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Empresa de combustíveis em Várzea Grande (MT) é alvo de operação que mira ex-diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master

Diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de 3ª fase da Operação Carbono Oculto

G1 — Brasil · 2026-09-24T12:35:21.000Z

Diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de 3ª fase da Operação Carbono Oculto

Uma empresa de combustíveis localizada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido nesta quinta-feira (24) durante a terceira fase da Operação Carbono Oculto. A investigação aponta a participação central de executivos do mercado financeiro no esquema de lavagem.

Ao todo, são cumpridos mandados de busca e apreensão em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. Em Mato Grosso, o mandado é cumprido na unidade da Terrana Combustíveis, nome pelo qual é conhecida a Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., localizada na Avenida Júlio Domingos de Campos, no bairro Jardim Eldorado.

A unidade funciona como base de atendimento e logística para o estado de Mato Grosso, fornecendo gasolina, diesel e etanol para postos e empresas da região.

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Empresa localizada em Várzea Grande (MT) foi alvo de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto

A ação, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em parceria com a Receita Federal, tem entre os alvos Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, seus irmãos, André e Bruno Tupinambá, além do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos, e também delator no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

Em nota, o Banco Genial informou que Humberto Tupinambá não integra a diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando foi destituído. O banco afirmou ainda que forneceu ao GAECO informações sobre operações envolvendo o Fundo Radford e as empresas Berna e Branson Holdings. Segundo a instituição, também foram feitas as comunicações cabíveis ao Coaf.

A investigação apura suposta lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao setor de combustíveis na aquisição da distribuidora Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana.

Em agosto deste ano, cinco pessoas de Mato Grosso foram alvos de outra fase da megaoperação Carbono Oculto que mira um esquema bilionário no setor de combustíveis comandado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). À época, a polícia informou que o grupo sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.

Segundo o GAECO, a investigação apura a aquisição da distribuidora Terrana por meio de uma estrutura financeira e societária considerada complexa pelos investigadores. A suspeita é de que fundos de investimento, empresas e operações financeiras tenham sido utilizados para ocultar patrimônio e os verdadeiros controladores dos ativos.

Ainda de acordo com o Ministério Público, mais de R$ 120 milhões teriam circulado por diferentes empresas e contas utilizadas como intermediárias antes de os recursos chegarem à estrutura responsável pela aquisição da distribuidora.

A investigação aponta como supostos líderes da organização Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, chamado de “Primo”. Os dois, porém, não aparecem entre os alvos dos mandados de busca cumpridos nesta terceira fase.

As investigações seguem em andamento.

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