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Quem é Willer Tomaz, advogado investigado pela PF que viajou com Flávio em jatinho ligado a Vorcaro

Flávio Bolsonaro viajou em jato de Vorcaro; candidato diz que aeronave era de advogado

G1 — Brasil · 2026-09-24T14:30:40.000Z

Flávio Bolsonaro viajou em jato de Vorcaro; candidato diz que aeronave era de advogado

O advogado Willer Tomaz, um dos donos do jato em que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) viajou, em janeiro do ano passado, é investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de fraudes em benefícios do INSS.

Nesta quinta-feira (24), o g1 publicou que Flávio viajou acompanhado da família e do amigo Willer Tomaz, dos Estados Unidos para o Brasil em uma aeronave administrada por empresa do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a PF, Willer é suspeito de ter atuado na lavagem dos recursos em investigação que mira o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e familiares dele.

Em nota, o advogado afirmou que ele "não conhece Daniel Vorcaro, jamais esteve com ele e nunca celebrou com ele qualquer negócio, de qualquer natureza".

Ele também negou que seja investigado por irregularidades no INSS. "A apuração diz respeito tão somente a propriedade de um imóvel. A hipótese da investigação é de que o imóvel pertenceria a um parlamentar" (veja mais abaixo).

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS realiza reunião para oitiva do advogado Willer Tomaz e apreciação de requerimentos.

Edilson Rodrigues/Agência Senado

Operação Sem Desconto

A Operação Sem Desconto é uma investigação da Polícia Federal e da CGU sobre um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. Ela foi deflagrada em 23 de abril de 2025.

O vínculo de Willer Tomaz com a Operação Sem Desconto aparece principalmente a partir da relação dele com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que já havia sido alvo da operação.

Em agosto, Tomaz foi alvo de busca e apreensão porque os investigadores passaram a apurar possíveis movimentações financeiras e patrimoniais usadas para ocultar recursos ligados ao senador.

A PF descreveu Tomaz como uma espécie de estrutura de sustentação financeira e patrimonial de Weverton, envolvendo empresas, imóveis, aeronaves e outros operadores.

PF investiga fraudes no INSS e parentes de Weverton Rocha, do PDT

A Polícia afirma que a conta pessoal da esposa do senador, Samya, era considerada alternativa para o recebimento de valores elevados e que ela teria recebido mais de R$ 11 milhões de empresas relacionadas a Willer Tomaz em 2024.

De acordo com a investigação, uma das estratégias para ocultar o dinheiro desviado de aposentados e pensionistas seria a compra de imóveis. A Polícia Federal aponta uma casa como propriedade de Weverton.

A PF diz que ela foi adquirida por R$ 6 milhões e registrada em abril de 2023 em nome de uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz.

Prisão em 2017

Willer Tomaz chegou a ser preso em 2017, suspeito de tentar interferir nas investigações da Operação Greenfield - que apurou fraudes em fundos de pensão.

A investigação que deu origem à operação desta terça-feira (4) começou depois que a PF analisou um celular do senador Weverton Rocha que foi apreendido em dezembro - quando ele foi alvo de mandados de busca.

Segundo investigadores, ele usou parentes no esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. O senador não foi alvo nesta terça-feira (4).

O que diz o advogado

Em nota, Willer Tomaz negou que a aeronave seja de Daniel Vorcaro, e disse desconhecer o ex-banqueiro.

"Willer Tomaz não conhece Daniel Vorcaro, jamais esteve com ele e nunca celebrou com ele qualquer negócio, de qualquer natureza. A venda da cota de terceiro à Prime You ocorreu sem o conhecimento e sem a anuência de Willer Tomaz. Ao tomar ciência, em abril de 2026, denunciou o contrato e está desde então em litígio com a Prime You".

Ele também negou ser investigado por desvios no INSS.

"O advogado Willer Tomaz não é investigado por irregularidades no INSS. A apuração diz respeito tão somente a propriedade de um imóvel. A hipótese da investigação é de que o imóvel pertenceria a um parlamentar."

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