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Veronica Costa trocou de número de telefone durante a fuga para dificultar a localização pela polícia

‘Não sou bandida ou marginal’, diz ex-vereadora Veronica Costa ao ser presa

G1 — Brasil · 2026-09-29T12:18:49.000Z

‘Não sou bandida ou marginal’, diz ex-vereadora Veronica Costa ao ser presa

Veronica Costa, a Mãe Loira do Funk, trocou de número de telefone enquanto fugia para dificultar a localização pela polícia.

A empresária foi presa na última quinta-feira (24), após ser considerada foragida pela condenação por tortura contra o então marido. Ela está no Presídio Tavalera Bruce, em Bangu, unidade destinada a detentas com penas a cumprir.

O padrasto dela, Sebastião de Oliveira Evangelista, segue foragido.

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Foto do sistema de Veronica Costa ao ser presa

Dois sítios em Araras

A Polícia Civil do RJ já tinha descoberto que Veronica havia usado 4 carros no trajeto entre o Rio de Janeiro e a Região Serrana fluminense. No meio da fuga, a Mãe Loira também descartou o celular e ativou novas linhas, com aparelhos recém-comprados, para não ser rastreada.

Mas a Polinter já sabia que Veronica tinha deixado a capital rumo a Petrópolis. Lá, a Mãe Loira esteve em pelo menos 2 sítios.

Em um deles, agentes encontraram 2 caixas de iPhone vazias. O cerco prosseguiu, e no 2º endereço a polícia localizou Veronica e 3 parentes — todos condenados pelo crime.

Com eles, policiais acharam os iPhones com chips novos.

Veja as versões da acusação e da defesa sobre o caso

‘Não sou bandida, marginal, homicida ou corrupta’

Bruno Chaves Ribeiro, Veronica Costa, Tatiane Chaves Ribeiro e e Bruno Marcelo Bahia

Revisão do processo

A nova defesa de Veronica anunciou um pedido de revisão criminal no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A advogada criminalista Maíra Fernandes sustenta que documentos anteriores ao episódio que levou à condenação precisam ser considerados na análise do caso.

Entre eles, está um boletim de ocorrência registrado em 2010, no qual, segundo a defesa, Veronica relatou episódios de violência praticados pelo então marido.

De acordo com o documento apresentado pela advogada, Veronica afirmou à polícia que sofria agressões físicas e psicológicas e que era ameaçada com uma arma de fogo. Em um dos episódios relatados, o marido teria apontado uma arma para a cabeça dela e feito uma espécie de roleta-russa.

A defesa de Márcio Costa, representada pelo advogado Leandro Bessa, afirmou que o processo durou mais de uma década, que foram usados todos os recursos previstos em lei e que a condenação se baseou na comprovação de que ele foi submetido a um ritual de tortura com requintes de crueldade.

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