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VÍDEO: como os partidos recebem recursos?

CONGRESSO: Entenda os fundos eleitoral e partidário

G1 — Brasil · 2026-09-29T03:00:00.000Z

CONGRESSO: Entenda os fundos eleitoral e partidário

Você sabia que, no Brasil, empresas não podem financiar campanhas?

Para compensar essa mudança, foi criado o fundo eleitoral, o fundão, que nada mais é que uma cota paga com dinheiro público apenas em ano de disputa eleitoral. A fatia que cada partido vai receber, já foi definida lá atrás, nas eleições de 2022. Então, quanto mais deputados um partido eleger, mais dinheiro ele vai ter para investir na campanha seguinte.

Uma pequena parte desse dinheiro é dividida igualmente entre todos os partidos. Mas o que muda completamente o jogo aqui é a quantidade de deputados e senadores eleitos.

A divisão se dá da seguinte forma:

2% distribuídos igualmente entre todas as legendas registradas;

35% conforme a votação obtida para a Câmara dos Deputados;

48% de acordo com o número de deputados federais eleitos (incluindo efeitos de fusões e incorporações);

15% conforme a representação no Senado Federal.

📍 Em uma série de 50 vídeos, o g1 vai explicar os principais temas das eleições de 2026. Os conteúdos mostram como funcionam as pesquisas, explicam o papel dos cargos em disputa e o funcionamento do Congresso, e trazem orientações práticas para votar. A série também aborda o impacto das novas tecnologias na campanha, como inteligência artificial, deepfakes e influenciadores.

Um total de quase R$ 5 bilhões foi dividido por 30 partidos. Esse valor sai do orçamento do governo federal, é sugerido pela Presidência da República e votado pelo Congresso. Nesta ordem, PL, PT, União Brasil, PSD, PP e MDB vão receber a partir de R$ 400 milhões. O que acompanha o tamanho das bancadas que cada um deles formou em 2022.

Valores do "fundão 2026":

PL: R$ 881,6 milhões. A parcela destinada ao PL neste ano triplicou na comparação com 2022, quando o partido recebeu R$ 268,1 milhões;

PT: R$ 615,3 milhões- 12,4% do total. O valor é 23% superior ao recebido em 2022, quando o partido teve acesso a R$ 499,6 milhões;

União Brasil: R$ 526,2 milhões;

PSD: R$ 421 milhões;

PP: R$ 417 milhões;

MDB: R$ 400 milhões.

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Existe ainda outro tipo de recurso: o fundo partidário. Esse é o dinheiro que mantém a estrutura do partido funcionando. Ele serve para pagar funcionários, aluguel da sede, contas de água e luz.

A maior parte desse dinheiro também é distribuída conforme o desempenho das siglas. Mas há uma regra para participar dessa divisão, um percentual mínimo de votos que a legenda precisa receber para ter direito ao recurso.

Quem não atinge esse desempenho mínimo — a chamada cláusula de barreira — perde acesso ao fundo partidário e também ao direito de participar da propaganda gratuita no rádio e na televisão. Agora não existem mais as coligações.

O fundo partidário é diferente do fundão porque é pago mensalmente aos partidos, todos os anos, independentemente da eleição. Com esses valores, os partidos podem ainda pagar conteúdos na internet, passagens aéreas para não filiados, e contratação de advogados e contadores. Esse dinheiro vem do orçamento federal, de doações e multas eleitorais.

No primeiro semestre de 2026, uma média de 103,5 milhões foram distribuídos por mês para 19 partidos- R$ 5,5 milhões para cada legenda.

Existe ainda uma terceira fonte de recursos: a vaquinha virtual.

Nesta modalidade, válida desde 2018, pessoas físicas, podem doar para as campanhas por meio de sites cadastrados na Justiça Eleitoral. Há um limite de doação individual de acordo com a renda do doador.

Resumindo: o fundo partidário mantém a estrutura do partido funcionando o ano inteiro; o fundo eleitoral ajuda a financiar a disputa para as eleições; e a vaquinha virtual permite que os eleitores apoiem diretamente as siglas.

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