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Mulher trans é morta a tiros em SP
G1 — Brasil · 2026-09-24T13:02:08.000Z
Mulher trans é morta a tiros em SP
Uma mulher trans foi morta na noite de quarta-feira (23), após ser baleada no cruzamento das ruas Catequese e Praça Monte Castelo, no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. O motociclista que atirou fugiu sem levar nada dela. Tanto o autor dos disparos quanto a vítima ainda não foram identificados pelas autoridades.
O crime ocorreu em uma região conhecida por ser ponto de prostituição e foi registrado por câmeras de segurança, que agora são analisadas pela Polícia Civil (veja vídeo acima). O caso é investigado como assassinato.
As imagens mostram a vítima sentada em um banco com outras pessoas. Um homem chega de motocicleta, usando capacete e uma bag de entrega de aplicativo. Ele para próximo ao grupo, e a mulher se aproxima e aparenta conversar com ele.
Na sequência, ela entrega uma bolsa a uma pessoa que estava nas proximidades. Pouco depois, o motociclista atira contra a vítima.
O boletim de ocorrência não esclarece o que havia dentro da bolsa nem qual era a relação entre a vítima, o motociclista e a pessoa que recebeu o objeto. Os motivos e circunstâncias do crime ainda são investigados.
A polícia quer saber se a mulher foi vítima de transfobia ou foi morta por vingança por alguma outra razão não esclarecida.
Câmera gravou momento em que mulher trans é baleada por motociclista em São Paulo.
Tiros nas pernas e costas
Câmera mostra mulher trans sentada em banco enquanto motociclista se aproxima e atira nela no Butantã, em São Paulo.
Segundo a polícia, foram cinco disparos, dos quais dois atingiram a mulher, na perna direita e nas costas. Após os tiros, o homem foge de motocicleta. As imagens mostram ainda que ele entrou na Praça Monte Castelo pela contramão e, depois do ataque, seguiu no sentido da Rua Romão Gomes.
A vítima foi socorrida de ambulância ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
No local, os policiais também encontraram marcas aparentemente provocadas por tiros em um muro e no portão de um imóvel próximo. Não foram encontrados estojos, projéteis ou outros vestígios aparentes de munição.
A perícia foi acionada e o caso foi registrado como homicídio no 14º Distrito Policial (DP), em Pinheiros.
A vítima usava o nome social de Andressa e tinha cerca de 30 anos, segundo as informações iniciais da polícia. A identificação oficial ainda será esclarecida pelas autoridades.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde deverá passar por exame necroscópico e identificação papiloscópica.