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RJ melhora desempenho no Ideb, mas fica abaixo da meta
G1 — Brasil · 2026-09-26T13:00:00.000Z
RJ melhora desempenho no Ideb, mas fica abaixo da meta
Apesar da leve melhora de desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o Rio de Janeiro segue com resultados abaixo das metas estabelecidas, e o tema será um desafio para o próximo governador do estado. O g1 reuniu as propostas dos 9 candidatos para a Educação.
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o Rio registrou Ideb de 6,1, abaixo da média nacional de 6,3. Nos anos finais, a nota fluminense foi 5,1, também inferior à média brasileira, de 5,3. No ensino médio, o estado apareceu entre os piores desempenhos do país.
Outro problema da educação fluminense é o investimento abaixo do mínimo constitucional. O estado descumpriu por anos a obrigação de aplicar pelo menos 25% da receita de impostos e transferências na manutenção e desenvolvimento do ensino.
Em 2023, o governo estadual assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para recompor cerca de R$ 2,7 bilhões que deixaram de ser aplicados na área. O acordo prevê pagamentos parcelados até 2042.
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Escola estadual do RJ
O eleitor fluminense irá às urnas no 1º turno das eleições no dia 4 de outubro. Nesta reportagem, veja as propostas para a Educação, em ordem alfabética, com base nos Planos de Governo registrados pelos candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
André Marinho (Novo)
André Marinho, candidato do Novo ao governo do Rio, foi entrevistado pelo RJ1
O plano de governo de André Marinho apresenta a educação como uma ferramenta de proteção dos jovens diante da violência. Entre as propostas está o Programa Aprendiz Rio, que pretende combinar ensino médio e experiência profissional para jovens de 15 a 18 anos.
Os estudantes passariam três dias por semana na escola e dois em empresas, com contrato pela CLT e salário-aprendiz de R$ 800 a R$ 1,2 mil. A meta é alcançar 200 mil jovens.
O candidato também propõe universalizar o letramento em inteligência artificial na rede estadual até 2030.
Outra medida é a criação de uma bolsa-permanência para jovens de 14 a 24 anos que vivem em áreas dominadas pelo crime, condicionada à matrícula, frequência mínima de 85% e participação em qualificação profissional.
Para combater a evasão, o plano prevê uma busca ativa que acione uma visita à família em até 72 horas quando o estudante deixar de frequentar a escola ou polos esportivos.
Na infraestrutura, André Marinho propõe instalar sistemas de energia solar nos telhados das escolas por meio de PPPs e reinvestir a economia obtida com a redução da conta de luz na própria rede.
Marinho também prevê até mil polos esportivos-pedagógicos em territórios considerados críticos. Para ampliar o tempo de permanência dos estudantes, o plano prevê o modelo Escola 18h, com reforço escolar, esporte, cultura e atividades socioeducativas.
O documento não estabelece prazo para a implantação desse modelo nem detalha uma política específica de reajuste ou plano de carreira para professores.
Aprendiz Rio para 200 mil jovens.
Letramento em inteligência artificial até 2030.
Busca ativa com visita à família em até 72 horas.
Garotinho promete contratar policiais e ampliar capacitação das forças de segurança
O plano de Anthony Garotinho tem como eixo a proposta de uma “Educação da primeira infância ao primeiro emprego”, por meio do programa Geração Fluminense.
O candidato propõe investimentos na infraestrutura de 100% das unidades escolares da rede, com climatização e modernização, além de obras de acessibilidade. Também prevê um pacto com os municípios para ampliar vagas em creches e pré-escolas.
Na valorização dos profissionais, Garotinho defende o cumprimento do Piso Salarial Nacional do magistério, com atualização das tabelas do plano de carreira, além da reestruturação salarial e funcional dos profissionais de apoio.
O plano também prevê o respeito à reserva de um terço da jornada dos professores para planejamento e a criação de uma academia permanente de formação docente, com cursos de inteligência artificial, tecnologias digitais e metodologias de ensino.
Não há, no plano de governo, prazo específico para a implantação dessas medidas.
O candidato propõe reforço escolar durante todo o ano, busca ativa e bolsas para estudantes do ensino médio técnico. O Bolsa-Tech RJ seria condicionado a frequência mínima de 85%.
No ensino integral, a proposta é uma jornada de 8 a 9 horas diárias, com disciplinas tradicionais, formação tecnológica, educação financeira, empreendedorismo e esporte.
O programa também prevê o Geração Tech Fluminense, com cursos relacionados às vocações econômicas de cada região, além de atendimento médico, odontológico e de saúde mental nas escolas. O plano não estabelece uma meta numérica de expansão do ensino integral.
Educação integral com jornada de 8 a 9 horas diárias.
Cumprimento do piso nacional e formação continuada de professores.
Geração Tech com formação profissional ligada às economias regionais.
Coronel Busnello (Missão)
Coronel Busnello (Missão)
Coronel Busnello propõe recuperar a infraestrutura da rede estadual sem priorizar a construção de novas estruturas. Uma das principais medidas é o programa Escola Online, que prevê parceria com empresas de telecomunicações para levar internet de alta velocidade a 100% das escolas estaduais até o fim do segundo ano de governo.
