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Irã quer encerrar guerra, mas decisão depende dos EUA, diz presidente iraniano

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian

G1 — Mundo · 2026-09-25T10:09:46.000Z

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian

IRIB/via Reuters TV/Divulgação via REUTERS

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira (25) que os Estados Unidos devem decidir se querem encerrar a guerra e disse que seu país não deseja a continuidade do conflito. A declaração foi dada à emissora americana Fox News.

Pezeshkian adotou um tom desafiador em seu discurso na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira (24), quando afirmou que o Irã não vai se "ajoelhar" diante dos Estados Unidos. A declaração ocorreu após o presidente americano, Donald Trump, reconhecer que Washington mantém conversas com Teerã.

"Quando as coisas podem ser resolvidas por meio do diálogo, não deveríamos nos matar. Mas, instigados por Israel, impuseram essa guerra a nós. Mas não queremos continuar. São os Estados Unidos que devem decidir se querem acabar com isso", disse Pezeshkian, segundo tradução da Fox News.

O presidente iraniano afirmou ainda que seu país está disposto a chegar a um acordo com Trump para encerrar o conflito. Ao mencionar um cessar-fogo, questionou por que um acordo teria sido rompido apenas duas semanas após sua assinatura.

"Por que, apenas duas semanas após a assinatura de um acordo, eles decidiram implodi-lo?", disse.

Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente do Irã, Masoud Pezeshkian

Evelyn Hockstein/Reuters e Angelina Katsanis/AP Photo

Pezeshkian também afirmou que o Irã estaria disposto a negociar com o governo americano dentro das normas internacionais.

"Se o atual governo americano, dentro das estruturas jurídicas internacionais, quiser chegar a um acordo, perfeito. Caso contrário, antes ou depois das eleições legislativas americanas, que diferença faz para nós?", afirmou.

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O presidente iraniano também negou que os houthis, grupo rebelde que atua no Iêmen e é apoiado pelo Irã, recebam ordens de Teerã.

"Eles são responsáveis por seus próprios atos", declarou Pezeshkian. "Temos contato com eles. Não há uma relação sistemática."

O movimento houthi assumiu neste mês o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, segundo Pezeshkian, em combates que deixaram centenas de mortos. O grupo também realizou ataques contra alvos na Arábia Saudita, incluindo a capital, Riad, pela primeira vez em anos.

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