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PF investiga fraude em benefícios sociais com possível prejuízo de R$ 7 milhões por ano, na Paraíba

PF investiga fraude em benefícios sociais com possível prejuízo de R$ 7 milhões por ano, na Paraíba

G1 — Brasil · 2026-09-24T13:12:02.000Z

PF investiga fraude em benefícios sociais com possível prejuízo de R$ 7 milhões por ano, na Paraíba

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Duplo Espelho, que investiga suspeitas de fraudes na concessão e manutenção de benefícios assistenciais do tipo Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), na Paraíba. Um dos mandados foi cumprido na Secretaria Municipal de Assistência Social de Marizópolis, no Sertão do estado.

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De acordo com a Polícia Federal, o objetivo da operação é reunir provas sobre a possível inserção e manutenção de dados falsos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A investigação também apura o uso de CPFs extemporâneos, múltiplas identidades e endereços cadastrais divergentes para viabilizar ou manter benefícios indevidos.

🔍 CPF extemporâneo é aquele que não foi registrado no momento do nascimento da pessoa, mas incluído posteriormente no cadastro.

O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Marizópolis. O prefeito Lucas Gonçalves Braga (PSB-PB) informou que não tinha conhecimento da participação da Polícia Federal na operação e que sabia apenas da atuação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 16ª Vara Federal da Seção Judiciária da Paraíba.

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A investigação teve origem em uma análise técnica da Polícia Federal, que identificou indícios de fraudes previdenciárias e em benefícios assistenciais destinados a pessoas de baixa renda. Os levantamentos apontaram a existência de 399 benefícios com características sugestivas de fraude.

Considerando o valor atual do BPC/LOAS, a Polícia Federal estima que a potencial lesão aos cofres públicos pode chegar a aproximadamente R$ 646,7 mil por mês, ou R$ 7,76 milhões por ano, caso seja confirmada a irregularidade nos 399 benefícios sob suspeita. Segundo Augusto Neto, chefe da Polícia Federal em Patos, os benefícios sob suspeita teriam sido concedidos a partir de 2024.

As investigações continuam para esclarecer as possíveis irregularidades e a participação dos investigados. A Polícia Federal informou que é preservada a presunção de inocência dos envolvidos até eventual decisão judicial definitiva.

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