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Dólar abre em alta, com reunião entre Trump e Xi Jinping no foco

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (24) em alta, com um avanço de 0,22% perto das 9h, cotado a R$ 5,1796. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

G1 — Economia · 2026-09-24T12:00:18.000Z

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (24) em alta, com um avanço de 0,22% perto das 9h, cotado a R$ 5,1796. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

O encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping fica no centro das atenções, em meio a expectativas de que a trégua tarifária seja prorrogada. As incertezas sobre as negociações entre os Estados Unidos e o Irã também fica no radar. Por aqui, o destaque fica com a publicação do Relatório de Política Monetária do Banco Central (BC).

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Com isso, os preços do petróleo voltaram a subir. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 2,03%, cotado a US$ 105,17. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,70%, a US$ 93,73 o barril.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Acumulado da semana: +0,47%;

Acumulado do mês: -0,23%;

Acumulado do ano: -5,84%.

Acumulado da semana: +0,32%;

Acumulado do mês: +4,74%;

Acumulado do ano: +15,33%.

Encontro entre Trump e Xi Jinping

O encontro entre os presidentes Trump e Xi Jinping é o principal destaque desta quinta-feira. Na véspera, o presidente americano afirmou que a inteligência artificial será o "grande tema" da reunião que terá com o líder chinês.

"Um dia importante com o Presidente Xi, da China. A Superinteligência (SI) será um grande tema de discussão, mas quero deixá-la exatamente onde está. Essa também é a posição da China. Nossa salvaguarda é o Departamento de Justiça!", afirmou Trump em sua rede social Truth Social.

Nas últimas semanas, o presidente norte-americano tem defendido o avanço da inteligência artificial a despeito dos apelos de CEOs e representantes das principais empresas de IA de que é preciso desacelerar o desenvolvimento da tecnologia sob risco de que a humanidade seja aniquilada.

O principal argumento de Trump para ir na contramão da indústria é o temor de que a China ultrapasse os EUA no campo das IAs.

A IA surgiu como um campo de batalha fundamental entre os dois países, com ambos os lados demonstrando pouco interesse em desacelerar, apesar dos alertas de CEOs do setor de tecnologia sobre as ameaças que uma IA fora de controle poderia representar para a humanidade.

Antes de reunião entre Trump e Xi, China pede 'cautela extrema' aos EUA sobre Taiwan

Além disso, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou na quarta-feira (23) que os EUA e a China concordaram em estender por dois meses a trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. Com isso, o acordo permanece em vigor até janeiro.

Segundo Bessent, a medida dará mais tempo para que os dois países negociem um acordo potencialmente mais amplo. A declaração foi feita à Fox News horas após sua segunda reunião, em quatro dias, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.

Questionado sobre a possibilidade de um acordo ser fechado até 10 de janeiro, Bessent respondeu à Fox News que isso ainda não está claro. Ele acrescentou que Washington também pressiona a China para que cumpra de forma mais ampla os compromissos assumidos no acordo atual nos próximos meses.

EUA e Irã também ficam no radar

Após sinais de avanços nas negociações entre os EUA e o Irã, a retórica entre os dois países voltou a endurecer. Na véspera, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente americano afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno".

Trump também defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Segundo o republicano, ele tem uma "grande decisão" pela frente.

"Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump.

O presidente do Irã, por sua vez, respondeu às ameaças de Trump. Pela primeira vez na história da ONU, o presidente de um país em guerra com os Estados Unidos viajou até Nova York para discursar na Assembleia Geral. Masoud Pezeshkian chegou sob um forte esquema de segurança. Do lado de fora, manifestantes protestaram contra o regime iraniano.

Pezeshkian disse que mudou o discurso que tinha preparado depois que o presidente dos Estados Unidos descreveu o Irã como terrorista e afirmou:

“Nós somos vítimas de terrorismo. Nosso estimado líder supremo foi assassinado sem qualquer base legal ou motivo”.

Na sequência, mostrou fotos de crianças que, segundo ele, foram mortas em um bombardeio dos Estados Unidos e de Israel a uma escola. Neste momento, a delegação americana abandonou o plenário.

O presidente iraniano defendeu que o país tenha armas nucleares para se proteger e, em uma resposta a Trump - que no discurso de segunda-feira (22) ameaçou aniquilar o Irã -, Pezeshkian afirmou que a tática de intimidação não vai funcionar. Encerrou dizendo:

“Jamais curvaremos a cabeça ou nos ajoelharemos. Estamos prontos para o diálogo, a diplomacia e as negociações, mas jamais aceitaremos a linguagem da força”.

Na Ásia, as ações chinesas registraram a maior queda diária em um mês, em meio às expectativas para o encontro entre os presidentes Trump e Xi, em Washington.

O SSEC, índice de Xangai, caiu 1,22%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, perdeu 1,73% e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,29%. Entre os demais índices, o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,90% e o Nikkei, do Japão, avançou 0,76%.* Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar.

Luisa Gonzalez/ Reuters

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