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Adolescente autista com ferida exposta na cabeça passa por cirurgia após esperar quase um mês

Um adolescente de 17 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista nível 3 de suporte e não verbal, aguardou 29 dias por uma cirurgia para reparar graves ferimentos na cabeça, em São José do Rio Preto (SP). Uma das lesões causou a…

G1 — Brasil · 2026-09-25T20:23:57.000Z

Um adolescente de 17 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista nível 3 de suporte e não verbal, aguardou 29 dias por uma cirurgia para reparar graves ferimentos na cabeça, em São José do Rio Preto (SP). Uma das lesões causou a exposição do crânio na nuca.

Segundo a mãe do paciente, o procedimento cirúrgico foi agendado na quinta-feira (24) e realizado por volta das 7h desta sexta-feira (25) no Hospital de Base (HB). As feridas eram decorrentes de episódios de automutilação iniciados após o jovem perder o pai, há quase dois anos.

Adolescente aguarda cirurgia em São José do Rio Preto (SP)

Procurada pelo g1, Vanessa Cristina dos Santos afirmou que a cirurgia foi bem-sucedida, mas relatou dificuldades no tratamento pós-operatório, entre elas a agitação do filho e a baixa eficácia da medicação prescrita pelo psiquiatra para ajudar a manter o adolescente estável durante a recuperação.

Em nota, o Hospital de Base confirmou que o jovem está em atendimento na instituição, mas, devido à lei de proteção de dados, não poderá fornecer informações sobre seu estado de saúde nem sobre os protocolos adotados pelos médicos.

Vanessa cuida do filho sozinha e mantém a família apenas com o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). Por conta da gravidade das feridas e do risco de infecções, o adolescente teve que interromper as idas à escola e o acompanhamento terapêutico fundamental para o seu desenvolvimento.

Dificuldades no tratamento

Em 15 de setembro, a mãe do menor denunciou o caso à imprensa. Na ocasião, a família aguardava há 19 dias pelo procedimento cirúrgico. Ela revelou que as feridas foram decorrentes de episódios de automutilação iniciados após o jovem perder o pai.

Desde então, ele havia passado por oito internações para tratar os machucados. Entretanto, após se recuperar, a vítima acabava reabrindo os ferimentos durante os momentos de crise.

Hospital de Base de Rio Preto (SP)

A mãe disse que o procedimento tinha sido aprovado pelo plano de saúde do paciente no dia 27 de agosto. Em nota, a Unimed São José do Rio Preto informou que a cirurgia foi devidamente autorizada e que não há pendências por parte da operadora que impeçam sua realização.

Por sua vez, o Hospital de Base esclareceu que o agendamento da cirurgia dependia exclusivamente da solicitação formal do médico responsável pelo paciente.

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