ITATIBA1

Candidatos ao governo no PI discutem abastecimento de água, saúde, segurança pública e mais em debate na TV Clube

A TV Clube realizou, nesta terça-feira (29), um debate com candidatos ao Governo do Piauí. O encontro aconteceu em um estúdio da Rede Clube, em Teresina, iniciando às 22h15, com mediação do jornalista Paulo Renato Soares. A transmissão foi…

G1 — Brasil · 2026-09-30T03:17:25.000Z

A TV Clube realizou, nesta terça-feira (29), um debate com candidatos ao Governo do Piauí. O encontro aconteceu em um estúdio da Rede Clube, em Teresina, iniciando às 22h15, com mediação do jornalista Paulo Renato Soares. A transmissão foi ao vivo pela TV, pelo g1 e pelas rádios da emissora.

Encontro ocorreu às 22h15, com transmissão ao vivo pela TV e pelo g1, e foi mediado pelo jornalista Paulo Renato Soares.

Participaram os candidatos convidados de partidos que possuem, no mínimo, cinco representantes no Congresso Nacional. Eles discutiram temas de interesse público previamente definidos e temas livres, escolhidos entre eles.

Os seguintes temas sorteados foram discutidos: segurança pública, abastecimento de água, dívida pública, juventude, saúde pública, energias renováveis, meio ambiente, agricultura familiar, combate às facções,

Entre os temas livres escolhidos, os candidatos falaram sobre: saúde, moradia, segurança, geração de emprego, valorização docente, abastecimento de água, funcionalismo público,

Veja quem são os candidatos a governador, senador, deputado federal e estadual no PI

Eleições 2026 no Piauí

Participaram os seguintes candidatos (conforme ordem nas pesquisas):

Rafael Fonteles (PT)

Joel Rodrigues (PP)

Dra. Lúcia Santos (PSDB)

Professor Gisvaldo (PSOL)

Elizeu Aguiar (NOVO)

Candidatos ao governo no PI discutem abastecimento de água, saúde e segurança pública em debate na TV Clube

A iniciativa busca ampliar o espaço para a discussão de propostas e contribuir para que os eleitores conheçam os concorrentes.

O debate terá quatro blocos. Os candidatos vão discutir temas de interesse público como saúde, segurança pública, educação e infraestrutura, nos blocos 2 e 4; além de temas livres, escolhidos entre eles, nos blocos 1 e 3.

A ordem em que os candidatos farão as perguntas foi definida anteriormente em sorteio, com a presença de representantes dos partidos.

Ao final, os candidatos terão dois minutos para as considerações finais.

Veja o primeiro bloco do debate entre candidatos ao governo pelo Piauí na TV Clube

Abrindo o primeiro bloco, Dra. Lúcia começou questionando ao governador Rafael Fonteles sobre a prioridade os gastos de recursos saúde, criticando os investimentos para o programa Piauí Saúde Digital.

Rafael Fonteles respondeu que, na verdade, os investimentos na saúde pública aumentaram, inclusive a digitalização da saúde, que favorece a flexibilização de consultas.

Na réplica, a candidata afirmou que o candidato redirecionou recursos que seriam para aquisição de medicamentos e outras coisas essenciais e investindo em algo que não representa, ao seu ver, uma melhora real para a população.

Rafael retrucou que a candidata não faz uso do Piauí Saúde Digital, reforçando que é um serviço gratuito e instantâneo, associando a colocação da candidata como "desespero da oposição".

Na segunda rodada, Gisvaldo questionou Joel Rodrigues se o modelo de gestão adotado em Teresina seria levado para o Governo do Piauí.

Em resposta, Joel afirmou que possui outras experiências na gestão pública, citando sua atuação como prefeito de Floriano e destacando ações que, segundo ele, foram realizadas durante sua administração no município.

Na tréplica, Gisvaldo afirmou que o modelo de gestão do grupo político de Joel não é satisfatório e que, na prática, segue uma linha semelhante à do governador Rafael Fonteles, especialmente no que diz respeito às privatizações.

