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Grupo que desviava cargas com documentos falsos é condenado a mais de 60 anos de prisão no interior de SP

Deic de Presidente Prudente (SP)

G1 — Brasil · 2026-09-25T12:05:51.000Z

Deic de Presidente Prudente (SP)

A Justiça condenou três pessoas que se passavam por caminhoneiros para retirar cargas de empresas e fugir com as mercadorias na região de Presidente Prudente (SP). A sentença foi proferida na terça-feira (22). A pena do grupo soma 60 anos de prisão.

A decisão ocorreu pela 1ª Vara Criminal de Presidente Prudente. A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do DEIC de Presidente Prudente (Deinter 8).

Conforme a Justiça, trio aplicou o golpe ao longo de 2020, em três ocasiões diferentes. O primeiro foi registrado em 22 de abril, em Itaberá (SP), quando foram desviadas 32 toneladas de soja a granel, avaliadas em R$ 52.480.

No segundo caso, em 24 de abril de 2020, foram retiradas 27 toneladas de açúcar em 540 sacas de uma usina no distrito de Ameliópolis, em Presidente Prudente. O prejuízo estimado foi de R$ 62.900.

O terceiro desvio, em 19 de novembro de 2020, ocorreu em um laticínio de Presidente Prudente, de foram levados produtos avaliados em R$ 39.762,16.

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Segundo a polícia, nenhuma das cargas chegou ao destino, e as transportadoras contratadas arcaram com os prejuízos, estimados em R$ 155 mil.

Os réus foram condenados por associação criminosa, estelionato, uso de documento público falso e adulteração de sinal identificador de veículo, praticados três vezes.

Dois deles receberam pena de 19 anos de reclusão cada um, e o terceiro, reincidente, de 22 anos e 2 meses. Todas as penas devem ser cumpridas inicialmente em regime fechado. Os réus poderão recorrer em liberdade.

A Polícia Civil informou que, para fazer o esquema, o grupo usava os dados de caminhoneiros que não tinham qualquer relação com os crimes. Os integrantes negociavam fretes com transportadoras por aplicativos de mensagem e plataformas de transporte, se apresentando com os dados dos motoristas.

No dia do carregamento, um motorista chegava com Carteira Nacional de Habilitação e documento do veículo (CRLV) falsificados. Ele dirigia um caminhão com placas clonadas de veículos legítimos. Com os documentos aparentemente em ordem, a carga era liberada e desviada.

As linhas telefônicas usadas para negociar os fretes eram cadastradas em nomes compatíveis com os documentos falsificados, mas operadas de Londrina (PR).

A investigação começou com boletins de ocorrência registrados por uma transportadora vítima. A polícia comparou fotografias dos motoristas e dos caminhões tiradas no momento do carregamento. Com isso, foi possível constatar que o mesmo homem havia retirado as cargas de soja e de açúcar usando identidades e placas diferentes.

A Polícia Civil descobriu que a organização criminosa responsável pelas fraudes funcionava na região de Londrina (PR).

Diante da situação, mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos foram realizados em 8 de janeiro de 2021, a partir da operação “Doce Lar”.

Na época, a polícia apreendeu celulares, documentos e nota de serviço de uma autoelétrica de Cambé (PR). Este arquivo ajudou na investigação para comprovar a vinculação dos suspeitos com os crimes investigados.

Na sentença, a Justiça destacou que a acusação era de que os réus recrutavam terceiros para os carregamentos e lhes forneciam os documentos e os veículos adulterados.

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