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Cantor e compositor Roberto Müller morre aos 89 anos
G1 — Brasil · 2026-09-24T21:04:40.000Z
Cantor e compositor Roberto Müller morre aos 89 anos
O cantor Roberto Müller, que morreu nesta quinta-feira (24) em decorrência de uma pneumonia, chegou a ser dado como morto há mais de 20 anos: em um livro didático lançado em 2002 pelo Governo do Piauí. O erro resultou em um processo do cantor contra o Estado, por danos morais.
O g1 buscou informações atualizadas sobre o processo nesta quinta. Segundo a família de Roberto Müller, o caso "caiu no esquecimento e acabou não dando em nada". A reportagem também buscou a Secretaria da Educação do Piauí (Seduc) e aguarda retorno.
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O caso foi noticiado pelo g1 em 2007, depois que Roberto Müller descobriu a falsa informação. Na ocasião, um fã mostrou o livro ao cantor, durante um show em uma churrascaria em Teresina.
Müller foi dado como morto na página 14 do livro “Educação sem fronteiras”, que abordava, entre outros temas, a arte popular. O texto citava, em 2002, que o cantor “morreu ainda jovem e é lembrado com carinho pela sua contribuição à arte”.
Agora no g1
Em 2007, ao ser procurada pelo g1, a Seduc informou que “assim que tomou conhecimento do fato, reuniu os autores da obra para tomarem as devidas providências e corrigir o erro”.
“Imagine a quantidade de shows que perdi nos últimos cinco anos porque pensavam que eu tinha passado para o outro lado”, afirmou Müller na época.
Morte de Roberto Müller
Cantor e compositor Roberto Müller, o 'Pingo de Ouro', morre aos 89 anos
Nascido em Piracuruca (PI), José Ribamar da Silva iniciou a carreira na década de 50, adotou o nome artístico Roberto Müller e ficou conhecido como “o romântico Pingo de Ouro do Brasil”. Entre os hits, estão as baladas românticas “Entre espumas”, “Sofro por ti” e “Nunca mais brigarei contigo”.
Müller foi internado no dia 13 de setembro em um hospital em Recife (PE). A morte foi divulgada pela Prefeitura Municipal de Piracuruca (PI), em nota de pesar.
Ao g1, Lídia Queiroz, neta do cantor, contou que ele sofria com algumas complicações de saúde e estava acamado há pelo menos seis anos.
"O meu avô teve três AVCs. O primeiro, em 2009, ainda. Os outros vieram em sequência dos anos seguintes. Até 2020, ele ainda estava mais lúcido. Porém, devido à idade, a complicações, com o passar do tempo, ele foi piorando", contou.
De acordo com Lídia, a compositora e empresária de Roberto Müller, Dagmar Pereira, foi uma das pessoas que esteve ao lado dele nos últimos anos.
"Cuidava dele 24 horas por dia, fora as cuidadoras também. Um anjo em nossas vidas", comentou.
O cantor morava em Recife (PE) há mais de 30 anos. O velório está marcado para sexta-feira (25), às 8h, no Cemitério de Santo Amaro. O enterro está previsto para 14h.
Ele deixa 8 filhos, 20 netos e 10 bisnetos.
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