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Nascida em 28 de setembro de 1956, a cantora e compositora Roberta Miranda faz 70 anos hoje, segunda-feira
G1 — Brasil · 2026-09-28T13:03:08.000Z
Nascida em 28 de setembro de 1956, a cantora e compositora Roberta Miranda faz 70 anos hoje, segunda-feira
♬ Roberta Miranda faz 70 anos hoje, segunda-feira, 28 de setembro. A data merece ser festejada como efeméride da música brasileira diante da importância da cantora e compositora paraibana no universo sertanejo.
Nascida Maria Albuquerque Miranda em João Pessoa (PB), em 28 de setembro de 1956, a artista adotou o nome artístico de Roberta Miranda ao iniciar a carreira fonográfica em 1986 com retumbante sucesso. Sim, dos 70 anos de vida da artista, 40 foram vividos no palco – outra efeméride, esta celebrada em cena pela cantora na turnê “A majestade”, recém-estreada em 19 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ).
Sim, Roberta Miranda foi a primeira rainha na dinastia da música sertaneja, desbravando em carreira solo um território historicamente masculino e dominado por duplas formadas por homens. Roberta fez história no universo sertanejo porque extrapolou a função de cantora reservada até então às poucas intérpretes que desafiavam a hegemonia masculina.
Antes de conseguir lançar o primeiro disco, Roberta Miranda foi revelada como compositora em 1985, ano em que a canção “A majestade o sabiá” foi apresentada ao Brasil em álbum do cantor Jair Rodrigues (1939 – 2014), em gravação feita com participação da dupla Chitãozinho & Xororó. E foi como compositora que ela se impôs no mercado sertanejo, lançando álbuns que bateram venderam milhares de cópias entre 1986 e 1992, período áureo da discografia da artista.
A rigor, a primeira música de Roberta Miranda a ganhar registro fonográfico foi “Mãe guerreira”, lançada na voz do cantor Ruy Maurity (1949 – 2022) em 1984. Mas foi mesmo “A majestade o sabiá” a música que abriu as portas da indústria fonográfica para Roberta Miranda.
Em 1986, a artista debutou como cantora com “Roberta Miranda”, álbum blockbuster de repertório autoral que destacou as músicas “São tantas coisas” e “Meu dengo”, esta um baião de sensual pegada forrozeira que evidenciou a origem paraibana da artista.
Em 1987, o segundo álbum – também intitulado “Roberta Miranda”, mas popularmente conhecido como “Volume 2”, como andava a tradição fonográfica sertaneja da época – vendeu ainda mais do que o primeiro, no embalo do sucesso de músicas como “Vá com Deus”.
É fato que a obra autoral de Roberta Miranda não deu voz ativa às mulheres, como Marília Mendonça (1995 – 2021), futura rainha sertaneja, faria nos anos 2010, abrindo novas alas femininas no gênero.
A música de Roberta Miranda não explicitou o gênero feminino nas letras de canções como “Sol da minha vida” (1992). Tanto que um dos maiores sucessos do cancioneiro da compositora, “De igual para igual”, música composta em parceria com Matogrosso, foi lançada na voz do cantor José Augusto em 1987.
Nem por isso Roberta Miranda merece menos loas. Até porque a música da compositora sempre teve uma sensibilidade feminina captada pelo público, que avalizou de imediato a música feita por Roberta Miranda de um jeito particular.
E, cabe ressaltar, Roberta continua em plena atividade nos palcos e nos estúdios, sem nunca ter parado no tempo. Já adaptada ao modus operandi digital do mercado fonográfico, a cantora volta e meia lança single com música inédita. O último single solo, “Os meus 15 anos”, foi lançado em 31 de julho.
Roberta também soube se reinventar nas redes sociais, se posicionando geralmente sem filtro, como no post recente em que criticou o fato de o cantor Rick (1966 – 2026) ter ganhado mais de um milhão de seguidores após a morte em acidente de helicóptero.
Enfim, Roberta Miranda chega firme e forte aos 70 anos, ciente de que já tem um bom lugar todinho dela na história da música sertaneja.