ITATIBA1

Economista Renato Gomes (DC) promete cortar 'supersalários' para financiar saúde e segurança em MS

Entrevista candidato ao Governo: Economista Renato Gomes (DC)

G1 — Brasil · 2026-09-23T20:43:38.000Z

Entrevista candidato ao Governo: Economista Renato Gomes (DC)

O candidato pelo Partido Democracia Cristã (DC), o economista Renato Gomes, afirmou que pretende cortar supersalários no funcionalismo público estadual para financiar investimentos em saúde e segurança pública em Mato Grosso do Sul.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (23), em entrevista concedida ao jornalista Caio Tumelero, na rodada de entrevistas com candidatos ao governo estadual nas Eleições 2026, realizada pela TV Morena.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp

🔎 A TV Morena finalizou nesta quarta-feira a rodada de entrevistas com todos os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul, exibidas no MS1. Conforme as regras, partidos e federações que não tenham representação no Congresso Nacional ou que pontuaram menos de 3% na última pesquisa Quaest encomendada pela TV Morena, em 25 de agosto, tiveram 3 minutos de participação. Daniel Lemes (PCO) e Jeferson Bezerra (Agir) foram convidados, mas não compareceram.

Confira o que respondeu o candidato sobre os seguintes temas:

Ampliação da saúde no interior do estado

Primeira pergunta: Ampliação da saúde no interior do estado

Segundo o candidato, seu plano de governo estima um custo de R$ 1 bilhão para ampliar a estrutura de saúde no interior do estado. Gomes afirmou que os recursos para a ampliação virão do "andar de cima do governo do Estado", sob a alegação de que existem 3 mil pessoas recebendo salários acima do teto do governador, o que geraria um custo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.

Gomes explicou que usará R$ 1 bilhão desse montante para "resgatar os hospitais regionais que estão abandonados no interior do Estado". O R$ 1 bilhão restante da economia estimada com o corte de salários acima do teto seria direcionado para a área de segurança pública.

Segunda pergunta: Segurança pública

Questionado sobre as propostas para a segurança, diante do dado apresentado de que o anuário de 2026 aponta um crescimento de 4,9% nas mortes violentas, o candidato afirmou que haverá orçamento para novos profissionais.

Durante a entrevista, o candidato fez críticas à atual gestão do estado e citou supostos episódios envolvendo servidores e órgãos públicos. Ele chegou a dizer que o atual coordenador de saúde do governo "está dentro da cadeia" e que o diretor da agência penitenciária do estado (Agepen) foi preso.

Gomes também declarou que o departamento da Defron, na cidade de Dourados, "desapareceu com 500 kg de droga, de cocaína" e que três detentos "saíram pela porta da frente" de uma delegacia em Campo Grande.

Em nota, a Agepen rebateu a declaração do candidato economista Renato Gomes e disse que a informação "não procede". A assessoria do órgão afirmou, ainda, que o atual diretor da agência não responde a nenhum processo e não é investigado. Leia a nota da agência na íntegra abaixo:

"Diferentemente do que foi informado pelo candidato Renato Gomes em entrevista, o diretor da Agência Estadual de Administração Penitenciária não está preso, nunca foi alvo de processo e não responde a qualquer procedimento que indique conduta incompatível com o exercício de suas funções. A declaração apresentada pelo candidato é falsa e demonstra grave desconhecimento dos fatos, além de revelar falta de responsabilidade e compromisso com a verdade na divulgação de informações. É fundamental que agentes públicos e candidatos a cargos eletivos tratem informações dessa natureza com responsabilidade, especialmente quando envolvem a honra e a reputação de pessoas. Diante da gravidade das declarações, serão adotadas todas as medidas legais cabíveis para a devida apuração e responsabilização pelos fatos, nos termos da legislação vigente. Reiteramos nosso compromisso com a verdade, a transparência e o respeito às instituições e às pessoas que exercem suas funções públicas".

Economista Renato Gomes foi entrevistado pelo jornalista Caio Tumelero.

Leia no Itatiba1 →