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Cônsul honorário e cidadão americano estão entre alvos de operação contra falsas malas diplomáticas em Viracopos

PF mira contrabando de eletrônicos via Viracopos em Campinas e mais quatro cidades

G1 — Brasil · 2026-09-23T15:22:42.000Z

PF mira contrabando de eletrônicos via Viracopos em Campinas e mais quatro cidades

Um cônsul honorário do Chipre e um brasileiro com cidadania americana são os principais alvos de uma operação da Polícia Federal contra o contrabando de eletrônicos no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

🗺️ Chipre é uma ilha localizada no Mar Mediterrâneo, ao sul da Turquia. O país faz parte da União Europeia e, em 2023, tinha população estimada de 1.344.976 pessoas.

A Operação Rota Diplomática, deflagrada nesta quarta-feira (23), investiga o uso de falsas malas diplomáticas para trazer mercadorias clandestinas dos Estados Unidos em nome do diplomata.

O cônsul honorário mora em Indaiatuba (SP), onde a PF cumpriu dois dos nove mandados de busca e apreensão. De acordo com as investigações, ele não tinha prerrogativa legal para enviar ou receber malas diplomáticas.

Em nota, o Itamaraty informou que, "nos termos da legislação brasileira, o Itamaraty não conduz investigações policiais nem tem ingerência sobre malas diplomáticas de terceiros países".

O g1 entrou em contato com o consulado, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

Mentor interceptado em Viracopos

O suspeito de ser o mentor da organização criminosa foi identificado como Leonardo Menegon Pisciottano, de 43 anos. O g1 tenta localizar a defesa dele.

Ele tem cidadania americana, mora em São Paulo (SP) e foi localizado pelos agentes federais quando chegava ao país pelo aeroporto de Campinas.

A investigação sobre o grupo começou em 2023. Durante o monitoramento do esquema, a Receita Federal interceptou duas remessas de mercadorias que resultaram na apreensão de mais de 8 mil smartphones de última geração trazidos dos Estados Unidos.

Como funcionava o esquema

Segundo a PF, o esquema consistia em colocar selos e identificações do serviço consular do Chipre nas cargas para simular a condição de mala diplomática, que possui regras especiais de transporte e não passa pela fiscalização convencional.

Ao todo, a organização criminosa é suspeita de enviar ilegalmente mais de 230 toneladas de mercadorias entre 2023 e 2024.

A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 20 milhões em bens dos investigados, que responderão pelos crimes de descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Agentes da PF de Campinas durante cumprimento de mandados da operação Rota Diplomática

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