investidores avaliavam papéis de tecnologia e em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.
O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,39%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, perdeu 0,60%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,01% e o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,90%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025.
Tatan Syuflana/ AP