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PanSports oferece novo empréstimo ao Figueirense para garantir fluxo financeiro

Presidente do conselho explica entrave na SAF do Figueirense

ge — Futebol · 2026-09-29T12:16:36.000Z

Presidente do conselho explica entrave na SAF do Figueirense

A PanSports apresentou ao Figueirense uma proposta de novo empréstimo-ponte, desta vez no valor de R$ 7 milhões, para garantir o fluxo financeiro do clube durante o restante da temporada. Segundo fonte que integra o grupo, a oferta foi encaminhada na última semana e ainda precisa ser aprovada.

Estádio Orlando Scarpelli

A operação segue os mesmos moldes do empréstimo de aproximadamente R$ 3 milhões realizado em julho. Na ocasião, parte do terreno do CFT do Cambirela foi utilizada como garantia provisória, com autorização da Associação Amigos do Figueirense (Asfig), até uma eventual assinatura do contrato definitivo para aquisição da SAF.

O novo aporte aparece em meio a mais um período de dificuldades financeiras no clube. Atualmente, os jogadores receberam apenas 20% dos valores referentes à CLT do mês de agosto. Permanecem pendentes os outros 80% dos salários e também os direitos de imagem.

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A necessidade de novos recursos ocorre enquanto a PanSports ainda negocia as condições para assumir definitivamente a SAF do Figueirense. O principal entrave continua sendo a dívida com a Clave, investidora escolhida anteriormente para o projeto e que acabou se tornando credora do clube após a aquisição não ser concluída.

Na última quinta-feira, em entrevista exclusiva ao Debate Diário, o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Miranda, afirmou que a Clave tem apresentado uma cobrança na casa dos R$ 43 milhões. O dirigente também explicou que o contrato prevê juros próximos de 3% ao mês e que existe a possibilidade de parcelamento do montante.

O presidente do Conselho Deliberativo Antônio Miranda e o presidente da Associação Figueirense José Tadeu, com as pospostas em mãos

Segundo Miranda, o Figueirense trabalha com um custo mensal de aproximadamente R$ 1,5 milhão, enquanto arrecada cerca de R$ 500 mil. A diferença exige aportes próximos de R$ 1 milhão por mês para bancar despesas como salários, funcionários, manutenção do CFT e do Orlando Scarpelli, alimentação, transporte e lavanderia.

Ainda de acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, a receita mensal do programa de sócios, estimada em cerca de R$ 500 mil, é utilizada atualmente para amortizar juros da dívida com a Clave.

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Patrick Floriani / FFC

Enquanto tenta solucionar esse passivo, a PanSports busca novos investidores para viabilizar a operação. O grupo possui ao menos dois fundos de investimento interessados em participar do projeto do Figueirense, inclusive com a possibilidade de envolvimento em um empreendimento imobiliário. As conversas seguem em andamento.

A expectativa interna é de que uma solução para a negociação com a Clave permita avançar para a assinatura definitiva com a PanSports. Miranda afirmou na semana passada que espera a conclusão do processo até dezembro.

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