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Jovem diz ter sido agredida por motorista de aplicativo após discussão durante corrida em Teresina

Jovem de 27 anos afirma ter sido agredida por um motorista de aplicativo após uma discussão sobre o local de desembarque da corrida

G1 — Brasil · 2026-09-24T10:28:16.000Z

Jovem de 27 anos afirma ter sido agredida por um motorista de aplicativo após uma discussão sobre o local de desembarque da corrida

Uma jovem de 27 anos afirma ter sido agredida por um motorista de aplicativo após uma discussão sobre o local de desembarque da corrida, na terça-feira (22), em Teresina. Segundo a passageira, ela ficou com ferimentos no rosto e em um dos braços. O caso foi registrado na Polícia Civil.

A passageira relatou que estava acompanhada da mãe e seguia para um velório na Zona Norte de Teresina, quando o desentendimento ocorreu.

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Segundo a jovem, a corrida foi solicitada com destino à entrada principal do cemitério. Ao se aproximar do local, ela pediu que o motorista seguisse até o ponto indicado no aplicativo.

Conforme o relato, o condutor questionou se poderia parar antes do destino final. Após receber uma resposta negativa, ele teria feito o retorno, mas seguiu para uma via lateral do cemitério.

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A passageira afirmou que explicou que o desembarque deveria ocorrer na entrada principal e que a localização informada na plataforma correspondia àquele ponto.

Ainda de acordo com Noemia, o motorista encerrou a corrida antes de chegar ao destino e passou a exigir que ela e a mãe deixassem o veículo.

"Ele foi abrindo as portas e mandando a gente descer", relatou.

A jovem disse que questionou a atitude do motorista e argumentou que ele deveria seguir as informações registradas no aplicativo.

Após desembarcar, ela afirma que fechou a porta do veículo e começou a se afastar. Nesse momento, segundo a passageira, o motorista passou a xingá-la por causa da forma como a porta foi fechada.

Ainda conforme o relato, o condutor saiu do carro e correu em sua direção.

"Eu já estava dando as costas quando ele me xingou porque eu bati a porta do carro dele. Aí ele saiu correndo atrás de mim tentando me bater", afirmou.

Segundo a passageira, o motorista só interrompeu as agressões após a mãe dela ameaçar chamar a polícia e registrar um boletim de ocorrência.

Segundo a jovem, o homem recuou após perceber que o caso seria denunciado às autoridades.

Ela disse que procurou a Casa da Mulher Brasileira para registrar o caso. A ocorrência foi posteriormente encaminhada ao 2º Distrito Policial, responsável pelas providências relacionadas à investigação.

Noemia informou que a Polícia Civil estabeleceu um prazo de até 15 dias para apresentar uma atualização sobre o andamento das investigações.

Segundo ela, a plataforma de transporte deverá ser acionada para auxiliar na identificação do motorista.

A vítima afirmou ainda que entrou em contato com a empresa responsável pelo aplicativo. De acordo com a passageira, a plataforma informou que analisará o caso, disponibilizou um cupom de R$ 20 para futuras viagens e bloqueou a possibilidade de que ela volte a ser conectada ao mesmo condutor.

Para Noemia, a situação deixou um sentimento de insegurança e vulnerabilidade.

"Eu me senti impotente, porque você está em uma corrida que, teoricamente, era para ser segura, por ser dentro de uma plataforma. Os motoristas deveriam ser verificados, mas aparentemente não são. O sentimento que dá é de impotência, você não se sente segura. E por ser mulher, querendo ou não, você se torna um alvo mais fácil para essas agressões acontecerem", desabafou.

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