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Estudante conta que foi impedido de fazer o vestibular da UFG por causa de bomba de insulina

Estudante conta que foi impedido de fazer o vestibular da UFG por causa de bomba de insuli

G1 — Brasil · 2026-09-28T13:02:58.000Z

Estudante conta que foi impedido de fazer o vestibular da UFG por causa de bomba de insuli

O estudante João Pedro Ladislau conta que foi impedido de realizar a prova do vestibular da Universidade Federal de Goiás (UFG) por causa do uso do Sistema de Infusão Contínua de Insulina, mais conhecido como bomba de insulina (veja o vídeo acima). João Pedro é diabético desde criança e conta que não conseguiu anexar o laudo médico quando fez a inscrição para o vestibular.

Em nota enviada à TV Anhanguera, o Instituto Verbena informou que segue com rigor o que está escrito no edital da prova e que para o uso de dispositivos médicos, como a bomba de insulina, é necessário comunicar com antecedência a comissão organizadora por e-mail pelo menos três dias antes da prova, anexando os documentos exigidos.

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A prova aconteceu neste domingo (27). Antes do início da aplicação do exame, o estudante teria procurado a coordenação no local da prova para informar que precisava usar a bomba de insulina.

Mesmo tentando argumentar, o João Pedro disse que foi informado de que não poderia fazer a prova e, segundo a TV Anhanguera, foi retirado do local.

"Porque era um aparelho, que independente do aparelho, falaram que eu não poderia fazer a prova porque poderia interferir no local, com algumas pessoas perto... Tentei resolver o problema, mas não consegui", disse ele sobre a resposta que teve no local de prova.

Estudante conta que foi impedido de fazer vestibular da UFG por causa da bomba de insulina

"Ele veio na intenção de conversar e de mostrar o aparelho para a coordenação achando que poderia fazer a prova, mas não foi isso que aconteceu", disse Alana Ladislau, mãe do estudante.

Alana conta que tentou anexar o laudo médico na inscrição do filho, mas o site deu erro. Quando procurou o Instituto Verbena, a família foi orientada a fazer uma nova inscrição, com o pagamento de uma nova taxa.

"Eu enviei um e-mail afirmando que não havia conseguido anexar esse laudo. A empresa disse que teria que fazer uma nova inscrição com um novo pagamento de taxa. A gente tentou fazer, mas deu erro novamente e eu resolvi não correr o risco com essa nova inscrição", disse ela.

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À TV Anhanguera, a Universidade Federal de Goiás (UFG) disse que não é exigido o pagamento de uma nova taxa de inscrição para conceder condições especiais e que não há orientação do instituto para recusar atendimento a candidatos e familiares no local de prova.

Sobre condições especiais, o edital da prova prevê que caso o candidato faça uso de qualquer dispositivo metálico ou eletrônico, como marcapasso, aparelho auditivo, bomba de insulina ou tornozeleira eletrônica, deve:

Comunicar formalmente a situação à Comissão Organizadora, por meio do e-mail em até três dias úteis antes da realização da prova, anexando cópia digital legível do documento;

Comparecer portando, obrigatoriamente, o laudo médico original ou a certidão de monitoração eletrônica que comprove a necessidade e a natureza do dispositivo.

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