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Velório e enterro de professora morta com tiro na cabeça acontecem nesta terça; marido é suspeito de possível feminicídio

Duas armas foram apreendidas (ao centro) no caso da morte da professora Aline Bugni. Feipe Bugni, seu marido, é investigado por suspeita de feminicídio.

G1 — Brasil · 2026-09-29T13:09:50.000Z

Duas armas foram apreendidas (ao centro) no caso da morte da professora Aline Bugni. Feipe Bugni, seu marido, é investigado por suspeita de feminicídio.

O velório da professora Aline Bugni, de 31 anos, será realizado nesta terça-feira (29), no Cemitério Municipal de Cajamar, na Grande São Paulo. A cerimônia ocorrerá das 10h às 12h. O sepultamento acontece em seguida, no mesmo local.

Aline foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no último domingo (27), no quarto da casa onde morava com o marido, o policial penal Felipe Bugni, 40 anos, e a filha do casal, de 6.

Felipe é investigado por suspeita de feminicídio. Ele afirma que Aline cometeu suicídio, mas a principal hipótese da Polícia Civil é a de assassinato. O caso foi registrado como morte suspeita.

Polícia investiga morte de mulher de policial penal em Cajamar

Felipe está preso preventivamente por determinação da Justiça por ter agredido o pai e o irmão de Aline e por violência psicológica contra a mulher.

Fotos obtidas pela equipe de reportagem mostram duas armas e quatro carregadores apreendidos no quarto. As armas estavam debaixo da cama. Nas imagens é possível ver um projétil sobre a cama e uma marca de disparo na parede.

Polícia tenta identificar se a marca do disparo na parede é do mesmo tiro que matou Aline. O projétil ficou sobre a cama.

A polícia ainda tenta identificar se a marca do disparo na parede é do mesmo tiro que matou Aline. A Polícia Técnico-Científica faz exames para esclarecer essa dúvida.

Outra imagem, feita após a chegada dos socorristas, mostra Aline caída no chão, com as duas mãos vazias e sem nenhuma arma por perto. A foto não será divulgada na reportagem por ser considerada forte.

Filha estava em casa

Arthur Bugni é suspeito de matar esposa Aline Bugni

A filha do casal contou a profissionais de saúde que estava no quarto quando os pais discutiram. Depois do disparo, viu a mãe caída no chão. A menina então chamou o avô, que mora no andar debaixo da casa, e disse que a "mãe morreu".

Horas antes da morte, o pai de Aline, José dos Santos, de 65 anos, havia chamado a Guarda Civil Municipal (GCM). Segundo o relato feito à polícia, Felipe teria usado spray de pimenta contra a porta e a janela da casa do sogro. Os agentes foram ao local, conversaram com o policial penal e depois foram embora.

Tiago e José, respectivamente, irmão e pai de Aline. Os dois foram agredidos por Felipe, marido da professora.

Lucas Jozino/TV Globo

Após isso, ocorreu o disparo. José e Tiago Santos, irmão de Aline, contaram que foram agredidos com socos por Felipe quando entraram na casa. A Polícia Militar (PM), que havia sido chamada para atender a ocorrência, deteve o policial penal por agressão e ameaça.

A família afirma que Aline queria se separar de Felipe e nega que ela tivesse intenção de tirar a própria vida.

A equipe de reportagem tenta contato com a defesa de Felipe para comentar o assunto.

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