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Acusado de matar homem com tábua de carne é condenado no interior de SP

Guarda Civil Municipal (GCM) de Rio Claro (SP) atendeu o caso de homicídio

G1 — Brasil · 2026-09-23T21:23:44.000Z

Guarda Civil Municipal (GCM) de Rio Claro (SP) atendeu o caso de homicídio

Guarda Civil Municipal

Hunberto Agustinho da Silva foi condenado a 21 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado, por matar Marcio Jose Boer, de 46 anos, com golpes de tábua de cortar carnes em Rio Claro (SP). De acordo com a sentença de terça-feira (22), ele não poderá recorrer em liberdade.

O crime aconteceu na tarde de 8 de maio de 2025 em uma casa localizada na Rua 12, no bairro Santa Cruz. Hunberto foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM).

O g1 não localizou a defesa de Humberto até a última atualização desta reportagem.

De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), a sentença atestou a prática de fraude processual, assim como a presença das qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Conforme a denúncia oferecida pela promotora de Justiça Maria Claudia Cruz de Oliveira, o crime ocorreu dentro da residência onde a vítima e o réu moravam e costumavam usar drogas.

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Após uma discussão, Hunberto determinou que Marcio deixasse o imóvel e o ameaçou de morte. Diante da recusa, apoderou-se de uma tábua de madeira utilizada para cortar alimentos e desferiu diversos golpes contra a cabeça, o pescoço, o tórax e os membros da vítima.

De acordo com o MP-SP, mesmo após Marcio estar gravemente ferido e incapacitado, o réu ateou fogo em parte do corpo dele, provocando queimaduras enquanto a vítima ainda apresentava sinais de vida.

O homem sofreu múltiplas fraturas nas costelas, perfuração pulmonar e lesões no pescoço, que provocaram asfixia mecânica, de acordo com o laudo necroscópico. Também foram identificadas lesões de defesa nos braços e nas mãos, indicando que a vítima tentou resistir à agressão.

A promotoria afirmou que o réu tentou alterar a cena do crime, arrastando o corpo para outro cômodo, lavando o local e removendo vestígios de sangue. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri de Rio Claro, com atuação em plenário do promotor de Justiça Cássio Sartori.n

Ao justificar a qualificadora do motivo torpe, a promotora Maria Claudia apontou que a conduta criminosa revelou "absoluto desprezo pela vida humana".

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Relembre o crime

Segundo informações do Boletim de Ocorrência, a GCM foi chamada e, ao chegar ao local, encontrou a vítima sem vida em um quadro com diversas lesões pelo corpo aparentemente provocadas por instrumento contundente e outras com aparência de queimaduras. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito.

Os GCMs encontraram Hunberto lavando a cozinha e limpando portas e o quintal, pois estavam com manchas de sangue.

Segundo os guardas, o Hunberto contou que vivia com a vítima há aproximadamente um mês na casa e que sempre consumiam drogas. Ele disse ainda que não sabia o motivo da morte de Marcio e que foi ele quem solicitou a um vizinho para chamar o socorro.

De acordo com o B.O., depois que os socorristas do Samu deixaram o local, Hunmberto voltou atrás a contou aos GCMs o que realmente aconteceu.

Segundo ele, Marcio consumiu drogas, possivelmente cocaína ou crack, e ficou muito alterado. Em meio a uma discussão, ele teria pedido para que Marcio saísse da casa, pois caso contrário iria matá-lo.

Caso foi registrado no Plantão Policial de Rio Claro

Como Marcio não o atendeu, Hunberto afirmou que pegou uma tábua de madeira utilizada para cortar alimentos na cozinha e desferiu alguns golpes na cabeça e corpo com a vontade de matá-lo. A vítima ficou cambaleante e passou a perder sangue, tendo chegado a entrar em um banheiro do lado externo do imóvel, e logo em seguida caiu na cozinha, já sem vida.

Hunberto disse ainda aos GCMs que, enquanto o Samu não chegava, ele arrastou o corpo de Marcio até a cama em que ele foi encontrado sem vida e passou a limpar as manchas de sangue, mas não deu tempo de completar a tarefa.

Os guardas civis preservaram o local para a Polícia Científica realizar o trabalho de perícia. A tábua utilizada no crime foi estava sobre a pia da cozinha e nela havia manchas de sangue.

Ainda segundo o boletim a irmã da vítima compareceu ao local e disse que Marcio havia recebido a casa como herança. De acordo com a irmã, ele era usuário de drogas e ela não sabia que o irmão havia deixado outras pessoas morar no imóvel, já que ela não visitava Marcio há aproximadamente quatro meses. Ela não conhecia Hunberto.

Preso em flagrante, o agressor foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro do Estádio e depois encaminhado para o Plantão Policial. Ele não respondeu nenhuma pergunta, afirmou que só iria falar somente na Justiça e que não iria assinar nenhum documento.

Hunberto foi encaminhado ao Setor Carcerário da Delegacia Seccional de Polícia de Rio Claro. Já o corpo de Marcio foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Rio Claro.

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