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O candidato a deputado federal Wilker Leão (Novo) foi preso em flagrante neste domingo (27), sob suspeita de dano ao patrimônio da União, após pintar, sem autorização, um muro do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB),…
G1 — Brasil · 2026-09-28T00:33:47.000Z
O candidato a deputado federal Wilker Leão (Novo) foi preso em flagrante neste domingo (27), sob suspeita de dano ao patrimônio da União, após pintar, sem autorização, um muro do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB), segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
Um vídeo gravado durante o episódio mostra uma discussão entre Wilker Leão e uma pessoa que questiona a pintura no muro do Instituto de Artes (assista acima).
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Nas imagens, um homem pergunta se o candidato e os demais envolvidos tinham autorização para pintar o local. Wilker responde: "Bandeirinha LGBT aqui só vai sobrar do teu celular, viu?", em referência ao aparelho usado para gravar a discussão.
Em seguida, o homem afirma que é advogado e que comunicaria o caso à universidade.
De acordo com o registro da ocorrência, a PMDF foi acionada por volta das 17h. Uma equipe do 3º Batalhão da Polícia Militar (3º BPM) foi enviada ao local para verificar a situação.
No Instituto de Artes, os policiais abordaram Wilker Leão de Sá e Anderson Nigro, que, segundo o registro, fazia imagens da ocorrência.
Os dois foram conduzidos à Polícia Federal (PF), onde permaneceram presos em flagrante por suspeita de dano ao patrimônio da União.
UnB repudia episódio
Em nota, a Universidade de Brasília repudiou os atos de violência e depredação do patrimônio público registrados neste domingo. A instituição afirmou que o protocolo de segurança foi acionado e que as forças policiais foram chamadas.
A universidade também informou que está adotando providências administrativas e jurídicas para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.
Segundo a UnB, estudantes foram agredidos durante o episódio. A instituição afirmou que prestará apoio aos integrantes da comunidade acadêmica atingidos.
A universidade também criticou os métodos adotados pelos envolvidos e declarou que seguirá na defesa da comunidade acadêmica e de seus espaços.
Wilker Leão já foi expulso da UnB
Wilker Leão é formado em direito e ficou conhecido por publicar vídeos de conteúdo político nas redes sociais. Ele também ganhou repercussão após se envolver em discussões com o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022, e com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), em 2023.
Estudante da UnB Wilker Leão foi suspenso de duas disciplinas do curso de história.
Em setembro de 2025, a Universidade de Brasília (UnB) decidiu expulsar o estudante Wilker Leão de Sá, condenado pela Justiça por calúnia e difamação contra um professor da instituição.
A decisão obtida pelo g1 foi assinada pela reitora Rozana Reigota Naves. Segundo o documento, Wilker cometeu faltas disciplinares graves, como:
Reincidir em falta cominada com a pena máxima de suspensão — ou seja, repetir uma falta grave que já tem como punição máxima a suspensão;
Caluniar, injuriar ou difamar membro da comunidade universitária;
Desacatar membros dos corpos docente, discente ou técnico-administrativo;
Praticar atos que violem os direitos humanos;
Praticar atos incompatíveis com os valores da Universidade.
O processo disciplinar será encaminhado ainda ao Ministério Público Federal (MPF), à OAB/DF, à Polícia Federal e à Advocacia-Geral da União, entre outras áreas da própria UnB.
Em nota, a UnB confirmou que o estudante "foi excluído da instituição e está impedido de realizar novos registros de matrícula". Ele ainda pode recorrer da decisão.
O g1 tenta contato com Wilker Leão.
Veja o documento:
Decisão da reitora da Universidade de Brasília pela exclusão do aluno Wilker Leão de Sá
Aluno já tinha sido suspenso
Em dezembro do ano passado, a UnB suspendeu Wilker Leão de duas disciplinas – História da África e História do Brasil – por 60 dias. A medida foi tomada porque, segundo a UnB, e estudante "atrapalhava as aulas".
Na época, a universidade justificou que, ao gravar as aulas e publicar o conteúdo nas redes sociais sem autorização dos envolvidos, o aluno atrapalha a explicação do conteúdo e também os outros estudantes matriculados nas disciplinas (saiba mais abaixo).
Condenado por injúria e difamação
Estudante Wilker Leão é suspenso por 60 dias de duas disciplinas do curso de história.
Em agosto, Wilker Leão já havia sido condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal por difamação e injúria contra um professor da disciplina de História da África.
O estudante gravou e divulgou em redes sociais vídeos das aulas sem autorização, com comentários ofensivos e depreciativos contra um professor.
De acordo com a Justiça, o estudante atingiu a honra do professor ao expor o que chamava de "doutrinação comunista" no curso de história.
A juíza Ana Cláudia Loiola de Morais Mendes entendeu que houve "violação à honra objetiva" do docente.
Wilker foi condenado inicialmente a 2 anos e 3 meses de detenção em regime aberto, mas teve a pena convertida em duas multas de 15 salários mínimos cada — uma destinada ao professor e a outra a uma entidade social escolhida pela Justiça.
Ele também deverá pagar R$ 5 mil em honorários advocatícios. O g1 entrou em contato com Wilker, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Seis vídeos foram analisados pela Justiça
A decisão levou em conta seis vídeos publicados por Wilker entre outubro e novembro de 2024. A Justiça concluiu que eles continham ofensas à honra do professor e violavam sua imagem e privacidade. São eles:
18/10/2024: Wilker chama a aula de "bobagem" e diz que o professor "fugiu" do debate. Continuou filmando mesmo após o pedido para interromper a gravação.
23/10/2024: Vídeo com a imagem do professor e legenda "Prof Brabão". Wilker o chama de "comunista" e fala em doutrinação.
30/10/2024: Post intitulado "Essa é a cara do professor valentão que se acha general", com imagem e voz do docente, em tom depreciativo.
07/11/2024: Novas publicações com as legendas “professor Brabão dobrou a aposta” e “tá querendo socializar meu capital?”.
13/11/2024: Caricatura semelhante ao professor e comentários desdenhosos sobre temas discutidos em sala, como escravidão e capitalismo. “Isso aqui é doutrinação ou não é?”, escreveu o aluno.
19/11/2024: Vídeo com o termo “transgeneral” e insinuações de que o professor teria suspendido a aula "protelando isso com intenções mesmo de enrolar".
Confusão com ex-presidente e senador
Youtuber provoca Bolsonaro e causa confusão em Brasília
Wilker Leão é formado em direito e conhecido por publicar vídeos políticos nas redes sociais. Ele soma mais de dois milhões de seguidores no X, YouTube , TikTok e Instagram.
O estudante também ficou conhecido por abordar políticos e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada.
Em uma das ocasiões, em agosto de 2022, chegou a se envolver em uma confusão com o ex-presidente (veja o vídeo acima).
Em fevereiro do ano seguinte, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tomou o celular da mão de Wilker, após se envolver em uma discussão com ele. Na ocasião, o youtuber começou a questionar Randolfe, de forma repetitiva, sobre a opinião dele a respeito de terrorismo e assédio político (veja o vídeo abaixo).
Em discussão, senador Randolfe Rodrigues toma celular de youtuber
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