Joel respondeu que chega à disputa com coragem para enfrentar o que chamou de “máquina estadual”. Disse ainda que trabalha com sensibilidade e destacou que, se eleito, buscará promover uma integração entre o Estado e os municípios, independentemente do grupo político ao qual pertençam.

Elizeu Aguiar iniciou a terceira rodada questionando a candidata Lúcia Santos sobre o problema da falta d’água no estado. Eles perguntou o que a candidata fará caso eleita.

Lúcia Santos respondeu que o subsolo do Piauí possui reservatórios suficientes para o abastecimento de água. Defendeu a construção de adutoras no estado e revisar os contratos com a empresa Águas do Piauí.

Na réplica, Elizeu Aguiar disse que o problema poderá ser resolvido com a transição das águas do Rio São Francisco, que abastecerá barragens da região Sul do estado, construindo o que chamou de “Cinturão das Águas”, com a perenização de rios.

Na tréplica, a candidata Lúcia Santos disse que as propostas precisam ser executadas para que os problemas da população sejam resolvidos. Ela também comentou sobre questões relacionadas à Segurança Pública e valorização profissional de categorias.

Na quarta rodada de perguntas, o candidato Rafael Fonteles (PT) questionou Elizeu Aguiar (Novo) sobre a manutenção do programa Casa Legal, que, segundo o governador, entregou 100 mil registros de imóveis, além do Orçamento Participativo Digital (OPA), por meio do qual comunidades podem indicar e votar em obras a serem executadas. Fonteles perguntou se Elizeu pretende extinguir, manter ou ampliar os projetos.

Elizeu respondeu que pretende avaliar os contratos dos programas para identificar quem está na ponta responsável pela execução das obras. Segundo ele, essa análise permitirá verificar a legalidade dos contratos. Em seguida, rebateu Rafael ao afirmar que o governador prometeu moradias durante o projeto de revitalização do Centro, mas que elas não saíram do papel.

Ao responder, Rafael Fonteles afirmou que sua pergunta não foi respondida e destacou que os programas criados em sua gestão contam com o apoio do Tribunal de Justiça do Piauí. O governador também disse que, caso seja reeleito, pretende ampliar a meta do Casa Legal para 200 mil registros e expandir a atuação do OPA, alcançando mais cidades e com um orçamento maior.

Encerrando a rodada, Elizeu afirmou que o OPA é um programa político e criticou o fato de, segundo ele, a iniciativa estar concentrada em cidades maiores, deixando os municípios menores de fora. O candidato também fez críticas aos empréstimos contratados durante a gestão de Rafael Fonteles.

Na última rodada, Joel Rodrigues questionou ao Professor Gisvaldo sobre quais as propostas do candidato para geração de empregos.

O candidato respondeu que é necessário romper com a matriz do agronegócio, seguindo um modelo mais voltado ao polo industrial juntamente com equilíbrio ambiental, fazendo investimentos na indústria, garantindo uma grande quantidade de empregos.

Na réplica, Joel afirmou que é preciso adotar um ICMS competitivo, descobrir a vocação de cada região e levar escolas técnicas voltadas para região.

Em sua tréplica, Professor Gisvaldo criticou o atual governo do estado, sobretudo a forma como lidam com a questão ambiental, afirmando que o candidato à reeleição é um dos gestores que mais comprometeram o meio ambiente.

Veja o segundo bloco do debate entre candidatos ao governo pelo Piauí na TV Clube

Elizeu Aguiar iniciou o segundo bloco e questionou Rafael Fonteles sobre segurança pública, tema sorteado. O candidato citou uma denúncia relacionada a um posto policial em Santa Teresa, que, segundo ele, não contaria com efetivo suficiente. Afirmou ainda que, após a denúncia, o posto teria sido “maquiado”.

Em resposta, Rafael Fonteles afirmou que dobrou o efetivo da segurança pública e citou um aumento de 101%. Disse ainda que foi o governador com o maior número de nomeações de policiais, além de destacar operações integradas, prisões de criminosos e a redução dos índices de violência no Piauí. Segundo Rafael, o Estado é atualmente o oitavo menos violento do país, mas afirmou que pretende colocá-lo entre os três primeiros.

