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Jovens trocam socos e murros em Vicente Pires por causa de chiclete.
G1 — Brasil · 2026-09-24T20:24:59.000Z
Jovens trocam socos e murros em Vicente Pires por causa de chiclete.
Em mais um aditamento ao laudo complementar solicitado pela Justiça do Distrito Federal, o Instituto de Medicina Legal (IML) não encontrou elementos que indiquem negligência médica, atraso relevante no diagnóstico ou outro fator hospitalar capaz de ter causado a morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos.
A perícia também manteve a conclusão de que as agressões sofridas por Rodrigo Castanheira, de 16 anos, provocaram a morte do adolescente.
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O que diz o novo laudo
Segundo o assistente de acusação, Albert Halex, durante a audiência de instrução e julgamento a defesa de Turra levantou a hipótese de que a morte de Rodrigo poderia ter sido consequência de negligência médica, e não das agressões.
Ao responder aos questionamentos da defesa, os médicos-legistas afirmaram que não houve atraso relevante no diagnóstico do traumatismo craniano.
Pedro Turra passa por audiência de instrução
Segundo o document obtido pelo g1, Rodrigo chegou ao hospital consciente, com pontuação 15 na Escala de Coma de Glasgow e caminhando. A triagem foi registrada às 1h51 e a tomografia foi solicitada às 2h05, apenas 14 minutos depois.
Os peritos afirmaram que não há evidência de que a hipótese de intoxicação alcoólica tenha atrasado a realização do exame de imagem.
A perícia também analisou o intervalo entre a identificação do problema, a estabilização do paciente e a cirurgia. Segundo os médicos-legistas, o atendimento foi realizado em contexto de extrema gravidade, com parada cardiorrespiratória, necessidade de intubação e estabilização hemodinâmica antes da cirurgia.
O laudo afirma que, embora o tratamento precoce seja importante em casos de hematoma epidural, não é possível concluir que uma cirurgia realizada mais cedo teria evitado a morte de Rodrigo. A perícia considera que a gravidade do trauma teve papel determinante na evolução do quadro.
Fratura é compatível com socos
O documento também reforça a conclusão sobre a dinâmica da agressão.
A lesão inicial foi localizada na região anterior do osso temporal esquerdo. Segundo os peritos, a fratura é "plenamente compatível" com um impacto direto no lado esquerdo da cabeça, como um soco humano de alta intensidade ou golpes repetidos.
Jovens trocam socos e murros em Vicente Pires por conta de chiclete.
As imagens da briga mostram Rodrigo recebendo golpes no lado esquerdo da cabeça e, em determinado momento, batendo o lado direito contra um veículo — no ínicio do caso, havia a hipótese de que a lesão fatal teria sido provocada por esse impacto.
Essa versão, no entanto, foi considerada incompatível com o conjunto dos exames analisados. A perícia afirma, porém, que os achados tomográficos, cirúrgicos e necroscópicos se concentram no lado esquerdo do crânio.
E o 'soco inglês'?
Outro ponto analisado foi a possibilidade de utilização de um instrumento contundente durante a agressão.
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O laudo afirma que o uso de um soco inglês ou instrumento semelhante é compatível com os ferimentos encontrados em Rodrigo e com a ausência de lesões nas mãos de Pedro Turra. Segundo os peritos, o instrumento poderia concentrar a força do impacto e proteger a mão de quem desfere o golpe.
Isso, no entanto, não significa que a perícia tenha concluído que um soco inglês foi efetivamente utilizado na agressão. A resposta do IML aponta apenas que essa hipótese é compatível com os achados.
Um soco inglês e facas foram apreendidos pela Polícia Civil durante uma operação de busca na casa de Pedro Turra, segundo documentos já anexados ao processo.
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A audiência de instrução e julgamento foi feita em 25 de maio e durou cerca de 10 horas. Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), dez testemunhas foram ouvidas, uma foi dispensada e Pedro Turra prestou depoimento ao final.
O conteúdo dos depoimentos prestados durante a audiência não será divulgado, segundo o tribunal.
Enquanto a definição sobre um eventual júri popular segue pendente, a Justiça determinou uma medida na esfera cível. O Tribunal de Justiça do DF autorizou o bloqueio de bens de Pedro Turra até o limite de R$ 5,1 milhões para assegurar eventual indenização à família de Rodrigo Castanheira.
🔍 Por que isso adiou a decisão sobre o júri popular? A decisão sobre o envio do caso ao Tribunal do Júri normalmente ocorre após a conclusão da fase de instrução, quando o juiz analisa as provas reunidas no processo. No caso de Pedro Turra, porém, o magistrado entendeu que é necessário aguardar a conclusão da perícia complementar antes de decidir se há elementos para que o réu seja julgado por um júri popular.
Justiça rejeita mais um pedido de habeas corpus de Pedro Turra
Com a morte de Rodrigo, o Ministério Público reclassificou o crime cometido por Pedro Turra, inicialmente investigado como lesão corporal gravíssima, para homicídio doloso.
Além da condenação criminal, o MP pediu que Pedro Turra seja obrigado a pagar R$ 400 mil por danos morais à família da vítima.
Em 11 de fevereiro, o MP apresentou na Justiça a denúncia contra Turra por homicídio doloso. A Justiça aceitou a denúncia e tornou o ex-piloto réu, em 13 de fevereiro.
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