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Representante da Coreia do Norte discursa na ONU com broche com rosto de pai de Kim Jong-un

Vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, utiliza broche com rosto de pai e avô de Kim Jong-un durante discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, nos Estados Unidos, em 28 de setembro de 2026.

G1 — Brasil · 2026-09-28T16:59:59.000Z

Vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, utiliza broche com rosto de pai e avô de Kim Jong-un durante discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, nos Estados Unidos, em 28 de setembro de 2026.

O vice-ministro das relações exteriores da Coreia do Norte, Kim Son-Gyong, discursou na 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira (28). O representante do país chamou atenção por usar um broche com o rosto do antigo líder norte-coreano, Kim Jong Il, pai do atual presidente Kim Jong-Un, estampado.

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No mesmo emblema, também está representado o rosto de Kim Il Sung, avô do atual mandatário do país. Os dois governantes são considerados "líderes eternos" da Coreia do Norte, e o uso dos adereços é parte quase obrigatória da vestimenta oficial de autoridades e representantes do país.

Vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, utiliza broche com rosto de pai e avKim Jong-un durante discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, nos Estados Unidos, em 28 de setembro de 2026.

Ryan Murphy/Getty Images North America via AFP

Durante sua fala, o vice-ministro reafirmou que o status do país como potência nuclear é “permanente” e não pode ser revertido.

Segundo Kim, o arsenal nuclear norte-coreano é necessário para proteger a soberania e a segurança do país. Ele afirmou que Pyongyang continuará mantendo sua capacidade de dissuasão diante de ameaças externas.

O delegato também acusou Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul de aumentar as tensões na Península Coreana com exercícios militares e o fortalecimento de suas capacidades de defesa.

Kim citou exercícios como o Freedom Shield e o Freedom Edge, realizados pelos três países, e afirmou que eles simulam cenários de guerra contra a Coreia do Norte. Segundo ele, os EUA estariam transformando a aliança entre Washington, Tóquio e Seul em um bloco “mais ofensivo e agressivo”, com componente nuclear.

Críticas ao Japão

Kim também criticou o aumento dos gastos militares do Japão e o desenvolvimento de armas de longo alcance pelo país.

Segundo o vice-ministro, Tóquio estaria aproveitando o atual cenário internacional para acelerar seu processo de rearmamento. Ele citou ainda mudanças na estrutura militar japonesa e a revisão de políticas de defesa.

Apesar das críticas aos países vizinhos, Kim afirmou que não houve conflito armado na Península Coreana porque a capacidade militar da Coreia do Norte teria criado um equilíbrio de forças capaz de impedir um ataque.

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