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Integrante de quadrilha que obteve R$ 7 milhões com venda de dados sigilosos de brasileiros é preso no Grande Recife

Polícia prende no Grande Recife integrante de quadrilha que vende dados sigilosos

G1 — Brasil · 2026-09-24T15:12:00.000Z

Polícia prende no Grande Recife integrante de quadrilha que vende dados sigilosos

A Operação Perseu 7, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta quinta-feira (24) em seis estados, cumpre 13 mandados de prisão e busca e apreensão contra uma quadrilha que obteve R$ 7 milhões ao vender dados sigilosos de brasileiros. Um dos presos foi um homem de 22 anos, no bairro de Aldeia, em Camaragibe, no Grande Recife (veja vídeo acima).

O nome dele não foi divulgado. Os mandados são cumpridos nos seguintes estados: Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Paraná e Espírito Santo. Os bandidos abasteciam o site Mind-7 com dados coletados ilegalmente de plataformas oficiais, como órgãos públicos, conselhos profissionais e operadoras de telefonia.

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Os criminosos cobravam mensalidade nessa plataforma, que permitia que os clientes consultassem, a partir de um CPF ou CNPJ, o nome, a filiação, o endereço, os documentos, os vínculos e até os processos judiciais de qualquer cidadão. A Justiça determinou a retirada do ar do Mind-7 e o bloqueio de R$ 7 milhões em bens dos investigados, como imóveis, veículos de alto padrão e uma embarcação.

Segundo o delegado-chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, João Guilherme, a quadrilha fornecia dados de vítimas para diversos golpes.

"Eram dados sensíveis, inclusive governamentais, por exemplo, dados de Receita Federal, dados de processos judiciais. E alimentavam essa plataforma para que estivessem ali à disposição. Cobravam uma mensalidade para as outras organizações criminosas praticarem diversos crimes cibernéticos", afirmou o delegado à TV Globo.

Por meio das consultas aos dados que foram vazados ilegalmente, estelionatários conseguiam criar "roteiros" para golpes. Um dos casos é o do "falso advogado", em que criminosos munidos de informações reais de processos judiciais da vítima fingiam ser o defensor dela para exigir pagamentos.

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Segundo as investigações, a quadrilha finalizava o desenvolvimento de uma segunda plataforma do mesmo tipo. De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro obtido pelo esquema criminoso era ocultado por meio de empresas de fachada e de transações com criptomoedas.

Os investigados podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação qualificada, invasão de dispositivo informático e estelionato. Somadas, as penas podem chegar a 36 anos de prisão.

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