O plano também prevê laboratórios de inovação e a reativação de CIEPs ociosos nos fins de semana e feriados, transformando-os em centros comunitários.
Para os professores, o candidato propõe adequar os salários ao piso nacional do magistério, atualmente indicado no plano como R$ 5.130,63 para 2026, em um cronograma plurianual.
O candidato também prevê enviar à Alerj um novo plano de cargos, carreiras e salários e criar bonificações vinculadas a metas de aprendizagem. O programa Professor Formador selecionaria docentes efetivos para dividir a jornada entre a sala de aula e a formação de outros professores.
Na área pedagógica, Busnello propõe o RJ Técnico, com cursos de ensino médio alinhados às características econômicas de cada região, e uma parceria com os 92 municípios para melhorar a alfabetização. Também prevê equipes multidisciplinares para atendimento a estudantes com deficiência e ações de saúde mental.
No ensino integral, a proposta é ampliar progressivamente a oferta e aproveitar a estrutura dos mais de 500 CIEPs existentes no estado. O plano não estabelece uma meta numérica para essa expansão.
Internet de alta velocidade em 100% das escolas até o fim do 2º ano.
Novo plano de carreira e adequação ao piso nacional do magistério.
Expansão do ensino integral aproveitando os mais de 500 CIEPs.
Cyro Garcia (PSTU)
Cyro Garcia propõe ampliar ensino integral nas escolas públicas do RJ
Cyro Garcia propõe uma ampliação dos investimentos públicos em educação e a construção de novas escolas e creches em áreas vulneráveis, como subúrbios e favelas. O plano prevê financiar essas obras com a taxação sobre grandes fortunas.
O candidato também defende a expansão física e geográfica das universidades públicas estaduais para todas as regiões do Rio. O documento não estabelece uma quantidade de novas unidades nem um prazo para essas obras.
Na carreira dos profissionais, o candidato defende priorizar o pagamento dos salários dos servidores públicos em relação ao serviço da dívida estadual, aumentar os recursos destinados à UERJ, UENF e FAETEC e acabar com as terceirizações na administração pública, com efetivação dos trabalhadores terceirizados que já atuam na rede.
O plano também propõe um piso salarial considerado digno para todos os trabalhadores do estado, mas não estabelece um valor específico para a categoria da educação.
Na parte pedagógica, Garcia propõe suspender imediatamente o Novo Ensino Médio e ampliar as políticas de permanência estudantil. Também rejeita escolas cívico-militares e defende uma educação inclusiva, laica e com políticas afirmativas.
Para o ensino integral, o plano não estabelece metas para o Ensino Fundamental ou Médio, mas prevê a criação de creches públicas em tempo integral.
Construção de escolas e creches públicas em áreas vulneráveis.
Fim das terceirizações e aumento de recursos para UERJ, UENF e FAETEC.
Creches públicas em tempo integral.
Douglas Ruas (PL)
Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do RJ, durante campanha na Central do Brasil
O plano de Douglas Ruas, chamado Plano do Rio Real (2027-2030), propõe uma combinação de melhoria da infraestrutura, gestão por resultados e recuperação da aprendizagem. Entre as medidas estão a climatização das escolas, internet de qualidade, quadras esportivas, bibliotecas e reforço da merenda. O candidato também prevê transformar escolas em polos comunitários, com oferta de cursos rápidos para as famílias.
Na valorização dos profissionais, Ruas propõe bonificações para professores e diretores que atingirem metas de aprendizagem, além de formação continuada voltada à alfabetização e à inclusão de estudantes com autismo e outras neurodivergências.
O plano também prevê proteção aos profissionais contra agressões e assédio.
Para combater a evasão, o candidato propõe diagnóstico individual dos estudantes que ingressam no ensino médio e reforço em português e matemática.
O programa Vem Pra Aula pretende monitorar frequência e notas para identificar estudantes em risco de abandono. Já o ensino técnico seria adaptado às demandas econômicas de cada região, com participação do setor privado.
Nos territórios retomados do crime organizado, o plano prevê complexos de cidadania com ensino integral, qualificação profissional noturna, esporte, cultura e lazer. O documento não fixa uma meta numérica para a expansão do ensino integral.
Climatização, internet e melhoria da estrutura das escolas.
Reforço de português e matemática para alunos com defasagem.
Ensino integral em complexos de cidadania nos territórios retomados do crime.
Eduardo Paes (PSD)
Eduardo Paes durante sua campanha
Eduardo Paes apresenta a educação dentro de uma proposta mais ampla de reorganização administrativa do estado. O plano reconhece o sucateamento da rede e a baixa qualidade do ensino médio, mas não detalha obras específicas de reforma ou modernização das escolas. A principal referência é a reestruturação da FAETEC, com a intenção de ampliar a oferta de formação técnica.
Na parte pedagógica, Paes propõe expandir o ensino médio profissionalizante de acordo com as vocações econômicas de cada região, com a intenção de aproximar a formação dos jovens do mercado de trabalho.
