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Justiça proíbe descontos em salários de servidores da Prefeitura de Patos, na PB, que financiavam programa social

Justiça proíbe descontos em salários de servidores da Prefeitura de Patos, na PB, que financiavam programa social

G1 — Brasil · 2026-09-24T21:56:58.000Z

Justiça proíbe descontos em salários de servidores da Prefeitura de Patos, na PB, que financiavam programa social

A 4ª Câmara CívelTribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) determinou a proibição de descontos em salários de servidores da Prefeitura de Patos, no Sertão da Paraíba, que financiavam o Programa de Atenção à Primeira Infância (Programa PAI), sem autorização. A determinação foi divulgada nesta quinta-feira (24).

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Essa determinação também se estende, conforme o Ministério Público da Paraíba (MPPB), que entrou com a ação, para servidores efetivos, comissionados ou contratados por tempo determinado. Os únicos casos com exceção são apenas os descontos individualmente comprovados por autorização prévia do credor.

O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Patos, que disse que vai emitir uma nota em conjunto com a Procuradoria Geral do Município.

De acordo com o MP, a prefeitura também está proibida de efetuar qualquer retenção sobre pagamentos e faturas devidos a fornecedores, prestadores de serviços, executores de obras contratadas e demais credores.

Em caso de descumprimento, a Justiça pode aplicar multa correspondente ao dobro do montante mensalmente arrecadado de forma indevida, limitada inicialmente a R$ 500 mil, a ser revertida ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

De acordo com o processo, havia uma retenção mensal de 1,5% da remuneração de servidores efetivos, contratados e comissionados, lançada automaticamente na folha de pagamento.

Essa medida também era estendida a “todo e qualquer pagamento” efetuado a fornecedores, prestadores de serviços, executores de obras contratadas e em “pagamentos outros", também conforme o órgão.

O MPPB disse que constatou que mais de 3 mil servidores foram atingidos pela medida e que cerca de R$ 80 mil foram retidos em um único mês, escriturados como “receitas extraorçamentárias”.

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