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Candidatos ao governo de SC estão no estúdio da NSC TV para debate
G1 — Brasil · 2026-09-30T03:17:48.000Z
Candidatos ao governo de SC estão no estúdio da NSC TV para debate
A NSC TV realizou nesta terça-feira (29) debate com candidatos ao governo de Santa Catarina. O encontro, na sede da emissora em Florianópolis, durou cerca de 2 horas e foi marcado por embates envolvendo declarações sobre investigações policiais e propaganda eleitoral. Os postulantes ao cargo ainda apresentaram propostas em áreas como infraestrutura, saúde, educação, violência contra a mulher, economia e rodovias.
Participaram os candidatos: Gelson Merisio (PSB), João Rodrigues (PSD), Jorginho Mello (PL) e Ralf Zimmer (PRD). Foram convidados os quatro candidatos cujos partidos, chapas e coligações têm representação no Congresso Nacional, de, no mínimo, cinco parlamentares, conforme legislação eleitoral.
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Quem são os candidatos a governador de Santa Catarina
O debate mediado pelo jornalista Fabian Londero foi dividido em quatro blocos: dois com perguntas de temas livres entre candidatos e outros dois com temas determinados por sorteio. Ao final, cada político teve 2 minutos para as considerações finais.
🔍 As eleições deste ano acontecem em 4 de outubro. Caso nenhum dos candidatos obtenha 50% + 1 dos votos haverá em 25 de outubro a votação em 2º turno entre os dois mais bem votados.
Debate candidatos a governador de SC - Bloco 1
O primeiro bloco foi marcado pelo embate entre João Rodrigues e Jorginho Mello sobre acusações feitas na propaganda eleitoral. Gelson Merísio usou a segurança pública e incitação à violência como reflexo no turismo no estado. Ainda houve críticas ao presidente Lula e discussões sobre temas de repercussão federal como o fim das bets e da escala 6x1.
O debate começou com Gelson Merísio questionando João Rodrigues sobre segurança pública e exaltação à violência, apontando esses fatores como um reflexo no turismo em Santa Catarina. Rodrigues discordou em parte da resposta, falando em casos extremos isolados e reforçando que o estado é seguro. Respondeu também citando alta de dados de feminicídio e apontando que há a falta de uma política de estado para acolher vítimas de agressão.
João Rodrigues questionou Jorginho Mello o motivo do candidato ter usado o tempo de campanha eleitoral para fazer supostas acusações de corrupção contra ele ao longo da última semana. Em resposta, Mello negou ter feito os ataques e afirmou que, na verdade, ele próprio foi vítima de mentiras ao longo da disputa eleitoral.
Jorginho pergunta a Ralf Zimmer sobre falas do presidente Lula (PT) sobre Santa Catarina a qual considerou ofensivas. Zimmer concordou dizendo que o presidente "ofende o estado" e que a realidade catarinense é diferente da retratada por Lula. Em seguida, o candidato à reeleição ao governo destacou que o turismo em Santa Catarina aumentou nos últimos anos e diz que não é possível aceitar insultos do presidente.
O bloco encerrou com Ralf Zimmer questionando Merísio sobre a proibição das de bets e redução da escala de trabalho para 5x2. Merísio disse concordar com diminuir a carga de trabalho dos brasileiros e destacou a importância do descanso. Ralf citou preocupação sobre a compensação para os menores empresários após uma possível mudança na lei trabalhista.
Debate candidatos a governador de SC - Bloco 2
O segundo bloco teve rodada com temas determinados por sorteio. Os assuntos foram: violência contra a mulher, prevenção a desastres climáticos, gestão do saneamento básico e atração de investimentos.
Zimmer criticou a política criminal e a ação do estado para reduzir e combater casos de violência contra a mulher e feminicídios. Jorginho respondeu que no estado os casos aumentaram nos últimos 20 anos e que “está fazendo o que pode” citando ações governamentais para empoderar e incentivar mulheres a sair do ciclo de violência, como financiamento para abertura de empresas, salas lilás em delegacias e botão do pânico.
Jorginho Mello questionou Ralf Zimmer se, caso seja eleito, dará continuidade aos programas governamentais de prevenção de desastres climáticos. Zimmer avaliou que a iniciativa está dando certo, assim como outras ações, e defende a continuidade do programa, assim como ações conjuntas.
Merísio criticou o pequeno crescimento do estado em relação aos dados de saneamento básico e, logo depois, questionou João Rodrigues sobre propostas sobre o tema, caso eleito. Rodrigues lembrou o episódio recente sobre a falta de água em Florianópolis, defendeu melhoria na gestão estadual e afirmou que irá privatizar a Casan.