Também defende apoio técnico e financeiro aos municípios para a educação inclusiva e atendimento às famílias de crianças com autismo. O plano não estabelece uma quantidade de novas vagas técnicas nem um prazo para a reestruturação da FAETEC.
O candidato também promete garantir o repasse regular dos recursos constitucionais da educação aos 92 municípios.
Na educação em tempo integral, Paes propõe expandir o ensino médio profissionalizante em tempo integral para todo o estado.
O plano cita a experiência de Paes na Prefeitura do Rio, mas não estabelece uma meta numérica ou um prazo para concluir a expansão estadual. O documento também não apresenta proposta específica de reajuste salarial, plano de carreira ou bonificação para professores.
Expandir o ensino médio profissionalizante em tempo integral.
Reestruturar e ampliar a FAETEC.
Garantir repasses constitucionais da educação aos 92 municípios.
Juliete Pantoja (UP)
Juliete Pantoja (UP) é candidata ao governo do RJ
Juliete Pantoja defende a ampliação da rede pública, com reabertura de escolas fechadas, construção de novas unidades e expansão de vagas até a universalização do ensino básico e superior.
O plano também prevê moradia estudantil próxima a escolas técnicas e universidades estaduais e melhorias na infraestrutura das escolas, praças e espaços esportivos. A candidata propõe ainda interromper imediatamente o uso de recursos públicos em instituições privadas de ensino.
Para os profissionais da educação, Juliete propõe um plano de carreira unificado para trabalhadores da rede básica, escolas técnicas e universidades estaduais. Juliete também defende concursos públicos para substituir contratações temporárias e terceirizações e formação continuada com instituições públicas de ensino. O plano não estabelece prazo para a realização dos concursos nem número de vagas.
Entre as medidas para combater a evasão estão a criação de um auxílio-permanência para estudantes da educação básica e superior, passe livre intermunicipal e retomada das turmas noturnas e da EJA.
A candidata também propõe erradicar o analfabetismo completo e funcional em um ano. No ensino integral, estabelece a meta de ampliar gradualmente o modelo para 100% das escolas públicas estaduais até 2030, além de defender mais vagas em creches e escolas públicas de tempo integral.
Ensino integral em 100% da rede estadual até 2030.
Erradicação do analfabetismo em um ano.
Plano de carreira unificado e fim das terceirizações.
Luan Monteiro (PCO)
Luan Monteiro (PCO)
O plano de Luan Monteiro apresenta uma proposta de educação baseada na estatização e na ampliação do controle público sobre o setor.
O candidato defende que o dinheiro público seja aplicado exclusivamente no ensino público e propõe direcionar recursos obtidos com a nacionalização do petróleo e da Petrobras para financiar educação e saúde. O documento não apresenta projetos específicos nem metas para reformas ou construção de escolas.
Para os professores, o Partido da Causa Operária (PCO) defende um piso salarial nacional de pelo menos R$ 8,5 mil e uma jornada máxima de 30 horas semanais. O plano também propõe eleições diretas para os cargos de direção das escolas, fim da perseguição política e ideológica contra professores e manutenção da estabilidade dos servidores.
Na permanência dos estudantes, o candidato propõe a estatização de todo o ensino pago e o fim dos vestibulares, com livre ingresso nas universidades públicas. Ele também defende a revogação das reformas educacionais implementadas depois de 2016 e o fim da proibição do uso de celulares nas escolas.
Piso de pelo menos R$ 8,5 mil para professores.
Jornada docente de no máximo 30 horas semanais.
Estatização do ensino pago e fim dos vestibulares.
William Siri (PSOL)
William Siri, candidato do Psol ao governo do RJ, em caminhada
William Siri propõe uma ampla reestruturação da rede estadual, com redução gradual do número de alunos para no máximo 30 por sala, climatização e adequação acústica de todas as salas, além de internet de alta velocidade em todas as escolas.
O plano também prevê reformas de quadras, ampliação da acessibilidade e uma meta para que toda a merenda escolar seja agroecológica, com pelo menos 50% dos alimentos comprados diretamente da agricultura familiar.
Na valorização dos profissionais, Siri defende um plano de carreira unificado, cumprimento anual do piso nacional do magistério, regulamentação da data-base e garantia de um terço da jornada para atividades extraclasse.
Siri também propõe novos concursos públicos, redução progressiva das terceirizações e formação continuada. O plano prevê ainda incorporar animadores culturais ao quadro da Secretaria de Educação, com a meta de chegar a quatro profissionais de diferentes linguagens artísticas por escola.
Para combater a evasão, o candidato propõe renda básica estudantil para alunos de famílias inscritas no CadÚnico, alimentação escolar com café da manhã e jantar, transporte gratuito e equipes de psicólogos e assistentes sociais.
O plano também prevê um novo índice de avaliação das escolas e apoio específico para estudantes mães. No ensino integral, a principal meta é colocar 30 CIEPs em funcionamento já no primeiro ano de mandato, além de triplicar as matrículas do ensino médio técnico por meio da FAETEC.
Colocar 30 CIEPs em tempo integral no 1º ano de governo.
Triplicar as matrículas do ensino médio técnico.
Plano de carreira, piso nacional e novos concursos para a educação.