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Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em discurso gravado na Assembleia Geral da ONU em 24 de setembro de 2026.
G1 — Brasil · 2026-09-24T14:15:07.000Z
Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em discurso gravado na Assembleia Geral da ONU em 24 de setembro de 2026.
UN TV via Reuters
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursou na Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira (24).
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A autoridade palestina afirmou também que o povo palestino e sua liderança não deveriam ser punidos por exigir o fim da ocupação de Israel nos territórios palestinos e denunciou expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. "O território palestino está sendo fragmentado", disse.
"O que está ocorrendo em Gaza, Cisjordânia e em Jerusalém ocupada não são incidentes separados. Israel está realizando um esquema colonialista e maligno com objetivo de dificultar as vidas de palestinos em sua terra e apagar a presença palestina. (...) Não deixem outra Nakhba nem outros massacres ocorrerem", afirmou Abbas.
Abbas não estava presente no plenário da ONU e seu discurso foi transmitido aos presentes, porque o governo Trump negou seu visto —assim como em 2025. Em 2024, ainda com o governo Biden, ele pôde ir a Nova York para fazer sua fala na Assembleia Geral.
Abbas, inclusive, criticou o governo Trump por ter negado vistos a ele e a sua equipe, o que afirmou ser uma violação às obrigações dos EUA como país-sede da Assembleia Geral da ONU.
O discurso de Abbas ocorreu em meio à expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e a um impasse na Faixa de Gaza no pós-guerra.
Cisjordânia: Escalada de tensões e de ataques combates de colonos israelenses contra palestinos nas regiões da expansão rumo ao domínio da área E1, que ameaça a solução de dois Estados. Situação motivou sanções do Reino Unido e de outros 11 países contra Israel.
Gaza: Israel e o grupo terrorista Hamas estão em um impasse que envolve a retirada de tropas israelenses do território palestino e o desarmamento dos terroristas. O Conselho da Paz, de Donald Trump, anunciou nesta semana US$ 2,45 bilhões para a reconstrução de Gaza.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também discursará na Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira. Ele prometeu que vai "dizer a verdade" sobre as tropas israelenses —envolvidas em Gaza e em outros conflitos pelo Oriente Médio— e criticará o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
Esta reportagem está em atualização.
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