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Réu por feminicídio de Catarina Kasten em trilha de Florianópolis responderá por todos os crimes imputados, após Justiça negar recurso

Justiça mantém acusação de ocultação de cadáver a réu por morte de Catarina Kasten em SC

G1 — Brasil · 2026-09-25T18:21:54.000Z

Justiça mantém acusação de ocultação de cadáver a réu por morte de Catarina Kasten em SC

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) negou o recurso da defesa do acusado de estuprar e matar Catarina Kasten em uma trilha de Florianópolis. O pedido era para que fosse excluído o crime de ocultação de cadáver.

Dessa forma, o réu, Giovane Correa Mayer, continuará respondendo a todos os crimes pelos quais foi acusado (veja a lista mais abaixo). O feminicídio aconteceu em novembro de 2025 e o acusado confessou. Ele está preso desde o dia do crime.

A defesa do réu disse em nota que aguarda a íntegra da decisão para analisar a possibilidade de recurso.

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O TJ negou o recurso na quinta-feira (24). As informações são do Ministério Público do estado (MPSC), que faz a acusação contra o réu. A Justiça já havia decidido que ele irá a júri popular.

Com a decisão do TJ, o réu continuará respondendo pelos seguintes crimes:

feminicídio qualificado por asfixia e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima;

ocultação de cadáver.

No julgamento do recurso, o Ministério Público argumentou que há elementos suficientes indicando que o acusado levou a vítima para uma área de mata de difícil acesso e pouco visível, onde o corpo foi encontrado posteriormente.

Também rebateu a alegação de que outras pessoas poderiam ter alterado a cena do crime, afirmando que essa hipótese não possui respaldo nas provas reunidas durante a investigação.

Catarina Kasten, aos 31 anos, era estudante de pós-graduação na UFSC

Vítima foi atacada quando ia para aula de natação

O assassinato de Catarina aconteceu em 21 de novembro de 2025, por volta das 7h, perto do acesso à praia do Matadeiro, relata a denúncia do MPSC. Ela saiu de casa por volta das 6h50 para uma aula de natação.

Ao perceber a demora de Catarina para retornar, o companheiro dela chamou a Polícia Militar por volta das 12h. O agora réu foi preso na noite do mesmo dia e confessou o crime.

Segundo a denúncia, o acusado agiu com intenção de matar, envolvendo o pescoço da vítima com um objeto e causando a morte por asfixia. O crime foi cometido depois que a vítima foi violentamente abordada e estuprada e teve como objetivo garantir a ocultação e a impunidade do estupro.

A denúncia também aponta que o crime foi cometido mediante emboscada, pois o acusado, agindo de forma premeditada, se escondeu atrás de uma lixeira para observar a movimentação no local. Depois do feminicídio, ele arrastou o corpo para um ponto de difícil acesso e visualização, em meio à mata e às pedras, longe da trilha.

Natural de Viamão (RS), o réu vivia na região de Florianópolis desde 2019, com familiares. Segundo a Polícia Militar, ele costumava frequentar a trilha onde ocorreu o crime e, no dia dos fatos, relatou ter retornado de uma festa em que havia consumido bebida alcoólica.

Quem era Catarina Kasten?

Catarina era estudante de pós-graduação em Estudos Linguísticos e Literários na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Formada em Letras em Inglês em 2022, ela era professora e já fazia planos para entrar no Doutorado, segundo amigos.

Antes de estudar Letras na UFSC, Catarina foi aluna da Engenharia de Produção, onde integrou o Centro Acadêmico Livre de Engenharia de Produção (CALIPRO).

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