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Diferentes gerações nas eleições: saiba quem é o candidato mais novo e mais velho no pleito deste ano, na PB

As diferentes gerações nas eleições: saiba quem é o candidato mais novo e mais velho no pleito deste ano, na Paraíba

G1 — Brasil · 2026-09-27T14:27:43.000Z

As diferentes gerações nas eleições: saiba quem é o candidato mais novo e mais velho no pleito deste ano, na Paraíba

Os candidatos que concorrem às Eleições 2026 na Paraíba têm idades que variam entre 20 e 81 anos, levando em consideração o mais novo e o mais velho, conforme o registro de candidaturas protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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O candidato mais velho na disputa eleitoral é o deputado federal Luiz Couto (PT), que tem 81 anos e busca a reeleição para o cargo no Congresso Nacional. Ele nasceu em 13 de fevereiro de 1945.

No outro polo, está João Gabriel Freitas Chamié (Democracia Cristã), conhecido como Freitas. Aos 20 anos, ele é o candidato mais jovem entre os nomes apresentados para a disputa na Paraíba e concorre ao cargo de deputado federal.

Freitas não tem idade mínima constitucional para o cargo, no entanto, completa a idade exigida em 31 de outubro. A legislação eleitoral foi alterada no ano passado para estabelecer que, para os cargos de deputado e senador, a idade mínima seja aferida na data da posse presumida.

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Em relação à faixa etária mais avançada, aparecem ainda na disputa o ex-prefeito de Cajazeiras, Zé Aldemir (PP), de 80 anos, que concorre a uma vaga de deputado estadual.

Na faixa etária dos 20 a 24 anos, há ainda Eduardo William (Missão), Eduarda Almeida (Rede), ambos com 23 anos e concorrendo a uma vaga na Câmara dos Deputados. Para Deputado Estadual, aparecem Lucas Caçula (PP), de 22 anos, e Lucca Nuto (PSB), de 23.

Especialista diz que diferenças são fundamentais para democracia

Ao g1, Italo Fittipaldi, Professor do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), comentou que a participação de candidatos com idades diferentes é fundamental para a democracia e na representação das políticas públicas que o eleitor quer.

"Nós, num processo eleitoral, escolhemos um conjunto de políticas públicas que desejamos que sejam implementadas, ou dado continuidade, ou interrompidas, ou que novas políticas públicas possam ser executadas durante o mandato daqueles que foram eleitos, principalmente para os cargos executivos. A idade, ou seja, o aspecto geracional, vai demandar políticas públicas diferenciadas ao longo do tempo. Então é fundamental que essas diferenças de idade se manifestem na escolha de candidaturas, na escolha dos candidatos", ressaltou.

O professor explicou ainda que, em relação ao polo de idade mais novo, não necessariamente ter mais candidatos jovens significa uma renovação. Isso, segundo ele, depende de uma série de fatores, entre eles, se os concorrentes vêm de grupos políticos já consolidados.

"O candidato pode ser jovem, mas ele pode ser egresso de uma dinastia política que, de fato, novo, não tem absolutamente nada. É apenas a aparência que é jovem, mas é um museu de grandes novidades, como diria o Cazuza", disse.

Ele ressaltou que a renovação política pode ser percebida a partir da não adequação dos novos candidatos aos grupos pré-existentes. Deixando a questão da idade como fator não único.

"A renovação política, vem sim quando os candidatos não são atrelados a determinadas dinastias políticas e que de fato passam a fazer parte daquele grupo de candidatos que têm uma trajetória diferenciada em relação a essas dinastias", contou.

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