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Saiba quem são os principais doadores das campanhas dos candidatos ao governo de Minas

Montagem com os candidatos ao governo de Minas em 2026

G1 — Brasil · 2026-09-24T07:00:00.000Z

Montagem com os candidatos ao governo de Minas em 2026

Partidos políticos e empresários estão entre os principais doadores de campanha dos candidatos ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até a publicação desta reportagem, o maior valor doado por uma pessoa física partiu do ex-controlador do Banco Neon, Carlos Geo Quick. Ele destinou R$ 900 mil a Flávio Roscoe, do PL. A maior doação feita por um partido foi a do PDT à campanha de Alexandre Kalil: R$ 14 milhões. Leia mais abaixo sobre cada uma das doações.

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Os dados são atualizados semanalmente e publicados na página de prestação de contas das candidaturas pela Justiça Eleitoral.

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Veja, abaixo, os principais doadores de cada um dos candidatos ao governo de Minas, em ordem alfabética:

Alexandre Kalil (PDT)

Ben Mendes (Missão)

Cleitinho Azevedo (Republicanos)

Flávio Roscoe (PL)

Henrique Áreas (PCO)

Indira Xavier (UP)

Mateus Simões (PSD)

Patrus Ananias (PT)

Professor Túlio Lopes (PCB)

Rafael Duda (PSTU)

Alexandre Kalil (PDT)

Alexandre Kalil, candidato ao governo de Minas Gerais pelo PDT

Até 18 de setembro, o maior doador de campanha de Alexandre Kalil era o próprio diretório nacional do PDT, partido ao qual é filiado. Segundo dados do TSE, ele recebeu R$ 14 milhões da sigla, o que corresponde a 99,24% das doações.

O segundo e o terceiro lugar são ocupados, respectivamente, pelas direções nacional e estadual do PSDB, que compõe a coligação com o PDT. Os valores doados pela legenda totalizam R$ 100 mil.

Já em quarto e quinto colocados estão duas pessoas físicas: Jorge Luiz da Silva e José Mário da Silva, que doaram R$ 3.150 cada um.

Quaest em MG: Cleitinho, 37%; Patrus, 16%; Kalil, 8%; Simões, 7%; Roscoe, 5%

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Ben Mendes (Missão)

Ben Mendes, candidato ao governo de Minas Gerais pelo Missão

Até 21 de setembro, o maior doador de campanha de Ben Mendes era o Missão, partido do qual é filiado. Conforme o TSE, a sigla contribuiu com R$ 120 mil, o que corresponde a 97,95% das doações.

O restante da arrecadação é atribuída a uma empresa de financiamento coletivo, que repassou R$ 2.507.

Cleitinho Azevedo (Republicanos)

Cleitinho Azevedo, candidato ao governo de Minas Gerais pelo Republicanos

Até 19 de setembro, o maior doador de campanha de Cleitinho Azevedo (Republicanos) era o empresário Eduardo Pinheiro Campos, que contribuiu com R$ 100 mil. Ele é um dos donos da empresa de seleção de gado Terra Brava Agropecuária e da construtora Emccamp.

Lucas Cândido Pereira Neto, empreendedor do setor de varejo eletrônico, aparece em segundo lugar no ranking de doadores, com R$ 60 mil. Na sequência, está o nome do CEO do frigorífico Frigoleste, Rodrigo Andrade de Souza Lima, que doou R$ 51 mil.

Os próximos da lista são Paulo Veloso Júnior, líder da Veloso Green Coffee, produtora e exportadora de café, e Elias Ferreira Caixeta, sócio-administrador da Valorem Agronegócios, beneficiadora de sementes de milho. Os dois doaram R$ 50 mil cada.

Flávio Roscoe (PL)

Flávio Roscoe, candidato ao governo de Minas Gerais pelo PL

Até 21 de setembro, o maior doador de campanha de Flávio Roscoe era o próprio PL, partido ao qual é filiado. De acordo com o TSE, ele recebeu R$ 2,6 milhões da direção nacional e cerca de R$ 1,67 milhão do diretório regional, o que corresponde a 37,23% das doações.

Na sequência, aparece o nome de Carlos Geo Quick, com uma contribuição de R$ 900 mil. Ele é ex-controlador do Banco Neon, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em 2018, e réu por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN) desde 2025.

Ao g1, a defesa de Quick disse que o processo na Justiça Federal tramita sob sigilo, o que impossibilita "emitir nota sobre seu teor".

O g1 procurou a assessoria de Flávio Roscoe para um posicionamento sobre a doação de Carlos Geo Quick, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

Em quarto e quinto colocados estão o engenheiro Robert Carlos Lyra, presidente da agroindústria Delta Sucroenergia, e Ailton Ricaldoni Lobo, sócio da Nanum Nanotecnologia, uma empresa do setor de química fina. Cada um doou R$ 500 mil como pessoa física à campanha do candidato do PL.

