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Vitória 0 x 2 Bahia, da 24ª rodada, teve 42 finalizações, recorde empatado com Remo 2 x 3 Coritiba, da 25ª rodada
ge — Futebol · 2026-09-28T14:00:00.000Z
Vitória 0 x 2 Bahia, da 24ª rodada, teve 42 finalizações, recorde empatado com Remo 2 x 3 Coritiba, da 25ª rodada
A Série A voltou das férias de meio de ano mais intensa e, ao mesmo tempo, mais disciplinada. Nos cem jogos disputados após a parada para a Copa do Mundo, a quantidade de finalizações subiu de 2.626 para 2.731 em comparação com os cem jogos anteriores, e embora o aumento (4%) seja pequeno, ocorre entre alta de 18% nos desarmes, de 2.791 para 3.287.
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A alta no número de finalizações surge no contexto das novas regras de combate à cera para aumento o tempo de bola em jogo no futebol, aplicadas no Brasileirão a partir da 23ª rodada.
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Mauricio De Souza
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Nas primeiras 22 rodadas, a média de finalizações foi de 25,3 por partida (a mesma das seis rodadas antes das mudanças); depois das novas regras, essa média subiu (15%) para 29,1 conclusões por jogo em seis rodadas. Das cinco rodadas com maior média de finalizações, quatro foram disputadas a partir da 23ª rodada, como mostra o gráfico abaixo.
Média de finalizações por jogo por rodada antes e depois das novas regras de combate à cera no Brasileirão
Elaboração: Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Faltam dez rodadas
Faltam dez rodadas para o fim do Brasileirão. Depois da parada para a Copa do Mundo, foram disputadas dez rodadas da Série A e vamos compará-las aqui com as dez rodadas antes da paralisação para entendermos o que mudou de um período para o outro, o que nos ajuda a entender o que esperar da reta final do campeonato.
Como a 21ª rodada ainda tem três jogos por disputar, foram incluídos na pesquisa os jogos Bahia 2 x 0 Chapecoense, Botafogo 0 x 0 Vitória e Flamengo 2 x 0 Mirassol, válidos pela quarta rodada, mas disputados depois do Mundial devido a adiamentos. A comparação será feita entre cem jogos antes e depois da Copa do Mundo.
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Número de cartões vermelhos caiu pela metade
Mesmo com o campeonato se tornando mais intenso em finalizações e desarmes após a parada para a Copa, o número de cartões vermelhos para atletas caiu pela metade, de 36 para 18, e o de cartões amarelos diminuiu (5%) de 469 para 448. A quantidade de faltas cometidas diminuiu (5%) de 2.640 para 2.509.
Breno Lopes, do Coritiba, recebe cartão vermelho pela Lei Vini Jr.
Em relação à quantidade de gols, nenhuma mudança: nas dez rodadas antes da parada, os jogos tiveram 268 gols marcados, mesmíssima marca de depois da Copa. O que mudou foi a eficiência dos ataques, que diminuiu: sem contar gols contra, antes da parada foram necessárias 10,1 finalizações para cada gol marcado; depois, um gol a cada 10,6. O número de gols contra passou de nove para dez.
Foram os mandantes que fizeram subir (em 12%) o número de finalizações, com a média passando de 14,4 conclusões por jogo para 16,1. Porém, a eficiência caseira diminuiu (16%) de um gol a cada 9,7 tentativas para um gol a cada 11,3 arremates.
Os visitantes finalizaram menos (5%) na volta das férias, com a produtividade ofensiva passando de 11,8 conclusões por jogo para 11,2. Mas na contramão do que se poderia esperar, se tornaram (10%) mais eficazes, conseguindo um gol a cada 9,7 tentativas depois da Copa contra um gol a cada 10,8 antes
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Fora de casa, as equipes se tornaram mais desafiadoras depois do Mundial, conseguindo 27 vitórias e sofrendo 43 derrotas depois das férias contra 25 vitórias e 49 derrotas antes. A média visitante de gols variou para cima, passando de 1,14 por partida para 1,22, e os gols sofridos diminuíram de 1,54 para 1,46 por jogo.
Em consequência disso, o aproveitamento de pontos dos visitantes aumentou de 34% pré-Copa para 37% pós-Copa, enquanto os mandantes baixaram o desempenho de 58% dos pontos para um aproveitamento de 53%. O número de jogos que terminaram 0 a 0 aumentou de cinco para nove.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.