João Rodrigues pergunta a Gelson Merísio acessibilidade das rodovias catarinenses para garantir o escoamento da produção e atrair indústrias de grande porte. Merísio destacou que Santa Catarina é o estado mais competitivo do Brasil e que esse reconhecimento foi construído pelos catarinenses ao longo dos anos. Reforçou que é necessário alinhar as ações do governo estadual com o governo federal para recuperar a malha viária.
Com o retorno para perguntas sobre temas livres, o bloco foi marcado por alfinetadas entre os candidatos, que citaram questões como a declaração de Jorginho Mello sobre o caso cão Orelha, a destinação de recursos públicos para rádios de filhas de João Rodrigues.
Gelson Merísio cobrou Jorginho Mello para esclarecer uma afirmação feita pelo governador durante as investigações da morte do cão Orelha, onde citou "provas de embrulhar o estômago". Perguntou também sobre a conclusão do caso. O candidato à reeleição respondeu que a declaração foi baseada após ver notícias do ocorrido durante o café da manhã. Reiterou a ação da Polícia Civil e apontou que foi o Ministério Público quem pediu o arquivamento. Merísio discordou da resposta sobre a origem da declaração feita na rede social X.
João Rodrigues questionou Ralf Zimmer sobre problemas relacionados à dependência química da população em situação de rua. Zimmer reforça que esse é um fenômeno mundial e que não existe uma “bala de prata” para resolver a situação. Rodrigues diz que, caso seja eleito governador, pretende criar um programa a exemplo do que fez em Chapecó. Zimmer comentou que nem tudo o que é aplicado em Chapecó pode ser replicado nas demais cidades.
Jorginho Mello, citando os programas "Estrada" Boa e "Estrada Boa Rural", perguntou a Gelson Merísio se ele dará continuidade ao projeto, caso seja eleito. Ao responder, Merísio relembrou o aumento na arrecadação, mas criticou a falta de investimento em diversas rodovias, destacando, por exemplo, a falta da duplicação entre Blumenau e Brusque. Na tréplica, o candidato também afirmou que "dava para fazer muito mais" com dinheiro em caixa em Santa Catarina.
Ralf Zimmer pergunta a João Rodrigues sobre o envio de aproximadamente R$ 30 mil para uma das rádios de suas filhas. Rodrigues respondeu que as filhas têm emissoras de rádio e afirma que, em cinco anos de mandato como prefeito, destinou a elas cerca de R$ 33 mil em mídia técnica. Aproveitou a pergunta para questionar Jorginho Mello sobre a origem do dinheiro recebido pelo filho.
O quarto e último bloco teve nova rodada com temas determinados por sorteio. Os assuntos foram: saúde, infraestrutura, educação e relação com o governo federal.
João Rodrigues abriu o bloco questionando os dados de propaganda institucional de realização de cirurgias e criticando que ainda há pessoas na fila por procedimentos e mulheres à espera de atendimentos ginecológicos. Jorginho disse que realizou na gestão mais de 1 milhão de cirurgias e reduziu prazo de espera nas filas, além da reforma de hospitais e atualização nos valores investidos. Os dois ainda discordaram sobre gestão e investimentos no Hospital Regional de Chapecó.
Gelson Merísio criticou a propaganda do governo do estado e perguntou a João Rodrigues sobre como fazer a infraestrutura de Santa Catarina avançar de forma efetiva. Rodrigues afirma que um gestor público "precisa despolitizar o governo" e defender os interesses do estado prometendo que, caso seja eleito governador, irá propor a duplicação da BR-282 e a conclusão das obras nas BR-470 e BR-280.
Ralf Zimmer perguntou o Merísio se ele irá manter o programa "Universidade Gratuita", criado no governo atual. Ao responder, listou problemas na educação catarinense e questionou se o programa é "gratuito para quem?", afirmando que a iniciativa não seria para todos. Zimmer, então, afirmou que, se eleito, irá "trancar o programa para reverter para o salário dos professores".
Jorginho Mello questiona Ralf Zimmer sobre qual será a relação dele com o governo federal se for eleito. Zimmer pondera que "dialogar" é "conversa fiada" quando se trata da relação de Santa Catarina com Brasília. Disse ainda que, caso eleito, irá notificar o governo federal por meio de cartório, independentemente de quem ocupe a Presidência da República.
*Esta reportagem está em atualização
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