Na réplica, Elizeu Aguiar afirmou que o policial militar do Piauí recebe o pior salário do Brasil. O candidato também defendeu o fechamento das vias nas divisas entre os estados e questionou como o governo pretende conter a entrada de integrantes de organizações criminosas por essas regiões.

Na tréplica, Rafael Fonteles afirmou que seu governo vem reduzindo os índices de violência no Estado. Disse que pretende fazer com que o Piauí alcance uma taxa inferior a 10 homicídios por 100 mil habitantes. Além do combate à criminalidade, afirmou que pretende ampliar o acesso dos jovens ao lazer, como forma de evitar que sejam cooptados pelo crime organizado.

Na segunda rodada do segundo bloco, Rafael Fonteles perguntou ao candidato Joel Rodrigues se ele conseguiu resolver o problema do abastecimento de água na cidade de Floriano enquanto foi prefeito do município durante o período de 14 anos.

Joel Rodrigues respondeu que a responsabilidade pelo abastecimento era da empresa Agespisa, órgão estadual. Ele disse que visitou comunidade para assistir a população com o serviço simplificado de sistema de água.

Na réplica, Rafael Fonteles disse que Joel Rodrigues não resolveu o problema do abastecimento e que a concessão é de competência do município. Ele afirmou que as obras hídricas são de competência das gestões e que o candidato enquanto prefeito não conseguiu resolver a problemática no período em que foi prefeito.

Na tréplica, Joel Rodrigues pontuou que a responsabilidade não era do município e afirmou que foi a Brasília em busca de recursos para captar investimentos referentes a ação de abastecimento e esgotamento sanitário na cidade.

Professor Gisvaldo questionou Lúcia Santos sobre a saúde pública. O candidato questionou a gestão dos hospitais regionais do Piauí por empresas privadas e perguntou qual é a posição da candidata em relação ao modelo de privatização.

Em resposta, Lúcia Santos afirmou que pretende retirar as empresas privadas da gestão dos hospitais regionais e reestruturar as unidades. Segundo ela, a atuação de empresas privadas dificulta uma ação mais efetiva dos médicos, uma vez que, conforme afirmou, essas empresas têm como objetivo o lucro.

Na réplica, Gisvaldo afirmou que a privatização dos hospitais seria um “crime político”. O candidato também citou as filas e o tempo de espera enfrentados pela população para a realização de exames de alta complexidade. Disse ainda que, se eleito, pretende romper “radicalmente” com a política de privatização.

Na tréplica, Lúcia Santos afirmou que, além da questão da privatização, pretende atuar também diante da falta de assistência às crianças atípicas.

Joel Rodrigues questionou a dívida pública do Piauí e dirigiu a pergunta a Elizeu Aguiar. Durante sua fala, afirmou que, na gestão de Rafael Fonteles, mais de R$ 24 bilhões foram obtidos por meio de empréstimos e criticou o endividamento do estado.

Em resposta, Elizeu afirmou que o maior endividamento da história do estado ocorreu na gestão de Rafael Fonteles e alegou que nenhuma obra de grande porte foi realizada com os recursos obtidos por meio dos empréstimos ao longo dos quatro anos de governo.

Joel destacou sua gestão como prefeito de Floriano, afirmando ter ampliado o acesso à água e ao esgotamento sanitário no município. Segundo o candidato, caso eleito, irá articular com as bancadas federal e estadual, independentemente de quem estiver na Presidência da República, para viabilizar a construção e a conclusão de adutoras no Piauí.

Para encerrar, Elizeu afirmou que os empréstimos contratados durante a gestão de Rafael Fonteles geram juros de até R$ 10 milhões por mês e que as dívidas do estado devem se estender até 2050. O candidato voltou a afirmar que nenhuma obra de grande relevância foi executada com os recursos obtidos por meio desses financiamentos.

Sobre juventude, na última rodada, Dra. Lúcia perguntou ao candidato professor Gisvaldo sobre as propostas do candidato para trazer uma educação de qualidade para o jovem, garantindo assim um futuro promissor no mercado de trabalho.

