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Repórter da CNN faz transmissão ao vivo em rua de Washington, nos Estados Unidos, após ser impedida de entrar na Casa Branca por determinação de Donald Trump, em 19 de setembro de 2026.
G1 — Mundo · 2026-09-24T16:19:48.000Z
Repórter da CNN faz transmissão ao vivo em rua de Washington, nos Estados Unidos, após ser impedida de entrar na Casa Branca por determinação de Donald Trump, em 19 de setembro de 2026.
Anna Rose Layden/ Reuters
Os veículos de comunicação americanos MS NOW e CNN afirmaram nesta quinta-feira (24) que receberam autorização para voltar a ter acesso à Casa Branca, em Washington.
A informação foi divulgada depois de jornalistas dos dois veículos e do site Politico terem sido barrados ao tentar entrar na sede do governo dos Estados Unidos, apesar de uma decisão judicial que determinava a liberação do acesso.
Na quarta-feira (23), um juiz federal havia ordenado que o governo do presidente Donald Trump devolvesse imediatamente as credenciais de imprensa dos três veículos e permitisse novamente o acesso à Casa Branca.
O juiz Tim Kelly determinou que a restrição não poderia ser aplicada durante 14 dias, enquanto o processo movido pelos veículos de comunicação contra o governo tramita na Justiça.
Nesta quinta-feira, porém, um repórter do Politico foi novamente impedido de entrar na Casa Branca, segundo o próprio portal. CNN e MS NOW também relataram que seus jornalistas enfrentaram restrições.
Trump proibiu entrada de jornalistas críticos
Os três veículos haviam sido proibidos pelo governo Trump de entrar na Casa Branca na sexta-feira passada (18). Jornalistas credenciados costumam ter acesso diário ao espaço para acompanhar pronunciamentos e reuniões, além de apurar informações com autoridades e funcionários públicos.
Segundo Trump, os três meios eram responsáveis por disseminar desinformação a seu respeito. Como justificativa ao bloqueio, a Casa Branca alegou que o acesso às dependências eram um privilégio, não um direito.
Na decisão, Kelly afirmou que a proibição provavelmente é inconstitucional. O juiz também rejeitou a justificativa apresentada pelo governo de que a medida teria sido motivada por questões de segurança nacional.
Não há suporte factual suficiente para afirmar que a retirada das credenciais dos veículos protegeria a segurança nacional, disse o juiz, ou que o restabelecimento do acesso representaria uma ameaça.
A decisão judicial é temporária e vale enquanto o processo continua na Justiça americana.
Com informações de Reuters