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O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu hoje, aos 95 anos
G1 — Brasil · 2026-09-23T13:35:34.000Z
O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu hoje, aos 95 anos
O corpo do jornalista Zuenir Ventura é velado na manhã desta quarta-feira (23) na Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual era imortal.
Zuenir morreu aos 95 anos nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro. Durante mais de 60 anos de atuação no jornalismo, construiu uma obra marcada pela cobertura de episódios políticos e temas sociais relevantes do país.
Pouco depois das 10h, o corpo chegou ao local, acompanhado pela família. Antes da entrada da imprensa, os parentes tiveram um momento reservado de despedida.
Mestre Zu deixou a mulher, Mary Ventura, e 2 filhos, o jornalista Mauro Ventura e a editora Elisa Ventura.
O enterro está previsto para esta tarde, no mausoléu da ABL no Cemitério São João Batista, em Botafogo.
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Mary Ventura ao lado do caixão com o corpo do marido, Zuenir Ventura, na ABL
Jéssica Evelin Araújo/g1
Amigos prestaram homenagens. Coroas de flores foram enviadas pelo presidente Lula, pelo prefeito Eduardo Cavaliere, pelos colegas de redação do jornal O Globo e pelos editores da Companhia das Letras.
Elisa Ventura destacou o amor que o jornalista transmitia às pessoas. “A maior mensagem que ele deixa é o amor que ele passava para todo mundo, para todas as pessoas que, de alguma forma, estiveram perto dele, trabalharam com ele, conviveram com ele. Acho que ele deixa esse legado gigante. Era uma pessoa que transformava muito a vida das pessoas e transbordava muito amor.”
“O Zuenir foi, primeiro de tudo, um pai muito amoroso, muito bacana, muito presente. E eu acho que foi uma pessoa que conseguiu passar para todas as gerações o amor que ele tinha pela profissão. Ele amava o que fazia e tinha prazer em passar isso para as pessoas, passar isso para todo mundo”, continuou.
A jornalista Miriam Leitão destacou o legado de Zuenir e sua importância para o jornalismo e para o Brasil.
“Ele era gentil, generoso, muito inteligente e bem-humorado. É uma perda para o jornalismo, mas também uma grande perda para o Brasil. Ao mesmo tempo, fiquemos com tudo o que o Zuenir nos ensinou. É um legado que não termina”, afirmou.