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Com doença rara, padre supera internações e vai a Santuário de Aparecida (SP)
G1 — Brasil · 2026-09-25T04:00:01.000Z
Com doença rara, padre supera internações e vai a Santuário de Aparecida (SP)
O padre Márlon Múcio, que convive com uma doença rara e progressiva e atualmente celebra quase todas as missas da cama, conseguiu sair de casa nesta quinta-feira (24) para visitar o Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.
A ida aconteceu depois de um período marcado por sucessivas internações. Segundo Márlon, ele passou por 14 internações entre 2025 e 2026. Neste ano, ele ficou 22 dias internado em março e precisou ser mantido em coma induzido por causa de complicações de saúde.
"Eu fui levar para Aparecida pedidos de oração de muita gente. Mas, acima de tudo, eu fui agradecer, porque eu estou vivo. Eu sou um milagre vivo e eu viver é um verdadeiro milagre", afirmou.
Desde março de 2020, o padre celebra as missas na própria cama. Segundo Márlon, algumas pessoas têm pedido que as missas sejam transmitidas pela internet.
"Porque hoje, quase 100% das minhas missas diárias são na cama", contou.
Durante a visita, o padre foi reconhecido por fiéis, que se aproximaram para agradecer pelo testemunho e pedir fotos.
Padre Márlon Múcio no Santuário de Aparecida e celebrando missas da cama, por causa de doença rara.
Segundo Márlon, ele foi internado dez vezes em 2025 e outras quatro vezes em 2026, até o momento da entrevista. Após as altas, precisava permanecer em casa em recuperação e isolamento por causa de bactérias multirresistentes.
"Aí eu vinha pra casa, sempre tinha que ficar em isolamento, me convalescendo, bactérias multiresistentes. Aí eu não podia sair de casa e não receber ninguém. Aí eu era internado de novo", relatou.
Em uma publicação nas redes sociais, o padre também informou que teve 21 atendimentos e internações hospitalares em 2025, sendo oito deles na UTI.
Márlon convive com a Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), uma doença rara, neurodegenerativa e progressiva que afeta o sistema nervoso.
Ele foi diagnosticado aos 45 anos, mas perdeu a audição aos 7. Atualmente, utiliza um respirador continuamente e toma cerca de 315 comprimidos por dia.
"A doença é neurodegenerativa e progressiva. Então, a doença segue avançando. Ela vai apresentando sempre uma limitação ou outra, como agora. Eu tenho recorrentes infecções", explicou.
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