ITATIBA1

'É meu milagre': mulher que continua grávida após curetagem revela alegria, mas teme voltar a hospital

Paciente descobre gravidez após curetagem no Hospital Estadual de Sumaré

G1 — Brasil · 2026-09-29T15:56:20.000Z

Paciente descobre gravidez após curetagem no Hospital Estadual de Sumaré

Aos oito meses de gestação, a mulher de 40 anos que descobriu estar grávida mesmo após passar por uma curetagem no Hospital Estadual de Sumaré (HES) relatou que vive um misto de alegria e medo de ter que retornar à unidade de saúde.

Enquanto se prepara para a chegada da filha, a paciente afirma que o acompanhamento no ambulatório tem sido insuficiente. Ela contou que é atendida por médicos diferentes a cada visita, em consultas que duram poucos minutos, e que ocorrem sucessivos cancelamentos de agendamentos sob a justificativa de falta de médicos.

"Quando eu sentir dor e tiver que ir para o hospital, para onde eu vou? O medo de voltar a um hospital onde foi cometido um erro muito sério. Mas a minha maior alegria está sendo ter ela. É o meu milagre", afirma.

Este é o segundo caso envolvendo pacientes que permaneceram grávidas após serem submetidas à limpeza uterina no mesmo hospital estadual. Em agosto, uma moradora descobriu o bebê vivo um mês após receber o diagnóstico de aborto espontâneo.

Em nota, o Hospital Estadual de Sumaré lamentou o ocorrido e informou que uma sindicância está em andamento para apurar a conduta da equipe relacionada ao atendimento da paciente. Segundo a unidade, caso sejam constatadas irregularidades, medidas cabíveis serão adotadas.

Sobre o caso denunciado em agosto, o hospital informou que a investigação ainda não foi concluída.

Diagnóstico e procedimento

Paciente de 40 anos está na 35ª semana de gestação após passar por uma curetagem no Hospital Estadual de Sumaré e descobrir depois do procedimento que permanecia grávida

Em fevereiro, a paciente realizou um exame particular de ultrassonografia e o laudo apontou uma "gestação tópica não evolutiva", quadro em que não há formação embrionária.

A mulher, então, foi encaminhada ao Hospital Estadual de Sumaré e passou por novos exames que atestaram o problema.

No dia 25 de fevereiro, ela passou pelo procedimento de curetagem uterina sob anestesia. A médica responsável orientou que a paciente retomasse a rotina normal e os medicamentos fortes que utilizava antes da gravidez.

Apesar da alta, a paciente continuou sentindo dores intensas e cólicas nas semanas seguintes, e a mãe da paciente sugeriu que ela passasse por uma nova avaliação na Maternidade de Campinas.

Durante o novo ultrassom, 19 dias após a curetagem, a equipe médica foi surpreendida ao encontrar um feto com os batimentos normais. O exame concluiu que ela estava grávida de, aproximadamente, sete semanas e três dias.

"Na hora que fez a ultrassom, coraçãozinho batendo, eu já comecei a chorar. A médica falou para eu ficar calma", contou a mãe.

Depois disso, ela retornou ao Hospital Estadual de Sumaré e o médico determinou o início imediato do pré-natal de alto risco na unidade, devido ao trauma da cirurgia e ao histórico de prematuridade da paciente.

Paciente alega falta de assistência

Hospital Estadual de Sumaré

Apesar da gravidade do caso, a paciente alega que o acompanhamento no ambulatório tem sido insuficiente. Ela afirmou que é atendida por médicos diferentes a cada visita, em consultas que duram poucos minutos.

Além disso, segundo a mulher, desde agosto tem ocorrido cancelamentos sucessivos de agendamentos sob a justificativa de falta de médicos.

Ela contou que o receio aumentou após um acidente de carro durante a gestação. A paciente relatou que bateu a cabeça, apresentou sangramento e procurou atendimento, mas foi orientada a buscar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Questionado, o Hospital Estadual de Sumaré informou que a paciente faz acompanhamento de pré-natal e uma consulta será feita na próxima quarta-feira.

Grávida descobre que bebê está vivo 1 mês após médico falar de aborto

VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região

Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Leia no Itatiba1 →