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Oito famílias fazem coleta de DNA durante mobilização em busca por desaparecidos no Acre

Coleta de DNA ajuda a identificar pessoas desaparecidas

G1 — Brasil · 2026-09-28T23:02:47.000Z

Coleta de DNA ajuda a identificar pessoas desaparecidas

Oito famílias no Acre fizeram coleta de material biológico durante a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto, em todo o país.

Em Rio Branco, a coleta foi feita no Departamento de Polícia Técnico Científica - Instituto de Análises Forenses, na Avenida Antônio da Rocha Viana.

Ao g1, a diretora do Instituto de Análises Forenses, Dulcilene Luna, informou que as amostras foram coletadas e encaminhadas para análise genética, para ser feito o exame de DNA.

“As amostras serão processadas pelo Laboratório de Genética Forense conforme a ordem de processamento e a capacidade técnica e operacional do laboratório, considerando a fila de exames existentes”, explicou

Familiares de pessoas desaparecidas procuraram o IML para coleta de DNA

Arquivo/Polícia Civil do Acre

Segundo a diretora, após a obtenção e análise dos perfis genéticos, os dados serão inseridos nos Bancos de Perfis Genéticos Estadual e Nacional, na categoria correspondente a familiares de pessoas desaparecidas, como forma de possibilitar o cruzamento de dados com perfis genéticos de pessoas desaparecidas e de restos mortais não identificados.

“Caso seja identificada uma possível correspondência genética, indicando a existência de eventual vínculo de parentesco, os peritos do Núcleo de Genética Forense realizam as análises necessárias para confirmar o resultado e elaboram o laudo pericial, que é encaminhado à delegacia responsável pelo registro do desaparecimento”, detalhou.

A mobilização fez parte de uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com participação dos estados e do Distrito Federal.

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Ao todo, foram disponibilizados 334 pontos de atendimento em todo o Brasil para familiares que ainda não forneceram material genético que possa ajudar na busca e na identificação de pessoas desaparecidas.

A coleta foi feita mesmo que o desaparecimento tenha sido registrado em outro estado. Além disso, não há um prazo máximo para fornecer o material.

Quase 400 desaparecidos em 2025

O Acre registrou 386 pessoas desaparecidas em 2025, quatro a mais do que no ano anterior, e manteve uma taxa de desaparecimentos superior à média nacional. Os dados constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Embora o aumento tenha sido discreto, de 0,6% em relação a 2024, o estado alcançou uma taxa de 43,6 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes, enquanto a média brasileira foi de 39,5.

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Considerando os 365 dias de 2025, o Acre registrou média de 1,06 desaparecimento por dia. Já o número de pessoas localizadas caiu em relação ao ano anterior, passando de 371 registros em 2024 para 346 em 2025.

No cenário da Região Norte, o Acre tem a 4ª maior taxa de desaparecimentos proporcionalmente à população.

O estado acreano fica atrás apenas de Roraima (78,1), Rondônia (58,1) e Amapá (50,8), superando Amazonas (22,7), Tocantins (38,8) e Pará (12,3).

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