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Em Fortaleza, Lula defende soberania e questiona: ‘Vamos eleger vira-lata que fica puxando saco do Trump?’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira (29), durante discurso em Fortaleza (CE), políticos que, segundo ele, “ficam puxando saco” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

G1 — Brasil · 2026-09-29T16:02:20.000Z

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira (29), durante discurso em Fortaleza (CE), políticos que, segundo ele, “ficam puxando saco” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Lula, contudo, não citou nominalmente o adversário político, senador Flávio Bolsonaro (PL), que também concorre, nas eleições deste ano, à Presidência da República.

Ao defender a soberania brasileira, Lula afirmou que o pleito deste ano vai definir se o país será “dono do seu quintal” ou permitirá que outros países deem “palpite” em decisões nacionais.

“É isso que está em jogo: se o Brasil vai ser dono do seu quintal ou se vai vir alguém aqui dar palpite na nossa vida; se vamos eleger uma pessoa que tem caráter, que tem biografia e que tem compromisso com o Brasil ou vira-lata que fica puxando saco do Trump. É isso que está em jogo”, afirmou Lula.

Lula, candidato do PT à reeleição, teve agenda em Belém

Ao longo do discurso, Lula comparou ações de seus governos com as da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro.

Na sequência, o presidente relacionou a defesa da soberania à exploração das reservas de terras raras e minerais críticos do país.

Lula afirmou ainda que esses recursos devem ser explorados, transformados e industrializados no Brasil.

“Tenho certeza que vocês querem que as terras raras e os minerais críticos sejam explorados, transformados, industrializados por nós”, disse.

Lula em evento de campanha em Belém

A declaração desta terça se soma a uma série de falas recentes de Lula sobre Trump e uma eventual interferência estrangeira nas eleições brasileiras.

Na terça passada (22), durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Lula defendeu a soberania brasileira e afirmou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.

Sem citar Trump nominalmente nesse trecho, o presidente também disse que o país não permitiria interferências externas no processo eleitoral.

“Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano”, afirmou Lula na ONU.

Dois dias depois, na quinta (24), em um comício em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Lula citou Trump nominalmente e afirmou que o presidente americano iria “perder” caso tentasse interferir no pleito brasileiro.

“Esse país que eu tenho dito para o Trump que, nas eleições daqui, se ele meter a mão, vai perder aqui as eleições. A gente não vai aceitar a ingerência de ninguém”, disse na ocasião.

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