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Flamengo 1 x 1 São Paulo | Melhores momentos | 20ª rodada | Brasileirão 2026
ge — Futebol · 2026-07-27T00:10:42.000Z
Flamengo 1 x 1 São Paulo | Melhores momentos | 20ª rodada | Brasileirão 2026
Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, concedeu entrevista coletiva após o empate em 1 a 1 com o São Paulo. O treinador disse que o Flamengo teve superioridade no segundo tempo da partida no Maracanã, depois de criticar o primeiro tempo lento da equipe.
— Acho que na primeira parte foi pouco dinâmica, lenta na construção. Permitimos o adversário a ocupar os espaços. Precisávamos mudar a nossa atitude e sermos mais rápidos. Na segunda parte, isso aconteceu — disse Jardim, que completou:
— Mas foi um jogo de detalhes. Nós dominamos, mas três centímetros do pé do Wallace Yan o gol foi anulado. O detalhe também do jogador (do São Paulo), que o árbitro não deu pênalti, e em muitos lances será pênalti no Brasileirão. E o detalhe do gol deles, o único remate a gol. Faltou pressão ao portador da bola e a linha defensiva abaixo de forma lenta, permitindo jogar a bola entre o goleiro e a linha.
Leonardo Jardim em Flamengo x São Paulo
Leonardo Jardim disse que no intervalo escreveu a palavra "agressividade" em um quadro do vestiário. O treinador português pediu mais ímpeto da equipe no campo ofensivo.
— Quando cheguei ao intervalo, escrevi uma palavra no quadro que temos dentro da nossa cabine: agressividade. Agressividade com a bola. Você analisou muito bem esse lance, porque foi justamente o exemplo que utilizei para falar sobre agressividade com a bola. Nós circulávamos a bola, mas precisávamos ter agressividade para conduzi-la para a frente, criar desequilíbrios e depois soltar os jogadores.
— Durante grande parte do primeiro tempo, o que aconteceu? Circulávamos a bola, mas apenas passávamos de um jogador para o outro. A bola ia para a direita, voltava novamente para trás e, muitas vezes, acabávamos até facilitando a pressão do São Paulo. A partir do momento em que começamos a ter essa agressividade e a conduzir a bola para a frente, o São Paulo, mesmo pressionando de um lado, já não conseguia se equilibrar do outro. Foi aí que começamos a ter um poder ofensivo maior.
— Mais do que uma questão de estratégia, faltou dinâmica, velocidade na circulação e agressividade com a bola no primeiro tempo.
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O treinador explicou a ausência de Léo Ortiz, que não tinha condições de jogar na partida contra o São Paulo. O zagueiro ficou de fora da lista de relacionados e deu lugar a Vitão no time titular, que falhou no gol de Calleri.
— Eu acho muita graça às muitas perguntas sobre o Ortiz. É um jogador que fez dois treinos, e acho que pessoas como vocês, que são entendidas de futebol, consideram normal um jogador fazer dois treinos e voltar a ser opção para um jogo. Eu acho que não.
— É um jogador importante, o risco de lesão é grande e, se arriscássemos nessa situação, seríamos incompetentes naquilo que é a gestão. Mas, com certeza, há pessoas que acham que, no futebol, nem sequer é preciso treinar. O jogador vem de férias, começa a jogar e está tudo certo. Mas, perante as minhas orientações e a minha forma de trabalhar, isso normalmente não acontece. Verificamos que até os jogadores que vieram da seleção, já com algum treino, apresentaram dificuldades. O Léo Pereira, no último jogo, já teve dificuldades e precisou sair. Acho que já estava com problemas. O Alex também apresentou algumas dificuldades.
Carrascal e Léo Ortiz durante treino do Flamengo
Na partida contra o São Paulo, uma das novidades na escalação foi a utilização de Lorran pelo lado direito. O jogador da base bateu o escanteio que deu origem ao gol de Léo Pereira. O treinador disse que o jovem teve oportunidade pelas baixas no elenco.
— Com certeza que é um jogador que nós estamos a dar algumas oportunidades, e estas oportunidades se criaram por termos alguns pontas lesionados, temos outros que foram para a seleção, foi o caso do Carrascal, foi o caso do Plata, como a causa da lesão da Arrascaeta, tivemos que migrar um pouco para as zonas interiores, por isso alguma carência nesse setor do campo, em que nós vamos tentando ultrapassar com o lançamento de jogos ou experiências como outras.
