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Ex-prefeito de MT é alvo de operação que investiga fraude em contratos milionários

Alcino Barcelos (PL) nega irregularidades em contratos firmados em Pontes e Lacerda

G1 — Brasil · 2026-09-25T13:40:41.000Z

Alcino Barcelos (PL) nega irregularidades em contratos firmados em Pontes e Lacerda

O ex-prefeito de Pontes e Lacerda (MT) e atual candidato a deputado estadual, Alcino Barcelos (PL), foi alvo de uma operação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) que investiga irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura entre 2017 e 2024. A casa dele foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (25).

A investigação apura a relação entre servidores públicos e pessoas ligadas à empresas por possíveis crimes de fraude em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Outros nomes de alvos da operação não foram divulgados.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Alcino negou irregularidades relacionadas à empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda, que também é alvo da operação. O g1 tenta localizar a defesa da empresa citada.

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Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Pontes e Lacerda (MT)

Ainda conforme o Ministério Público, a compra de uma propriedade rural pelo ex-prefeito também é investigada. A negociação, segundo a apuração, previa o pagamento por meio da entrega de 100 cabeças de gado da raça Nelore, no entanto, não foram encontrados registros oficiais de movimentação pecuária compatíveis com a compra.

A propriedade pertencia a um dos alvos da investigação, cujo nome também não foi divulgado.

Alcino Barcelos é candidato a deputado estadual por Mato Grosso nas eleições de 2026 pelo PL. Ele foi prefeito de Pontes e Lacerda entre 2017 a 2024.

Conforme o MPMT, foram identificados sete contratos entre a Concretubos e a Prefeitura de Pontes e Lacerda. Cinco deles foram firmados entre 2022 e 2023 e somaram cerca de R$ 4,7 milhões. Com a atualização monetária, o valor chega a R$ 5,78 milhões.

As investigações também apontaram possíveis vínculos familiares, empresariais e funcionais entre servidores públicos e empresas relacionados às contratações.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas pelos investigadores.

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