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Um tribunal de Moscou ordenou, nesta sexta-feira (25), a prisão preventiva de um conhecido analista político, informaram agências de notícias russas.
G1 — Brasil · 2026-09-25T14:56:16.000Z
Um tribunal de Moscou ordenou, nesta sexta-feira (25), a prisão preventiva de um conhecido analista político, informaram agências de notícias russas.
O cientista político Alexander Kynev, de 51 anos, é acusado de tráfico de drogas em larga escala e pode pegar até 20 anos de prisão.
Este especialista em sistemas eleitorais e processos políticos nas regiões da Rússia é conhecido por seus laços estreitos com círculos liberais dentro da oposição que é contra a guerra na Ucrânia.
Ele havia decidido permanecer em Moscou após a ofensiva lançada contra a Ucrânia em fevereiro de 2022, que na Rússia foi acompanhada por uma intensificação da repressão contra vozes críticas.
Antes de sua prisão, em sua página no Facebook - seguida por mais de 20.000 pessoas - ele publicou diversas análises dos resultados das eleições parlamentares e mencionou, entre outras coisas, os reveses sofridos pelo partido governista, Rússia Unida, em alguns distritos.
Na terça-feira, ele havia dito a seus apoiadores que estava "muito cansado" após ter "trabalhado incansavelmente por quatro meses" para monitorar o processo eleitoral.
A Rússia anunciou nesta sexta-feira os resultados finais das eleições parlamentares da semana passada, confirmando uma vitória esmagadora para o partido do presidente, Vladimir Putin, e a eleição de 46 deputados que estão ou estiveram lutando na Ucrânia.
As eleições, realizadas entre 18 e 20 de setembro, também ocorreram nos territórios da Ucrânia controlados e anexados pela Rússia. Apenas partidos que apoiam Putin e a continuação do conflito na Ucrânia, em diferentes graus, foram autorizados a participar.
O único partido abertamente contra a guerra, o Yabloko, foi excluído em nível nacional.