Professor Gisvaldo respondeu que pretende mudar a 'política nefasta de apontar arma para o jovem' devendo garantir investimentos para juventude, voltado também para a produção cultural dos jovens, disponibilização de cursos profissionalizantes e bolsas de estágio pelo estado.

Na réplica, a candidata afirma que a juventude piauiense não tem acha espaço no mercado de trabalho e sai do estado, afirmando que empregos dependem de educação, e o estado do Piauí seria falho nisso, fazendo inclusive com que os jovens sigam para o caminho do crime.

Em sua tréplica, o candidato afirmou que irá mudar a forma como o ensino integral é abordado, sobretudo o formato de ensino nas escolas em tempo integral, garantindo a continuidade das aulas mas também à presença de atividades sócio culturais, para assim, o jovem ter uma formação completa.

Veja o terceiro bloco do debate entre candidatos ao governo pelo Piauí na TV Clube

O Professor Gisvaldo perguntou ao candidato Rafael Fonteles sobre a remuneração dos professores da rede pública estadual. Afirmou que o Piauí possui o pior salário da categoria.

Rafael Fonteles disse que tem uma renda superior à média do estado do Piauí, que o cidadão paga impostos e que os servidores recebem cerca de R$ 5 mil. Ele disse que concedeu aumentos sucessivos acima da inflação sem prejudicar o equilíbrio das contas públicas.

Na réplica, Professor Gisvaldo falou o valor do salário do governador em cerca de R$ 35 mil. Ele comparou a renda per capita dos estados do Ceará e do Maranhão, que segundo ele pagam um salário maior aos professores da rede pública estadual.

Na tréplica, Rafael Fonteles disse que o Professor Gisvaldo recebe cerca de sete vezes mais que a média da população. Rafael Fonteles disse que não é possível conceder o aumento salarial reivindicado pelos sindicatos.

Em seguida, o candidato Elizeu Aguiar (Novo) escolheu Joel Rodrigues (PP) e perguntou sobre geração de emprego e renda no Piauí.

Joel afirmou que pretende atrair grandes investimentos para o estado por meio da redução do ICMS, tornando o Piauí mais competitivo e aproximando a alíquota da média praticada pelos demais estados do Nordeste até 2029. Além disso, defendeu a necessidade de compreender as cadeias produtivas, identificar as características de cada região e ampliar o acesso ao crédito e à qualificação.

Em resposta, Elizeu criticou o tamanho da máquina pública estadual, afirmando que há secretarias em excesso para um estado com poucos municípios. O candidato prometeu reduzir a estrutura administrativa para economizar recursos e, posteriormente, diminuir o ICMS, que, segundo ele, é o segundo maior do Brasil.

Joel voltou a abordar a situação dos jovens que deixam o Piauí em busca de melhores oportunidades. Segundo o candidato, os piauienses querem estudar, mas também precisam de oportunidades de trabalho. O candidato do PP também criticou novamente os problemas relacionados ao abastecimento de água no estado.

Joel Rodrigues questionou Elizeu Aguiar sobre o endividamento público e seus impactos no abastecimento de água do Piauí. O candidato perguntou se a responsabilidade pela situação seria dos prefeitos ou do Governo do Estado.

Em resposta, Elizeu Aguiar afirmou que a responsabilidade é do governo. Disse ainda que, se eleito, pretende refazer a transposição para São Raimundo Nonato, construir adutoras para atender 53 municípios e perenizar o rio Canindé.

Na réplica, Joel Rodrigues afirmou que, se eleito, pretende revisar contratos para alinhar subsídios destinados à construção de adutoras no Estado.

Na tréplica, Elizeu Aguiar afirmou que o Piauí precisa ter atenção especial à questão hídrica. O candidato citou ainda os poços jorrantes e afirmou que eles não são utilizados de forma satisfatória.

No terceiro bloco, Rafael Fonteles perguntou à Dra. Lúcia Santos quais suas propostas para pessoas com deficiências e pessoas neurodivergentes.

A candidata respondeu que pretende criar uma instituição especializada no atendimento de crianças atípicas, contando com uma equipe multidisciplinar, incluindo psicopedagogo, terapeuta ocupacional e psicólogo.