Gabriel Azevedo, candidato ao governo de Minas Gerais pelo MDB

Até 22 de setembro, o maior doador de campanha de Gabriel era o MDB, partido ao qual é filiado. Segundo o TSE, a sigla contribuiu com R$ 3,15 milhões, o que corresponde a 89,74% das doações.

Em segundo lugar no ranking de doadores está o empresário Ricardo Annes Guimarães, que contribuiu com R$ 200 mil como pessoa física. Ele é o atual vice-presidente do conselho de administração do Banco BMG e presidente do conselho deliberativo do Clube Atlético Mineiro.

Em 2012, Guimarães chegou a ser condenado por gestão fraudulenta de instituição financeira em uma ação penal decorrente do caso "Mensalão", mas foi absolvido anos depois pela Justiça Federal.

O nome do engenheiro Lucas Felipe Melo Couto, diretor de marketing do Grupo Patrimar, é o próximo da lista, com R$ 100 mil em doações. Na sequência, aparece Alberto Lage, estrategista político e ex-chefe de gabinete de Alexandre Kalil na Prefeitura de Belo Horizonte, com uma contribuição de aproximadamente R$ 35 mil.

O quinto lugar do ranking de doadores é ocupado pelo professor universitário André de Souza Simil, que enviou R$ 10 mil para a campanha de Gabriel.

Henrique Áreas (PCO)

Henrique Áreas, candidato ao governo de Minas Gerais pelo PCO

Até 18 de setembro, a única doação para a campanha de Henrique Áreas era a do próprio PCO, partido ao qual é filiado. Conforme o TSE, a sigla contribuiu com R$ 10 mil.

Atualmente, a candidatura de Áreas consta como "não regular e com pedido de registro julgado indeferido" pela Justiça Eleitoral. O candidato já recorreu da decisão e aguarda julgamento por instância superior.

Indira Xavier (UP)

Indira Xavier, candidata ao governo de Minas pela UP

Até 18 de setembro, a maior fonte de arrecadação da campanha de Indira Xavier (UP) era atribuída a uma empresa de financiamento coletivo, que repassou cerca de R$ 14,3 mil — valor que corresponde a 51,19% das doações.

Já o partido da candidata aparece em segundo lugar no ranking de doadores, com uma contribuição de R$ 10 mil.

Os próximos da lista são pessoas físicas: Hudson Dyele Pinheiro de Oliveira (R$ 881,23), Eliza Corina Godoi Ferreira (R$ 800) e Maria Regina Godinho Delgado (R$ 540).

Mateus Simões (PSD)

Mateus Simões, candidato ao governo de Minas Gerais pelo PSD

Até 17 de setembro, o maior doador de campanha de Mateus Simões era o próprio diretório nacional do PSD, partido do qual é filiado. De acordo com dados do TSE, ele recebeu R$ 6,5 milhões da sigla, o que corresponde a 48,71% das doações.

O segundo e o terceiro lugar são ocupados pelas direções estaduais do Novo e do PSD, que doaram cerca de R$ 2,68 milhões e R$ 1,07 milhão, respectivamente. O Novo forma coligação com PSD na candidatura de Simões. Na sequência, aparece o Avante, que também faz parte da coligação, com uma contribuição de aproximadamente R$ 728,8 mil.

O quinto colocado no ranking é Alfonso de Castro Gonzalez, que doou R$ 500 mil. Ele é presidente do conselho de administração da Transpes, empresa mineira de soluções logísticas.

Patrus Ananias (PT)

Patrus Ananias, candidato ao governo de Minas Gerais pelo PT

Até 22 de setembro, o maior doador de campanha de Patrus Ananias era o diretório nacional do PT, partido ao qual é filiado. Segundo dados do TSE, ele recebeu cerca de R$ 13,36 milhões da sigla, o que corresponde a 99,43% das doações.

O próximo lugar no ranking é ocupado pela direção estadual do PSB, partido que forma coligação na candidatura. A direção estadual da sigla contribuiu com R$ 50 mil. A legenda é representada na chapa por Jarbas Soares Júnior, candidato a vice.

Em terceiro e quarto lugar estão, respectivamente: a professora universitária Ângela Maria Carrato Diniz, que doou R$ 14 mil, e Antônio Luiz Bernardes, que já foi secretário-adjunto da Fazenda de Minas Gerais e fez uma contribuição de R$ 10 mil.

Em seguida, aparece o nome de César Coelho Xavier, que contribuiu com R$ 2 mil.

Professor Túlio Lopes (PCB)

Professor Túlio Lopes, candidato ao governo de Minas Gerais pelo PCB

Até 16 de setembro, a única doação para a campanha de Professor Túlio Lopes (PCB) era atribuída a uma empresa de financiamento coletivo, que repassou cerca de R$ 11,16 mil.

Rafael Duda (PSTU)

Rafael Duda, candidato ao governo de Minas pelo PSTU

Até 10 de setembro, a única doação para a campanha de Rafael Duda era a do próprio PSTU, partido ao qual é filiado. Conforme dados do TSE, a direção nacional da sigla doou aproximadamente R$ 153,5 mil.

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