O treinador também citou as ausências de jogadores para o lado do campo no ataque, ao lembrar de Plata e Luiz Araújo. Jardim enfatizou a questão física de alguns jogadores do elenco que desfalcaram o Flamengo na partida.
— Meus amigos, se não treinarmos e não houver uma evolução física rápida, não há milagres. Mas, com certeza, vocês têm a vossa opinião. Em relação à segunda questão, estamos carentes na posição da ponta, não é? Temos o Plata de fora e o Luiz Araújo de fora. São dois jogadores importantes para nós. Para refrescar a equipe, não tínhamos mais nenhum ponta além do Cebolinha e do Lino, que tive de voltar a puxar para a ponta.
— Por isso, acho que nem sequer é uma questão de opção. É uma questão de viabilidade dentro daquilo que temos. Nem na formação do Sub-20 temos um ponta que possa nos ajudar. Se ele fosse a minha opção, se eu achasse que era a melhor opção para o momento, teria iniciado o jogo. Não teria começado o Lorran, que é o nosso jovem da formação.
Vitão, Bruno Henrique, Lino e Léo Pereira em Flamengo x São Paulo
Flamengo e São Paulo empataram em 1 a 1 neste domingo pela 20ª rodada do Brasileirão. Léo Pereira abriu o placar no Maracanã, e Calleri deixou tudo igual. O clube carioca é o vice-líder com 38 pontos.
O próximo compromisso do Flamengo será nesta quarta-feira, às 19h30, contra o Internacional pela 21ª rodada do Brasileirão.
Veja outras respostas do treinador
— Ortiz fez dois treinamentos conosco. Ele treinou apenas uma parte, no segundo ele não fez, que era a estratégia do jogo. Nosso objetivo é trazer ele para o jogo. Quando um jogador vai para uma partida, ele não treina no dia anterior. Se ele não jogar, não faz atividades por dois dias. E não é isso que o Ortiz precisa, ele precisa trabalhar para estar disponível o quanto antes, por isso não foi relacionado.
De La Cruz
— Sobre o Nico, meu português brasileiro não é muito claro, então houve algumas confusões. O Nico veio da seleção e se apresentou em condições. Ele fez trabalhos de força. Isso criou um problema muscular, que o tirou de seis a sete dias. Durante esses sete dias, ele treinou de forma muito limitada. Agora, estamos administrando as cargas para que no futuro ele esteja com a gente. Tem Arrascaeta, dois volantes para entrar no meio... não preciso sobrecarregar jogadores da mesma função no banco. Ele precisa treinar para voltar também.
— Em relação à questão estratégica na lateral direita, são dois grandes jogadores. Já disse isso várias vezes, tanto o Varela quanto o Royal. O Royal teve uma evolução muito grande de rendimento no último período, mas o Varela também é um jogador de muita qualidade. O Varela esteve dois meses com a seleção, e isso não envolve apenas a questão física, mas também a dinâmica de jogo.
— Acredito que vocês tenham visto o Uruguai. É uma forma diferente de jogar e, às vezes, vocês não têm essa sensibilidade. Um jogador que passa dois meses, ou um mês e meio, treinando com outro treinador e com referências diferentes precisa se readaptar. O Uruguai faz uma marcação homem a homem e joga com uma estratégia completamente diferente da utilizada pelo Flamengo.
Jogadores que voltaram da Copa do Mundo
— Passar de um modelo para o outro não é como abrir e fechar uma porta. É preciso recuperar a mentalidade e voltar a entender as dinâmicas da equipe. É uma readaptação às ideias do Flamengo. Mas, a médio prazo, certamente voltaremos ao que fizemos no primeiro turno, com uma alternância entre os dois jogadores. Assim, conseguimos manter o fôlego e a profundidade pelos lados do campo, principalmente pelo corredor direito.
Decepção com o resultado
— Ser jogador do Flamengo, ser treinador do Flamengo, se não vier vitórias, é decepção. Mas temos que ser honestos naquilo que foi a análise de jogo. Isso é: os jogadores ficam decepcionados pela primeira parte, porque não há aquilo que trabalhamos. Não há aquela energia, não há aquela dinâmica que eu quero que os jogadores tenham.
— Os jogadores podem fazer mais e melhor, têm feito em muitos jogos. Na segunda parte, dentro da mesma estratégia, temos uma dinâmica muito mais forte. Mais agressividade com bola, muito mais forte. E isso com certeza muda logo a forma de jogar e a velocidade do jogo.
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