Em sua réplica, Rafael Fonteles afirmou que o Piauí já é uma referência em cuidado e atendimento das pessoas com deficiências, dando exemplos de projetos da capital e afirmando que pretende descentralizar esse atendimento. O candidato também comentou sobre as medidas para garantir vagas no mercado de trabalho para pessoas neurodivergentes.

Na tréplica, Dra. Lúcia informou que pretende estimular a iniciativa privada para empregar pessoas com deficiências para cargos, segundo ela, coniventes com sua deficiência. Ela aproveitou para criticar uma suposta lei que 'obriga empresários a empregar ex-presidiários'.

Dra. Lúcia Santos perguntou ao candidato Professor Gisvaldo sobre o tratamento dado ao servidor público estadual. Questionou sobre como os profissionais serão valorizados caso seja eleito.

Professor Gisvaldo criticou o atual governo, afirmou que os servidores sofrem com a desvalorização e que a mesa de negociações sobre a recomposição salarial está paralisada.

Disse que, se eleito, será criada uma política de reajuste permanente, criação de uma mesa permanente de negociação e assegurar o cumprimento do plano de cargos, carreira e salários.

Na réplica, Dra. Lúcia Santos disse que o atual governo priorizou a contratação de terceirizados e comissionados, aumentando as despesas. Ela afirmou que o estado não realizou concursos públicos na atual gestão.

Na tréplica, Professor Gisvaldo disse que os servidores públicos da Universidade Estadual do Piauí sofreram com a decretação da ilegalidade da greve para reivindicações salariais. O candidato disse que teve o salário cortado durante a paralisação.

Joel Rodrigues questionou Elizeu Aguiar sobre o endividamento público e seus impactos no abastecimento de água do Piauí. O candidato perguntou se a responsabilidade pela situação seria dos prefeitos ou do Governo do Estado.

Em resposta, Elizeu Aguiar afirmou que a responsabilidade é do governo. Disse ainda que, se eleito, pretende refazer a transposição para São Raimundo Nonato, construir adutoras para atender 53 municípios e perenizar o rio Canindé.

Na réplica, Joel Rodrigues afirmou que, se eleito, pretende revisar contratos para alinhar subsídios destinados à construção de adutoras no Estado.

Na tréplica, Elizeu Aguiar afirmou que o Piauí precisa ter atenção especial à questão hídrica. O candidato citou ainda os poços jorrantes e afirmou que eles não são utilizados de forma satisfatória.

No último bloco, o candidato Rafael Fonteles (PT) perguntou à candidata Lúcia Santos (PSDB) sobre as propostas para aproveitar o potencial do Piauí na produção de energia solar e eólica.

Lúcia afirmou que pretende utilizar a energia limpa como ferramenta para impulsionar o desenvolvimento do estado, oferecendo crédito para a implantação de sistemas de energia solar e eólica. A candidata também disse que não irá taxar poços nem a energia solar e declarou que não pretende investir em projetos de hidrogênio verde e no Porto do Piauí, por considerá-los inviáveis para o estado.

Em resposta, Rafael Fonteles afirmou que o Piauí é o terceiro maior produtor de energia eólica do Brasil e defendeu a necessidade de ampliar a geração de empregos por meio da indústria de energia limpa. Segundo o candidato, além de produzir energia, o estado precisa agregar valor à cadeia produtiva e criar mais postos de trabalho. Fonteles também classificou como falsas as informações sobre uma suposta taxação de poços e da energia solar no Piauí.

Na tréplica, Lúcia afirmou que a atual gestão recorreu da decisão liminar que derrubou a taxação da energia solar excedente. A candidata também criticou os investimentos realizados no hidrogênio verde e no Porto do Piauí, afirmando que, até o momento, os projetos não trouxeram retorno à população.

Durante o quarto bloco do debate, a candidata questionou Rafael Fonteles sobre a efetividade dos investimentos em projetos de energia limpa feitos pelo estado.

Em resposta, Rafael Fonteles afirmou que projetos industrializantes são projetos de longo prazo, que não podem ser completados em poucos anos. O candidato também aproveitou a fala para rebater críticas de Dra. Lúcia sobre uma suposta aplicação de taxas envolvendo energia solar e poços.

Na réplica, Dra. Lúcia afirma que faz uso de energia solar e que, ao invés de estimular o microcrédito, reduzindo os valores das contas de energia, o governo tem atuado de forma contrária.

Na sequência, Rafael Fonteles aproveitou o momento para pedir votos para o presidente Lula e os candidatos apoiados pelo candidato no estado do Piauí.

Joel Rodrigues questionou Gisvaldo sobre agricultura familiar. O candidato afirmou que a falta de incentivo aos pequenos agricultores é um problema recorrente no Estado e perguntou como Gisvaldo pretende fomentar o setor no Piauí.

Em resposta, Gisvaldo afirmou que pretende ampliar os investimentos e o incentivo à aquisição de bens de capital, além de garantir que as compras públicas sejam realizadas junto a pequenos agricultores. O candidato também criticou a concentração de terras e defendeu a realização de uma reforma agrária.

Na réplica, Joel Rodrigues utilizou o tempo de fala para criticar o governador e afirmou que pretende auxiliar os pequenos agricultores por meio da melhoria do fornecimento de água no Estado.

Na tréplica, Gisvaldo afirmou que, para isso, é necessário desprivatizar a Agespisa e organizar um plano para garantir o abastecimento de água. Também defendeu a ampliação do número de cisternas de placas e de poços subterrâneos.

Elizeu Aguiar perguntou ao Joel Rodrigues sobre o que o candidato fará para combater as facções criminosas no Piauí caso seja eleito.

Joel Rodrigues disse que o estado tem 46% de crescimento de mortes violentas de adolescentes. O candidato atribuiu a situação às facções criminosas, que estariam atuando na região do litoral do estado. Afirmou que a situação deve ser combatida com inteligência, valorização, monitoramento e contratação de novos oficiais com 5 mil pessoas a mais.

Na réplica, Elizeu Aguiar lembrou que há uma lei que determina a presença de um contingente policial de 12 mil homens e mulheres em atuação no estado. O contingente atual, segundo o candidato, é de 3 mil oficiais. Elizeu Aguiar disse que o estado possui municípios sem a presença de policiais. Ele disse que irá fechar as entradas do Piauí com outros estados.

Na tréplica, Joel Rodrigues criticou o atual Governo e disse que o estado não faz os investimentos necessários, afirmando que os recursos estão sendo direcionados à comunicação. O candidato voltou a defender a contratação de mais policiais e o investimento em inteligência.

Finalizando o quarto e último bloco do debate da Rede Clube, Gisvaldo Isaías perguntou a Elizeu Aguiar sobre moradia e como pretende zerar o déficit habitacional do Piauí.

Em resposta, Elizeu afirmou que é necessário promover uma reconstrução do estado e que há problemas em diversas áreas. Em relação à habitação, disse que ainda não existem dados precisos que retratem a realidade das famílias piauienses. O candidato também prometeu criar um programa habitacional, independentemente de quem for eleito presidente da República em 2026.

Gisvaldo afirmou que 124 mil famílias estão sem moradia ou vivem em condições inadequadas, pagando aluguel ou residindo na casa de parentes. Em seguida, questionou por que o grupo político que está há mais de 20 anos no governo não estruturou uma política pública voltada para essas famílias.

Na tréplica, Elizeu afirmou que, nas gestões anteriores, não faltaram oportunidades para enfrentar o problema, mas sim vontade política. O candidato declarou que, se eleito, pretende colocar em prática políticas habitacionais, além de investir em áreas consideradas essenciais, como a saúde

Conforme ordem de sorteio:

Rafael Fonteles (PT)

Professor Gisvaldo (PSOL)

Dra. Lúcia Santos (PSDB)

Elizeu Aguiar (NOVO)

Joel Rodrigues (PP)

Rafael Fonteles (PT)

Joel Rodrigues (PP)

Dra. Lúcia Santos (PSDB)

Professor Gisvaldo (PSOL)

Elizeu Aguiar (NOVO)

Esta reportagem está em atualização.

Leia no Itatiba1 →